{"id":122695,"date":"2017-10-05T00:11:33","date_gmt":"2017-10-05T03:11:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=122695"},"modified":"2017-10-04T15:13:29","modified_gmt":"2017-10-04T18:13:29","slug":"endividamento-das-familias-cresce-e-atinge-584","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/endividamento-das-familias-cresce-e-atinge-584\/122695","title":{"rendered":"Endividamento das fam\u00edlias cresce e atinge 58,4%"},"content":{"rendered":"<p> O percentual de <strong><em>fam\u00edlias endividadas<\/em><\/strong> fechou o m\u00eas de setembro deste ano com alta de 0,4 ponto percentual, em rela\u00e7\u00e3o a agosto, atingindo os 58,4%, o maior patamar dos \u00faltimos sete anos. A pesquisa indica que, ao comparar com setembro do ano passado o indicador tamb\u00e9m cresceu, atingindo 58,2% &#8211; alta de 0,2 ponto percentual.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (Peic), divulgada pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC) e vem acompanhado da alta do percentual de fam\u00edlias endividadas \u2013 aquelas com d\u00edvidas ou contas em atraso.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o mensal o endividamento das fam\u00edlias passou de 24,6% para 25% , o maior patamar desde maio de 2010. Na compara\u00e7\u00e3o com setembro de 2016, tamb\u00e9m houve alta de 0,4 ponto percentual.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias que declararam n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es de pagar as suas contas ou d\u00edvidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes, apresentou alta em ambas as bases de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em setembro de 2017, a inadimpl\u00eancia atingiu 10,3% das fam\u00edlias, tamb\u00e9m o maior patamar da s\u00e9rie hist\u00f3rica (iniciada em janeiro de 2010), ante 10,1% em agosto de 2017 e 9,6% em setembro de 2016. Para a economista da CNC, Marianne Hanson, mesmo com o n\u00edvel de endividamento das fam\u00edlias ainda encontrar-se em um patamar moderado, abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica, os indicadores de inadimpl\u00eancia da pesquisa permanecem elevados.<\/p>\n<p>O economista disse que  \u201ca taxa de desemprego bastante alta ajuda a explicar a maior dificuldade das fam\u00edlias em pagar suas contas em dia e o maior pessimismo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 capacidade de pagamento\u201d. <\/p>\n<p>N\u00edvel de endividamento<\/p>\n<p>Do ponto de vista especificamente do endividamento, embora a propor\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias que se declararam muito endividadas tenha registrado alta na compara\u00e7\u00e3o entre os meses de agosto e setembro \u2013 de 14,2% para 14,4% \u2013, na compara\u00e7\u00e3o anual o \u00edndice manteve-se est\u00e1vel.<\/p>\n<p>Paralelamente ao fato de que tenha aumentado a propor\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias que se declararam muito endividadas, tamb\u00e9m aumentou a propor\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias que se consideraram pouco endividadas entre agosto e setembro \u2013 alta de 0,5 ponto percentual. Este percentual, no entanto, teve queda na compara\u00e7\u00e3o anual, saindo de 22,9% em setembro do ano passado para 22,5% no mesmo m\u00eas deste ano.<\/p>\n<p>Prazo de endividamento<\/p>\n<p>A pesquisa apurou que o tempo m\u00e9dio de atraso para o pagamento de d\u00edvidas foi 64,3 dias em setembro deste ano, crescendo em rela\u00e7\u00e3o aos 63,2 dias registrados em setembro do ano passado. \u201cEm m\u00e9dia, o comprometimento com as d\u00edvidas foi 7,3 meses, sendo que 34,1% das fam\u00edlias possuem d\u00edvidas por mais de um ano. Entre aquelas endividadas, 22,4% afirmam ter mais da metade da sua renda mensal comprometida com o pagamento de d\u00edvidas\u201d.<\/p>\n<p>O cart\u00e3o de cr\u00e9dito permanece como a principal forma de endividamento, atingindo 76,4% das fam\u00edlias que possuem d\u00edvidas; seguido dos carn\u00eas (16,2%) e cr\u00e9dito pessoal (10,3%).<\/p>\n<p>A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (Peic Nacional) \u00e9 apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados s\u00e3o coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Val\u00e9ria Aguiar<br \/>\n05\/10\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O percentual de fam\u00edlias endividadas fechou o m\u00eas de setembro deste ano com alta de 0,4 ponto percentual, em rela\u00e7\u00e3o a agosto, atingindo os 58,4%, o maior patamar dos \u00faltimos sete anos. A pesquisa indica que, ao comparar com setembro do ano passado o indicador tamb\u00e9m cresceu, atingindo 58,2% &#8211; alta de 0,2 ponto percentual. 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