{"id":119596,"date":"2017-08-23T00:11:22","date_gmt":"2017-08-23T03:11:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=119596"},"modified":"2017-08-22T20:01:10","modified_gmt":"2017-08-22T23:01:10","slug":"pib-agropecuario-tera-crescimento-de-109-este-ano-preve-ipea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/pib-agropecuario-tera-crescimento-de-109-este-ano-preve-ipea\/119596","title":{"rendered":"PIB Agropecu\u00e1rio ter\u00e1 crescimento de 10,9% este ano, prev\u00ea Ipea"},"content":{"rendered":"<p> O <strong><em>Produto Interno Bruto (PIB) Agropecu\u00e1rio<\/em><\/strong> dever\u00e1 ter um crescimento de 10,9% em 2017, de acordo com previs\u00e3o do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea). O n\u00famero faz parte da se\u00e7\u00e3o de Economia Agr\u00edcola, da Carta de Conjuntura n\u00ba 36. A se\u00e7\u00e3o traz dados e an\u00e1lises de diversos segmentos da economia agr\u00edcola.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, embora apresente uma participa\u00e7\u00e3o relativamente modesta no Produto Interno Bruto (PIB) do pa\u00eds, que foi de 4,7% em 2016, o setor agropecu\u00e1rio se caracteriza por um alto n\u00edvel de encadeamento com outros setores produtivos.<\/p>\n<p>O Indicador Ipea de PIB Agropecu\u00e1rio apontou uma alta de 13,5% acumulada no ano at\u00e9 o m\u00eas de junho, com destaque para a lavoura, que cresceu 19,2% no per\u00edodo, enquanto a pecu\u00e1ria apresentou queda de 0,8%. Apesar desse elevado crescimento no ano, o indicador mostrou uma varia\u00e7\u00e3o negativa de 2,9% no segundo trimestre em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior. Mesmo assim, a expectativa para o ano \u00e9 de crescimento.<\/p>\n<p>&#8220;O setor agr\u00edcola tem muitas peculiaridades. Enquanto a economia est\u00e1 numa dire\u00e7\u00e3o, o setor est\u00e1 indo para uma dire\u00e7\u00e3o diferente. Ent\u00e3o, a an\u00e1lise do setor agr\u00edcola tem que ser diferente. N\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que analisar a ind\u00fastria e servi\u00e7os. O que se produziu no setor, vai vender, ou no Brasil, ou exterior. Ent\u00e3o mesmo que a demanda esteja aqui deprimida, [o produtor] consegue vender para o exterior&#8221;, analisou o diretor de Estudos e Pol\u00edticas Macroecon\u00f4micas do Ipea, Jos\u00e9 Ronaldo Souza Jr., um dos editores da se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Empregos<\/p>\n<p>Em tend\u00eancia contr\u00e1ria \u00e0 do PIB, o total de pessoas ocupadas no agroneg\u00f3cio caiu 3,9% entre o primeiro trimestre de 2017 e o mesmo trimestre do ano passado \u2013 passando de cerca de 18,7 milh\u00f5es para 18,05 milh\u00f5es de pessoas. Dentro do agroneg\u00f3cio, a maior redu\u00e7\u00e3o no total de ocupados se deu no segmento prim\u00e1rio, com cerca de 700 mil ocupa\u00e7\u00f5es a menos, uma queda de 7,6% no primeiro trimestre de 2017.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, a gera\u00e7\u00e3o de postos de trabalho difere da l\u00f3gica da gera\u00e7\u00e3o de valor na agricultura nacional. Por exemplo, culturas representando 70% do valor bruto da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola empregaram apenas 32% do pessoal ocupado nessas atividades em 2016. A soja, com 34% do valor bruto da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, empregou apenas 4,7%. &#8220;Desse modo, diante da diversidade socioecon\u00f4mica e tecnol\u00f3gica na agropecu\u00e1ria nacional, n\u00e3o se espera uma associa\u00e7\u00e3o importante entre as oscila\u00e7\u00f5es do PIB e do pessoal ocupado no setor&#8221;, diz o texto.