{"id":123321,"date":"2017-10-13T00:37:01","date_gmt":"2017-10-13T03:37:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=123321"},"modified":"2017-10-12T18:35:20","modified_gmt":"2017-10-12T21:35:20","slug":"centro-de-pesquisa-apresenta-o-paulistinha-a-escolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/centro-de-pesquisa-apresenta-o-paulistinha-a-escolas\/123321","title":{"rendered":"Centro de pesquisa apresenta o paulistinha a escolas"},"content":{"rendered":"<p> Maria Fernanda Ziegler\u00a0 |\u00a0 Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 \u201cCientista \u00e9 uma pessoa que estuda muito, descobre coisas e depois compartilha com o mundo.\u201d Foi o que escreveu uma menina de 12 anos em seu caderno de atividades. E como seria esse cientista? \u201cUm homem careca, de jaleco e que vive trope\u00e7ando e deixando tudo cair no ch\u00e3o\u201d, responde um colega da mesma escola.<\/p>\n<p>Foi em meio a essas reflex\u00f5es que alunos da sexta s\u00e9rie da Escola Estadual Professor Vicente Peixoto, em Osasco (SP), receberam pesquisadores do Centro de Toxinas, Resposta-Imune e Sinaliza\u00e7\u00e3o Celular () \u2013 um <strong><em>Centro de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o<\/em><\/strong> () apoiado pela FAPESP \u2013 no dia 20 de setembro. O motivo foi o projeto\u00a0Paulistinha Chega \u00e0s Escolas, que tem o objetivo de divulgar o papel da ci\u00eancia e a import\u00e2ncia do trabalho dos cientistas.<\/p>\n<p>O projeto inclui um caderno de atividades \u2013 ilustrado por Veridiana Scarpelli e com orienta\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica de Meg Artacho \u2013 e est\u00e1 dividido em quatro etapas. Na primeira parte, em sala de aula, os alunos discutem com a professora o que \u00e9 ci\u00eancia e o que faz um cientista e mostram em desenho como veem esses profissionais.<\/p>\n<p>Na segunda etapa, preparam perguntas para fazer na palestra \u201cDa praia ao laborat\u00f3rio, como me tornei cientista\u201d, de M\u00f4nica Lopes Ferreira, diretora do Laborat\u00f3rio Especial de Toxinologia Aplicada (LETA) e coordenadora de Ci\u00eancia da Educa\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o do Conhecimento do CeTICS.<\/p>\n<p>\u201cFiquei positivamente surpresa com a rea\u00e7\u00e3o dos alunos. Na palestra, t\u00ednhamos 60 crian\u00e7as atentas, participativas e muito interessadas. Acho que falta oportunidade de abrir as portas de nossos laborat\u00f3rios, porque \u00e9 impressionante como as crian\u00e7as s\u00e3o interessadas, atentas e est\u00e3o sempre prontas para nos receber\u201d, disse Lopes Ferreira.<\/p>\n<p>De fato, o sil\u00eancio era quase total durante a palestra em Osasco, na qual Lopes Ferreira contou como teve o interesse despertado para ser cientista, a respeito do trabalho realizado no laborat\u00f3rio e tamb\u00e9m sobre os animais que produzem ao mesmo tempo venenos e vacinas. O sil\u00eancio s\u00f3 foi quebrado \u2013 muito \u2013 quando as 60 crian\u00e7as, de 12 a 14 anos, puderam fazer perguntas. \u201cExiste peixe com veneno?\u201d, \u201cQual o nome dele?\u201d, \u201cDeve ser peixe-cobra, n\u00e3o \u00e9?\u201d<\/p>\n<p>Lopes Ferreira falou ao p\u00fablico sobre um peixe venenoso conhecido popularmente como niquim (Thalassophryne nattereri), comum no litoral do Nordeste. Mas a estrela da palestra foi o paulistinha, ou\u00a0Danio rerio, como as crian\u00e7as logo aprenderam, modelo animal e esp\u00e9cie muito pesquisada pelos cientistas do CeTICs.