{"id":123727,"date":"2017-10-19T00:10:16","date_gmt":"2017-10-19T02:10:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=123727"},"modified":"2017-10-18T20:03:34","modified_gmt":"2017-10-18T22:03:34","slug":"ibge-numero-de-trabalhadores-em-empresas-de-grande-porte-cai-29-em-um-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/ibge-numero-de-trabalhadores-em-empresas-de-grande-porte-cai-29-em-um-ano\/123727","title":{"rendered":"IBGE: n\u00famero de trabalhadores em empresas de grande porte cai 29% em um ano"},"content":{"rendered":"<p> O n\u00famero de trabalhadores ocupados em empreendimentos de grande porte (com 50 trabalhadores ou mais) caiu 29% em rela\u00e7\u00e3o a 2015. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do primeiro m\u00f3dulo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua 2012-2016) &#8211; Caracter\u00edsticas Adicionais do <strong><em>Mercado de Trabalho<\/em><\/strong>, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o indica ainda que 26% da popula\u00e7\u00e3o ocupada (empregadores, trabalhadores por conta pr\u00f3pria e empregados, desconsiderando o setor p\u00fablico e os trabalhadores dom\u00e9sticos) trabalhava em empreendimentos de grande porte em 2016. Em 2012, eram no total 72,4 milh\u00f5es pessoas ocupadas, n\u00famero que saltou para 75 milh\u00f5es em 2015, vindo posteriormente a cair para os 73,7 milh\u00f5es do ano passado \u2013 o \u00faltimo ano da pesquisa.<\/p>\n<p> Na publica\u00e7\u00e3o deste m\u00eas, a Pnad Cont\u00ednua apresenta dados estruturais do mercado de trabalho, referentes ao intervalo entre os anos de 2012 a 2016, e n\u00e3o apenas os conjunturais, divulgados mensalmente . A pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy disse que o o objetivo desse primeiro m\u00f3dulo da pesquisa \u00e9 exatamente o de \u201cinvestigar algumas caracter\u00edsticas que t\u00eam o perfil mais estrutural e menos conjuntural do mercado de trabalho no pa\u00eds, como os indicadores associados \u00e0 filia\u00e7\u00e3o a sindicato, turno de trabalho, cooperativas de trabalho ou produ\u00e7\u00e3o, registro no CNPJ e o tamanho do empreendimento\u201d.<\/p>\n<p>O percentual daqueles que trabalhavam em empreendimentos de pequeno porte (com at\u00e9 5 pessoas) subiu de 48,1% para 50,1% entre 2015 e 2016. \u201cNesse per\u00edodo em que n\u00f3s observamos, por exemplo, queda na ocupa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria \u2013 at\u00e9 mesmo as de grande porte tiveram dispensas de trabalhadores \u2013, os empreendimentos de menor porte estavam sendo formados absorvendo pessoas ocupadas\u201d, ressaltou Adriana.<\/p>\n<p>Dados por regi\u00e3o<\/p>\n<p>O percentual de pessoas ocupadas (exceto empregados no setor p\u00fablico e trabalhadores dom\u00e9sticos) em empresas de pequeno porte foi maior nas Regi\u00f5es Norte e Nordeste que nas demais regi\u00f5es em todos os anos da pesquisa. Em 2016, foram 68% no Norte, 61,7% no Nordeste, 51% no Centro-Oeste, 47,1% no Sul e 42,1% no Sudeste. No per\u00edodo 2012-2016, o percentual aumentou Grandes Regi\u00f5es, sobretudo no Norte (11,8%) e no Centro-Oeste (10,9%).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao percentual de ocupados (exclu\u00eddos empregados no setor p\u00fablico e trabalhadores dom\u00e9sticos) em empreendimentos com 50 ou mais pessoas, o Sudeste foi a regi\u00e3o com maior percentual (31,8%) e o Norte, com o menor, 14,7%. Houve redu\u00e7\u00e3o de percentual ocupado neste modelo de empresa em todas as regi\u00f5es, principalmente na Norte (queda de 29,3%).<\/p>\n<p>Formaliza\u00e7\u00e3o via CNPJ<\/p>\n<p>A Pnad Cont\u00ednua 2012-2016 constatou tamb\u00e9m o aumento da formaliza\u00e7\u00e3o do emprego via Cadastro Nacional de Pessoa Jur\u00eddica (CNPJ), tanto entre os ocupados por conta pr\u00f3pria quanto entre os empregadores. Segundo os dados de 2016, 18,9% dos trabalhadores por conta pr\u00f3pria e 82% dos empregadores estavam em empreendimentos registrados no CNPJ . Em 2012, os percentuais eram de 14,9% e 75,6%, respectivamente.