{"id":121439,"date":"2017-09-18T00:10:27","date_gmt":"2017-09-18T03:10:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=121439"},"modified":"2017-09-17T18:51:39","modified_gmt":"2017-09-17T21:51:39","slug":"mercado-de-trabalho-da-sinais-de-recuperacao-no-segundo-trimestre-diz-ipea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/mercado-de-trabalho-da-sinais-de-recuperacao-no-segundo-trimestre-diz-ipea\/121439","title":{"rendered":"Mercado de trabalho d\u00e1 sinais de recupera\u00e7\u00e3o no segundo trimestre, diz Ipea"},"content":{"rendered":"<p> A Carta de Conjuntura, divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), sinaliza o surgimento de novo \u00e2nimo no <strong><em>mercado de trabalho<\/em><\/strong>, ou seja, evidencia que est\u00e1 come\u00e7ando a ocorrer uma revers\u00e3o do cen\u00e1rio negativo no setor. A economista do Ipea, Maria Andr\u00e9ia Parente, observou que o cen\u00e1rio do mercado de trabalho, que vinha piorando, deu uma \u201cestacionada\u201d h\u00e1 dois meses e agora, no segundo trimestre, come\u00e7ou a dar sinais de que est\u00e1 se recuperando.<\/p>\n<p>\u201cDe forma agregada, a gente viu uma taxa de desocupa\u00e7\u00e3o caindo, combinando (com) um aumento da ocupa\u00e7\u00e3o, porque at\u00e9 ent\u00e3o voc\u00ea tinha que a ocupa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a cair menos\u201d. J\u00e1 no \u00faltimo trimestre m\u00f3vel at\u00e9 julho, apesar de a ocupa\u00e7\u00e3o mostrar varia\u00e7\u00e3o pequena (+0,2%), essa \u00e9 a primeira varia\u00e7\u00e3o positiva em dois anos, destacou Maria Andr\u00e9ia. \u201cEnt\u00e3o, j\u00e1 \u00e9 um sinal\u201d.<\/p>\n<p>O aumento da ocupa\u00e7\u00e3o est\u00e1 ocorrendo no mercado informal. Mas quando se olha o mercado formal, com carteira assinada, h\u00e1 indicativos que o quadro est\u00e1 tamb\u00e9m melhor. Segundo a economista, um indicativo disso \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o do ritmo de demiss\u00f5es. \u201cO mercado formal j\u00e1 est\u00e1 demitindo menos. Ele ainda n\u00e3o contrata no agregado. A popula\u00e7\u00e3o ocupada dele ainda est\u00e1 caindo, mas ele est\u00e1 reduzindo o ritmo de demiss\u00e3o\u201d. A taxa de desemprego registrada no trimestre encerrado em julho teve queda de 12,8%.<\/p>\n<p>Maria Andr\u00e9ia salientou que outro sinal positivo do mercado formal \u00e9 dado pelo rendimento. A an\u00e1lise dos rendimentos por v\u00ednculo de ocupa\u00e7\u00e3o mostra que est\u00e1 no mercado formal a maior alta de rendimentos (3,6%). Por isso, disse que o mercado formal est\u00e1 dando alguns indicativos de que est\u00e1 melhor agora do que no passado recente.<\/p>\n<p>O desalento tamb\u00e9m caiu, embora com intensidade reduzida; mas j\u00e1 \u00e9 um sinal positivo. A Carta de Conjuntura mostra que a parcela dos inativos desalentados que achavam que n\u00e3o conseguiriam emprego foi de 44,7% no segundo trimestre, n\u00famero 2,5% menor que o observado no trimestre anterior. Isso indica aumento da esperan\u00e7a ou confian\u00e7a em alcan\u00e7ar uma vaga.<\/p>\n<p>\u201dNesse momento, mais importante do que a intensidade, \u00e9 a mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o. A taxa de ocupa\u00e7\u00e3o recua pouco, mas j\u00e1 recua. A ocupa\u00e7\u00e3o cresce pouco, mas j\u00e1 cresce. O desalento cai pouco, mas cai. Vinha em uma trajet\u00f3ria crescente. Cada vez era maior o n\u00famero de pessoas que saiam do mercado porque achavam que n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es de conseguir um emprego. O desalento cai no segundo trimestre\u201d, explicou.