{"id":120256,"date":"2017-09-01T00:07:56","date_gmt":"2017-09-01T03:07:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=120256"},"modified":"2017-08-31T16:37:17","modified_gmt":"2017-08-31T19:37:17","slug":"ritmo-de-crescimento-no-numero-de-matriculas-no-ensino-superior-diminui-em-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/ritmo-de-crescimento-no-numero-de-matriculas-no-ensino-superior-diminui-em-2016\/120256","title":{"rendered":"Ritmo de crescimento no n\u00famero de matr\u00edculas no ensino superior diminui em 2016"},"content":{"rendered":"<p> O n\u00famero de <strong><em>matr\u00edculas em institui\u00e7\u00f5es de ensino superior<\/em><\/strong> subiu de 8,03 milh\u00f5es em 2015 para 8,05 milh\u00f5es em 2016, uma diminui\u00e7\u00e3o no ritmo de crescimento quando comparado aos \u00faltimos anos. Em 2006, foram 4,94 milh\u00f5es de matr\u00edculas. Em 2010, esse n\u00famero subiu para 6,4 milh\u00f5es e, em 2014, para 7,83 milh\u00f5es. Os dados fazem parte do Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep), do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa diminui\u00e7\u00e3o no ritmo de crescimento se explica, em parte, pela queda do n\u00famero de matr\u00edculas na rede privada em 2016. Em 2015, foram registradas 6,07 milh\u00f5es de matr\u00edculas nessas entidades, n\u00famero que caiu para 6,05 milh\u00f5es em 2016 \u2013 uma queda de 0,2%. J\u00e1 as matr\u00edculas nas p\u00fablicas aumentaram de 1,95 milh\u00e3o para 1,99 milh\u00e3o \u2013 um crescimento de 1,9%.<\/p>\n<p>Para o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Mendon\u00e7a Filho, a crise econ\u00f4mica \u00e9 a respons\u00e1vel pela queda no n\u00famero de matr\u00edculas na rede privada em 2016.<\/p>\n<p>Iniciativa privada<\/p>\n<p>Das 2.407 institui\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o superior (IES) brasileiras, 87,7% (2.111) s\u00e3o privadas e 12,3% s\u00e3o p\u00fablicas (4,45% federais; 5,11% estaduais, e 2,74% municipais).<\/p>\n<p>No geral, h\u00e1 mais institui\u00e7\u00f5es de ensino superior privadas do que p\u00fablicas no Brasil. No entanto, se o recorte abranger apenas universidades esse quadro inverte. S\u00e3o 108 universidades p\u00fablicas (54,8%) e 89 privadas (45,8%). Al\u00e9m disso, se por um lado as 197 universidades correspondem a apenas 8,2% do total de IES no pa\u00eds, por outro elas representam 53,7% do total de matr\u00edculas em cursos de gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A maior fatia de institui\u00e7\u00f5es privadas se deve em parte \u00e0 disponibiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). De acordo com o diretor de Estat\u00edsticas Educacionais do Inep, Carlos Moreno, este programa \u201cgarante financiamento para 45% dos alunos das institui\u00e7\u00f5es privadas\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Mendon\u00e7a Filho, \u201co Fies significa sustentabilidade, e n\u00e3o rombo [para os cofres p\u00fablicos]. E teremos uma dota\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para os mais pobres\u201d, disse ao informar que trabalha com a possibilidade de beneficiar com financiamento 100 mil estudantes em 2018.<\/p>\n<p>As institui\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o superior (IES) podem ser universidades, centros universit\u00e1rios ou faculdades. Tamb\u00e9m s\u00e3o consideradas IES os institutos federais e centros federais de tecnologia (as antigas escolas t\u00e9cnicas).<\/p>\n<p>Ingresso<\/p>\n<p>Em 2016, quase 3 milh\u00f5es de alunos ingressaram em cursos superiores de gradua\u00e7\u00e3o. Desse total, 82,3% ingressaram em institui\u00e7\u00f5es privadas (2,45 milh\u00f5es) e 17,7% nas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>No que se refere \u00e0 conclus\u00e3o do curso, mais de 1,16 milh\u00e3o de estudantes conclu\u00edram a educa\u00e7\u00e3o superior em 2016. No caso das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, houve aumento de 2,9% no n\u00famero de concluintes de 2015 para 2016. Nas privadas, o aumento chegou a 1,36%.<\/p>\n<p>De acordo com o Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior, das 8 milh\u00f5es de matr\u00edculas em cursos de gradua\u00e7\u00e3o, 4,32 milh\u00f5es s\u00e3o em universidades. H\u00e1, ainda, 2,14 milh\u00f5es de matr\u00edculas em faculdades (26,7%) e 1,4 milh\u00e3o em centros universit\u00e1rios. Institutos federais e centros federais de tecnologia (as antigas escolas t\u00e9cnicas) respondem por 154,6 mil matr\u00edculas (2% do total).<\/p>\n<p>Em m\u00e9dia, as IES oferecem 14 cursos de gradua\u00e7\u00e3o. Apenas 2,4% dessas institui\u00e7\u00f5es oferecem 100 ou mais cursos, enquanto 28,3% oferece dois ou menos cursos.<\/p>\n<p>Dos 34.366 cursos de gradua\u00e7\u00e3o no Brasil, 58,7% s\u00e3o bacharelado.<\/p>\n<p>Professores<\/p>\n<p>A rede p\u00fablica concentra a maior parte dos professores com t\u00edtulo de doutor. Nas privadas, a maior parte dos docentes tem mestrado. Doutores s\u00e3o maioria nas universidades (54,6%). Nas faculdades, esse percentual cai para 17,9%.<\/p>\n<p>No caso das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, a maior parte dos docentes trabalha em tempo integral, enquanto nas privadas o regime de trabalho mais adotado \u00e9 tempo parcial. De acordo com o levantamento, o n\u00famero de docentes em tempo integral praticamente dobrou na \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Estrangeiros<\/p>\n<p>O Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior constatou tamb\u00e9m que 45% dos estudantes estrangeiros matriculados nas IES t\u00eam origem no continente americano. Outros 28% v\u00eam da \u00c1frica; 14% da Europa; 11% da \u00c1sia; e 2% da Oceania.<\/p>\n<p>A nacionalidade angolana \u00e9 a que mais frequenta as institui\u00e7\u00f5es de ensino superior brasileiras, com 1.928 estudantes. O n\u00famero \u00e9 quase o dobro da segunda nacionalidade que mais frequenta essas institui\u00e7\u00f5es (paraguaia, com 1.091 estudantes).<\/p>\n<p>Guin\u00e9-Bissau est\u00e1 em terceiro lugar, com 1.017 estudantes, seguida de Jap\u00e3o (927), Argentina (905), Bol\u00edvia (855), Peru (795), Portugal (634), EUA (574), Cabo Verde (561), Uruguai (499), Col\u00f4mbia (452), Chile (402) e Haiti (352).<\/p>\n<p>Pedro Peduzzi \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: L\u00edlian Beraldo<br \/>\n01\/09\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de matr\u00edculas em institui\u00e7\u00f5es de ensino superior subiu de 8,03 milh\u00f5es em 2015 para 8,05 milh\u00f5es em 2016, uma diminui\u00e7\u00e3o no ritmo de crescimento quando comparado aos \u00faltimos anos. Em 2006, foram 4,94 milh\u00f5es de matr\u00edculas. Em 2010, esse n\u00famero subiu para 6,4 milh\u00f5es e, em 2014, para 7,83 milh\u00f5es. 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