{"id":124262,"date":"2017-10-26T00:09:17","date_gmt":"2017-10-26T02:09:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=124262"},"modified":"2017-10-25T19:54:19","modified_gmt":"2017-10-25T21:54:19","slug":"copom-reduz-juros-basicos-para-75-ao-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/copom-reduz-juros-basicos-para-75-ao-ano\/124262","title":{"rendered":"Copom reduz juros b\u00e1sicos para 7,5% ao ano"},"content":{"rendered":"<p> Pela nona vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os <strong><em>juros b\u00e1sicos<\/em><\/strong> da economia. Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, de 8,25% ao ano para 7,5% ao ano. A decis\u00e3o era esperada pelos analistas financeiros.<\/p>\n<p>Com a redu\u00e7\u00e3o, a Selic iguala-se ao n\u00edvel de maio de 2013, quando tamb\u00e9m estava em 7,5% ao ano. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, no menor n\u00edvel da hist\u00f3ria, e passou a ser reajustada gradualmente at\u00e9 alcan\u00e7ar 14,25% ao ano em julho de 2015. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros b\u00e1sicos da economia.<\/p>\n<p>Em comunicado, o Copom informou que a conjuntura econ\u00f4mica prev\u00ea que os juros continuar\u00e3o abaixo da taxa estrutural (juros necess\u00e1rios para segurar a infla\u00e7\u00e3o) por algum tempo. Segundo o BC, somente a aprova\u00e7\u00e3o das reformas estruturais poder\u00e1 garantir a manuten\u00e7\u00e3o dos juros em n\u00edveis baixos por longo tempo.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas quatro reuni\u00f5es, o Copom reduziu a taxa em 1 ponto percentual. No encontro de hoje, o ritmo de corte caiu para 0,75 ponto. De acordo com o comunicado, a intensidade do corte pode cair ainda mais nas pr\u00f3ximas reuni\u00f5es. \u201cPara a pr\u00f3xima reuni\u00e3o, caso o cen\u00e1rio b\u00e1sico evolua conforme esperado, e em raz\u00e3o do est\u00e1gio do ciclo de flexibiliza\u00e7\u00e3o, o Comit\u00ea v\u00ea, neste momento, como adequada uma redu\u00e7\u00e3o moderada na magnitude de flexibiliza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria\u201d, destacou o Banco Central.<\/p>\n<p>A Selic \u00e9 o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a infla\u00e7\u00e3o oficial, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o IPCA ficou em 0,16% em setembro, pr\u00f3ximo da m\u00ednima hist\u00f3rica de 0,08% registrada em setembro do ano passado.<\/p>\n<p>Nos 12 meses terminados em setembro, o IPCA acumula 2,54%, a menor taxa em 12 meses desde fevereiro de 1999. At\u00e9 o ano passado, o Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) estabelecia meta de infla\u00e7\u00e3o de 4,5%, com margem de toler\u00e2ncia de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para este ano, o CMN reduziu a margem de toler\u00e2ncia para 1,5 ponto percentual. A infla\u00e7\u00e3o, portanto, n\u00e3o poder\u00e1 superar 6% neste ano nem ficar abaixo de 3%.<\/p>\n<p>Infla\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>No Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monet\u00e1ria estima que o IPCA encerrar\u00e1 2017 em 3,2%. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com institui\u00e7\u00f5es financeiras divulgada pelo BC, a infla\u00e7\u00e3o oficial dever\u00e1 fechar o ano em 3,06%, mesmo com os aumentos recentes nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis.<\/p>\n<p>At\u00e9 agosto do ano passado, o impacto de pre\u00e7os administrados, como a eleva\u00e7\u00e3o de tarifas p\u00fablicas; e o de alimentos como feij\u00e3o e leite contribuiu para a manuten\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de pre\u00e7os em n\u00edveis altos. De l\u00e1 para c\u00e1, no entanto, a infla\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a cair por causa da recess\u00e3o econ\u00f4mica e da queda do d\u00f3lar.<\/p>\n<p>Cr\u00e9dito mais barato<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o cr\u00e9dito e incentivam a produ\u00e7\u00e3o e o consumo em um cen\u00e1rio de baixa atividade econ\u00f4mica. Segundo o boletim Focus, os analistas econ\u00f4micos projetam crescimento de 0,73% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e servi\u00e7os produzidos pelo pa\u00eds) em 2017. A estimativa est\u00e1 em linha com o \u00faltimo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, divulgado em setembro, no qual o BC projetava expans\u00e3o da economia de 0,7% este ano.<\/p>\n<p>A taxa b\u00e1sica de juros \u00e9 usada nas negocia\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos p\u00fablicos no Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e Cust\u00f3dia (Selic) e serve de refer\u00eancia para as demais taxas de juros da economia. Ao reajust\u00e1-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os pre\u00e7os, porque juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a. Ao reduzir os juros b\u00e1sicos, o Copom barateia o cr\u00e9dito e incentiva a produ\u00e7\u00e3o e o consumo, mas enfraquece o controle da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Wellton M\u00e1ximo &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Juliana Andrade<br \/>\n26\/10\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela nona vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros b\u00e1sicos da economia. Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, de 8,25% ao ano para 7,5% ao ano. A decis\u00e3o era esperada pelos analistas financeiros. 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