<\/p>\n<p> Maria Andr\u00e9ia Parente disse que o desemprego melhora em todas as regi\u00f5es brasileiras. Quando se abrem os dados, verifica-se um comportamento difuso. No Sudeste, por exemplo, o desemprego \u00e9 relativamente alto porque est\u00e1 contaminado pelo Rio de Janeiro. \u201cVoc\u00ea v\u00ea que ele (desemprego) cai em todas as regi\u00f5es, mas dentro de cada regi\u00e3o tem alguns comportamentos difusos. O Rio de Janeiro \u00e9 um dos poucos estados que n\u00e3o conseguem reduzir a taxa de desemprego. Pelo contr\u00e1rio. A cada trimestre que vem, nova alta de desemprego\u201d. A taxa de desemprego no Rio de Janeiro evoluiu de 14,5% para 15,7%.<\/p>\n<p>De modo geral, a Carta de Conjuntura do Ipea analisa que o desemprego recuou no pa\u00eds em termos de regi\u00f5es, de g\u00eanero, de escolaridade. Entre os mais jovens, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m recuou. Entretanto, mesmo recuando, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o entre os jovens \u00e9 a mais alta de todos os grupos, apontou a economista. Os mais jovens formam a popula\u00e7\u00e3o que tem mais dificuldade de sair do desemprego e de conseguir uma nova coloca\u00e7\u00e3o. \u201cE esse percentual tem aumentado\u201d.<\/p>\n<p>Quando se olha os jovens que est\u00e3o ocupados, esse \u00e9 o grupo que apresenta maior chance de ser demitido. Proporcionalmente, os jovens formam a maior parcela dos trabalhadores que est\u00e3o ocupados e foram demitidos, disse Maria Andr\u00e9ia. Dos desempregados na faixa et\u00e1ria de 18 a 24 anos de idade, somente 25% conseguiram nova coloca\u00e7\u00e3o no segundo trimestre. Entre 2012 e 2017, o percentual de trabalhadores com 18 a 24 anos que foram dispensados cresceu de 5,3% para 7,3%, revela o estudo do Ipea. \u201cEra muito mais f\u00e1cil um jovem conseguir um emprego em 2012 do que \u00e9 hoje\u201d, comentou. No segundo trimestre de 2017, o pa\u00eds tinha cerca de 13,5 milh\u00f5es de desocupados, dos quais 65% com idade inferior a 40 anos.<\/p>\n<p>Remunera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Houve melhora em termos de remunera\u00e7\u00e3o, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o dos mais jovens, ressaltou Maria Andr\u00e9ia. Esse \u00e9 o \u00fanico grupo que, na compara\u00e7\u00e3o entre o segundo trimestre deste ano e o mesmo per\u00edodo do ano passado, n\u00e3o mostra crescimento. Na verdade, apresenta pequena queda de sal\u00e1rio (-0,5%). No caso dos maiores de 60 anos de idade, houve expans\u00e3o de 14% no rendimento em rela\u00e7\u00e3o ao segundo trimestre de 2016, com remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de R$ 2.881. <\/p>\n<p>As pessoas com maior qualifica\u00e7\u00e3o recebem mais. A m\u00e9dia no \u00faltimo trimestre foi remunera\u00e7\u00e3o de R$ 4.889, o que significa quase tr\u00eas vezes mais que o trabalhador com ensino m\u00e9dio e 4,2 vezes mais que o empregado sem o ensino fundamental completo.<\/p>\n<p>Setores<\/p>\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o do emprego est\u00e1 ocorrendo em todos os setores da economia. De maneira geral, ind\u00fastria, com\u00e9rcio e servi\u00e7os mostram desempenho melhor do que estavam no \u00faltimo trimestre. Os tr\u00eas setores geraram, respectivamente, 12,3 mil, 10,2 mil e 7,7 mil novos postos com carteira assinada.<\/p>\n<p>A exce\u00e7\u00e3o \u00e9 vista em alguns segmentos, como a constru\u00e7\u00e3o civil, devido ao estoque grande de im\u00f3veis e \u00e0 vac\u00e2ncia tamb\u00e9m significativa. Al\u00e9m disso, a economista do Ipea lembrou que na parte p\u00fablica, o governo tem poucos recursos para investir em obras, devido ao esfor\u00e7o de equil\u00edbrio fiscal. \u201cVai demorar um pouco mais de tempo para poder melhorar\u201d.<\/p>\n<p>Alana Gandra &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Val\u00e9ria Aguiar<br \/>\n18\/09\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Carta de Conjuntura, divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), sinaliza o surgimento de novo \u00e2nimo no mercado de trabalho, ou seja, evidencia que est\u00e1 come\u00e7ando a ocorrer uma revers\u00e3o do cen\u00e1rio negativo no setor. 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