<\/p>\n<p>A pesquisa aponta tamb\u00e9m que a formaliza\u00e7\u00e3o profissional \u00e9 maior entre as mulheres. Em 2016, o percentual de mulheres que trabalhavam por conta pr\u00f3pria em empreendimentos com CNPJ era de 20,3%, ante 18,2% dos homens. J\u00e1 as empregadoras formalizadas eram 86,1% no mesmo ano, enquanto os homens empregadores formalizados chegavam a 80,2%. Em 2016, 30% das mulheres ocupadas como empregadoras ou trabalhadoras por conta pr\u00f3pria tinham registro no CNPJ, enquanto esse percentual para os homens era de 28,4%.<\/p>\n<p>Em 2016, o aumento do registro no CNPJ ocorreu em todas as Grandes Regi\u00f5es, contudo em menor intensidade na Norte (3,3% apenas). A Regi\u00e3o Nordeste foi a que apresentou o maior aumento no percentual de registrados no CNPJ entre 2012 e 2016, 33,1%, seguida pela Sudeste, com aumento de 21,1%.<\/p>\n<p>Adriana Beringuy destacou a formaliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores via registro no CNPJ. \u201cMuitos podem ser at\u00e9 na fun\u00e7\u00e3o de microempreendedores atrav\u00e9s do MEI [microempreendedor individual, legisla\u00e7\u00e3o que d\u00e1 cidadania empresarial: CNPJ, direitos e benef\u00edcios], facilitando o acesso desses trabalhadores conta pr\u00f3pria \u00e0 sua formaliza\u00e7\u00e3o \u2013 um prestador de servi\u00e7o com direito a emitir sua nota fiscal, ter sua pr\u00f3pria contabilidade\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Sindicatos e cooperativas<\/p>\n<p>A Pnad indica ainda que 12,1% das pessoas ocupadas ou que estiveram ocupadas estavam associadas a algum sindicato em 2016. Eram 16,9 milh\u00f5es de sindicalizados frente a um total de 139,1 milh\u00f5es.  Segundo o IBGE, \u00e9 o menor percentual da s\u00e9rie que iniciou em 2012 com 13,6% de sindicalizados.<\/p>\n<p>O percentual de sindicalizados era maior entre homens do que entre mulheres: em 2016, foram respectivamente 13,1% de homens ante 11,2%  de mulheres sindicalizadas. Houve uma queda maior na sindicaliza\u00e7\u00e3o entre homens do que entre mulheres: em 2012, os percentuais eram respectivamente 15,3% e 11,9%. \u201cEntre 2012 e 2016 foi registrado movimento de redu\u00e7\u00e3o da sindicaliza\u00e7\u00e3o em todas as Grandes Regi\u00f5es do pa\u00eds\u201d, afirma o IBGE.<\/p>\n<p>Cooperativas<\/p>\n<p>Apesar do aumento de 11,3% no total de pessoas ocupadas como empregadores ou trabalhadores por conta pr\u00f3pria no per\u00edodo analisado, houve redu\u00e7\u00e3o no percentual de associados a cooperativas, de 6,4% em 2012 para 5,9% em 2016.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o a cooperativas de trabalho ou produ\u00e7\u00e3o era maior entre homens do que entre mulheres. Contudo, essa diferen\u00e7a entre sexos se reduziu de 2,7 pontos percentuais (pp) em 2012 para 1,7 pp em 2016. No ano passado, enquanto 6,4% dos homens ocupados como empregadores ou trabalhadores por conta pr\u00f3pria estavam em cooperativas, a propor\u00e7\u00e3o entre mulheres era de 4,7%.<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Lidia Neves<br \/>\n19\/10\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de trabalhadores ocupados em empreendimentos de grande porte (com 50 trabalhadores ou mais) caiu 29% em rela\u00e7\u00e3o a 2015. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do primeiro m\u00f3dulo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua 2012-2016) &#8211; Caracter\u00edsticas Adicionais do Mercado de Trabalho, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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