<\/p>\n<p>De modo geral, h\u00e1 indicativos de que, provavelmente, a redu\u00e7\u00e3o do pessoal ocupado se deu principalmente entre trabalhadores vinculados a atividades de menor import\u00e2ncia econ\u00f4mica, localizados majoritariamente no Nordeste. A queda do emprego se deu principalmente entre os produtores rurais mais pobres e aqueles com menor grau de instru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar da redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de pessoas ocupadas, na compara\u00e7\u00e3o entre os primeiros trimestres de 2016 e de 2017, verificou-se, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua Trimestral, ganho real nos rendimentos m\u00e9dios: de 3,5% para os empregados, chegando a R$ 1.664; de 5,4% para os empregadores, chegando a R$ 5.260; e, de 2,9% para os trabalhadores atuando por conta pr\u00f3pria, chegando a R$ 1.192.<\/p>\n<p>Expectativas<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os dever\u00e1 passar de 232 milh\u00f5es de toneladas, em 2016\/2017, para 288,2 milh\u00f5es de toneladas em 2026\/2027. Isso indica um acr\u00e9scimo de 56 milh\u00f5es de toneladas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o atual do Brasil, o que representa uma taxa de crescimento de 24,2%. J\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de carnes bovina, su\u00edna e aves entre 2016\/2017 e 2026\/2027 dever\u00e1 aumentar em 7,5 milh\u00f5es de toneladas, o que representa um acr\u00e9scimo de 28% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de carnes de 2016\/2017.<\/p>\n<p>As estimativas realizadas para os pr\u00f3ximos dez anos s\u00e3o de que a \u00e1rea total plantada com lavouras deve passar de 74 milh\u00f5es de hectares em 2016\/2017 para 84 milh\u00f5es em 2026\/2027, ou seja, um acr\u00e9scimo de 10 milh\u00f5es de hectares. Essa expans\u00e3o est\u00e1 concentrada em soja, mais 9,3 milh\u00f5es de hectares; cana-de-a\u00e7\u00facar, mais 1,9 milh\u00e3o; e milho, 1,3 milh\u00e3o de hectares.<\/p>\n<p>Segundo o Ipea, os produtos mais din\u00e2micos do agroneg\u00f3cio brasileiro dever\u00e3o ser algod\u00e3o em pluma, milho, carne su\u00edna, carne de frango e soja gr\u00e3o. Entre as frutas, os destaques s\u00e3o a manga, a uva e o mel\u00e3o. O mercado interno e a demanda internacional ser\u00e3o os principais fatores de crescimento para a maior parte desses produtos, pois indicam tamb\u00e9m o maior potencial de crescimento da produ\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos dez anos.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil \u00e9 um pa\u00eds que tem um potencial extraordin\u00e1rio. Toda informa\u00e7\u00e3o, quando bem levantada, copilada e transmitida, \u00e9 sempre muito ben\u00e9fica, seja positiva ou negativa. Nesses n\u00fameros agora temos s\u00f3 coisas boas. O setor est\u00e1 sendo locomotiva da economia em todos os aspectos, gera\u00e7\u00e3o de empregos, balan\u00e7a comercial, na pr\u00f3pria ind\u00fastria&#8221;, diz o secret\u00e1rio de Pol\u00edtica Agr\u00edcola do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento e ex-ministro da pasta, Nery Geller.<\/p>\n<p>A se\u00e7\u00e3o de Economia Agr\u00edcola \u00e9 feita pelo Ipea em parceria com a Secretaria de Pol\u00edtica Agr\u00edcola do Minist\u00e9rio da Agricultura, da Pecu\u00e1ria e do Abastecimento (SPA\/Mapa) e o Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de S\u00e3o Paulo (Esalq-USP).<\/p>\n<p>Mariana Tokarnia &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Fernando Fraga<br \/>\n23\/08\/2017 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Produto Interno Bruto (PIB) Agropecu\u00e1rio dever\u00e1 ter um crescimento de 10,9% em 2017, de acordo com previs\u00e3o do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea). 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