<\/p>\n<p>A terceira etapa, a mais esperada pelos alunos, incluiu a visita de tr\u00eas grupos de 12 crian\u00e7as ao LETA. Eduarda Costa Vitorino, 12 anos, adorou a oportunidade. \u201c\u00c9 a primeira vez que conhe\u00e7o um laborat\u00f3rio. Aprendi como funciona um laborat\u00f3rio e tamb\u00e9m sobre o\u00a0Danio rerio. \u00c9 muito interessante. Tamb\u00e9m mostraram como funciona o trabalho com animais pe\u00e7onhentos\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cEu j\u00e1 tinha vontade de ser cientista. Na visita, vi que posso ser normal do meu jeito e ser uma cientista. \u00c9 que eu pensei que fosse encontrar gente descabelada, mas eles s\u00e3o normais. Disciplinados \u00e9 a palavra\u201d, disse Eduarda.<\/p>\n<p>Interesse pela ci\u00eancia<\/p>\n<p>O projeto Paulistinha Chega \u00e0s Escolas come\u00e7ou a partir da iniciativa de Bruna Aguiar, professora de ci\u00eancias da Escola Estadual Professor Vicente Peixoto, de procurar o CeTICS interessada em elaborar uma atividade escolar sobre \u00e1gua.<\/p>\n<p>Da intera\u00e7\u00e3o, a equipe do CeTICS teve a ideia de criar o projeto abordando o peixe paulistinha, pois assim seria contemplado tanto o desejo de trabalhar o tema \u00e1gua \u2013 contamina\u00e7\u00e3o, polui\u00e7\u00e3o, habitat \u2013 como apresentar \u00e0s crian\u00e7as o trabalho de um cientista.<\/p>\n<p>\u201cTodo esse processo no qual temos trabalhado, desde as primeiras atividades em sala de aula, palestra, poder conhecer um laborat\u00f3rio e compartilhar isso com a escola, foi muito importante. \u00c9 uma oportunidade \u00fanica que provavelmente os estudantes n\u00e3o teriam de outra forma. \u00c9 incr\u00edvel ver plantada no rosto deles, a cada visita, uma sementinha de curiosidade\u201d, disse.<\/p>\n<p>Aguiar afirma que o projeto tamb\u00e9m poder\u00e1 aumentar a atra\u00e7\u00e3o pelas aulas de ci\u00eancias. \u201cTenho certeza que, a partir do projeto, o interesse dos alunos vai mudar. Al\u00e9m de eles conseguirem imaginar como funciona um laborat\u00f3rio, a pesquisa e o m\u00e9todo cient\u00edfico, eles tamb\u00e9m poder\u00e3o fazer a rela\u00e7\u00e3o entre o trabalho de um pesquisador e os estudos deles de ci\u00eancias na escola\u201d, disse Aguiar.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o era poss\u00edvel que todos os alunos da sexta s\u00e9rie do col\u00e9gio fossem conhecer o laborat\u00f3rio, houve uma sele\u00e7\u00e3o por nota e por interesse demonstrado nas etapas anteriores do projeto. Na quarta etapa, os alunos que visitaram o laborat\u00f3rio v\u00e3o contar aos colegas o que aprenderam na visita.<\/p>\n<p>\u201cEsse projeto \u00e9 fundamental, porque cada vez mais o cientista precisa sair do laborat\u00f3rio e interagir com a sociedade. Esse projeto planta uma semente na crian\u00e7a e ela come\u00e7a a sonhar com a possibilidade de se tornar um cientista\u201d, disse Lopes Ferreira.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es:\u00a0.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Fernanda Ziegler\u00a0 |\u00a0 Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 \u201cCientista \u00e9 uma pessoa que estuda muito, descobre coisas e depois compartilha com o mundo.\u201d Foi o que escreveu uma menina de 12 anos em seu caderno de atividades. 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