{"id":120260,"date":"2017-09-01T00:09:26","date_gmt":"2017-09-01T03:09:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=120260"},"modified":"2017-08-31T16:39:52","modified_gmt":"2017-08-31T19:39:52","slug":"desemprego-volta-a-cair-e-vai-a-128-influenciado-pela-informalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/desemprego-volta-a-cair-e-vai-a-128-influenciado-pela-informalidade\/120260","title":{"rendered":"Desemprego volta a cair e vai a 12,8%, influenciado pela informalidade"},"content":{"rendered":"<p> Influenciada pelo aumento da informalidade no mercado de trabalho, a <strong><em>taxa de desemprego<\/em><\/strong> do pa\u00eds caiu 0,8 ponto percentual, em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre encerrado em abril e fechou o per\u00edodo maio a julho deste ano em 12,8%.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que indica ainda que o pa\u00eds tem 13,3 milh\u00f5es de desempregados,<\/p>\n<p>No trimestre imediatamente anterior, encerrado em abril, a taxa de desemprego havia sido de 13,6%. Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo trimestre m\u00f3vel do ano anterior, houve alta de 1,2 ponto percentual na desocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os dados representam uma queda de 5,1% no desemprego frente ao trimestre anterior (menos 721 mil pessoas). Mas em rela\u00e7\u00e3o a igual trimestre 2016, o desemprego cresceu 12,5% (mais 1,5 milh\u00e3o de pessoas).<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o ocupada do pa\u00eds em julho era de 90,7 milh\u00f5es de pessoas, aumento de 1,6% em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre encerrado em abril. O dado atual n\u00e3o apresenta altera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre de 2016.<\/p>\n<p>Informalidade<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, no contexto da crise econ\u00f4mica e da consequente falta de oferta de empregos formais, a maioria dos 721 mil brasileiros que deixaram a fila do desemprego no trimestre encerrado em julho o fizeram via informalidade,<\/p>\n<p>\u201cO aumento aconteceu, principalmente, entre os empregados sem carteira assinada, contingente que respondeu por mais 468 mil novos empregos, e entre os trabalhadores por conta pr\u00f3pria, que respondeu pelo ingresso de mais 351 mil pessoas no mercado\u201d, diz o IBGE. J\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o com carteira assinada manteve-se est\u00e1vel em 33,3 milh\u00f5es\u201d, diz a nota do IBGE.<\/p>\n<p>O IBGE registrou n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o (indicador que mede o percentual de pessoas ocupadas na popula\u00e7\u00e3o em idade de trabalhar) estimado em 53,8% no trimestre de maio a julho de 2017, apresentando um aumento de 0,6 ponto percentual frente ao trimestre pr\u00e9vio. Em rela\u00e7\u00e3o a igual trimestre do ano anterior, houve queda de 0,5 ponto percentual.<\/p>\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo trimestre de 2016,  o n\u00famero de empregados com carteira assinada caiu 2,9%,chegando a 33,3 milh\u00f5es de pessoas. Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, a compara\u00e7\u00e3o mostra tend\u00eancia \u00e0 informalidade no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Para Azeredo, o aumento de 15,2% no n\u00famero de pessoas trabalhando com alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos ind\u00edcios. \u201cEm um ano, o grupamento alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o teve um aumento de 683 mil pessoas. Esse acr\u00e9scimo foi, mais especificamente, relacionado \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 um grupamento voltado, principalmente, \u00e0s pessoas que, para fugir da desocupa\u00e7\u00e3o, est\u00e3o fazendo comida em casa e vendendo na rua\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o do coordenador, que se v\u00ea hoje no pa\u00eds \u201c\u00e9 um processo de recupera\u00e7\u00e3o em termos quantitativos, mas a qualidade deste trabalho \u00e9 question\u00e1vel, j\u00e1 que ela se d\u00e1 no mercado informal\u201d.<\/p>\n<p>O setor p\u00fablico tamb\u00e9m influenciou a queda do desemprego, com aumento das contrata\u00e7\u00f5es, principalmente nas prefeituras. As oportunidades no setor p\u00fablico chegaram a responder por mais da metade dos novos empregos do trimestre \u2013 o equivalente a 423 mil vagas.<\/p>\n<p>Carteira Assinada<\/p>\n<p>A influ\u00eancia da informalidade sobre o aumento do emprego tamb\u00e9m pode ser constatada quando se analisa o comportamento do emprego formal neste \u00faltimo trimestre encerrado em maio.<\/p>\n<p>Apesar da estabilidade do n\u00famero de carteiras de trabalho assinadas em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior (de 33 milh\u00f5es de pessoas), a compara\u00e7\u00e3o com o mesmo trimestre de 2016 mostra queda de 2,9% \u2013o que representa equivalente menos 1 milh\u00e3o de pessoas com carteira assinada.<\/p>\n<p>J\u00e1 o n\u00famero de empregados sem carteira assinada cresceu 4,6% na mesma base de compara\u00e7\u00e3o (mais 468 mil pessoas), chegando a 10,7 milh\u00f5es de pessoas. Em um ano, o aumento foi  de 5,6% (mais 566 mil pessoas).<\/p>\n<p>O contingente de trabalhadores por conta pr\u00f3pria, por sua vez, fechou julho em 22,6 milh\u00f5es de pessoas, uma alta de 1,6% na compara\u00e7\u00e3o trimestral (mais 351 mil pessoas), permanecendo est\u00e1vel na compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Lidia Neves<br \/>\n01\/09\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Influenciada pelo aumento da informalidade no mercado de trabalho, a taxa de desemprego do pa\u00eds caiu 0,8 ponto percentual, em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre encerrado em abril e fechou o per\u00edodo maio a julho deste ano em 12,8%. 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