{"id":11913,"date":"2009-09-16T15:13:50","date_gmt":"2009-09-16T19:13:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=11913"},"modified":"2009-09-16T15:13:50","modified_gmt":"2009-09-16T19:13:50","slug":"mudanca-na-poupanca-tem-que-ser-aprovada-pelo-congresso-ate-final-do-ano-para-entrar-em-vigor-em-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/mudanca-na-poupanca-tem-que-ser-aprovada-pelo-congresso-ate-final-do-ano-para-entrar-em-vigor-em-2010\/11913","title":{"rendered":"Mudan\u00e7a na poupan\u00e7a tem que ser aprovada pelo Congresso at\u00e9 final do ano para entrar em vigor em 2010"},"content":{"rendered":"<p>O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta ter\u00e7a-feira (15\/09), ap\u00f3s reuni\u00e3o extraordin\u00e1ria do Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (CDES), realizada no Pal\u00e1cio do Itamaraty, que o governo enviar\u00e1 ao Congresso Nacional proposta de tributa\u00e7\u00e3o dos rendimentos de dep\u00f3sitos em cadernetas de poupan\u00e7a acima de R$ 50 mil, com uma al\u00edquota \u00fanica do Imposto de Renda de 22,5%. A medida, caso seja aprovada na C\u00e2mara e no Senado, entrar\u00e1 em vigor a partir de janeiro de 2010.\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Mantega enfatizou que o pequeno poupador n\u00e3o ser\u00e1 afetado. De acordo com dados do governo, 99% das contas de poupan\u00e7a t\u00eam saldo inferior a R$ 50 mil. \u201cOs pequenos poupadores n\u00e3o ser\u00e3o taxados\u201d. O ministro informou que a al\u00edquota incidir\u00e1 somente no rendimento do valor que ultrapassar o limite. \u201cNuma caderneta de poupan\u00e7a com valor de R$ 52 mil, somente ser\u00e1 cobrado imposto sobre os rendimentos de R$ 2 mil\u201d exemplificou. A cobran\u00e7a ser\u00e1 feita por meio do CPF do contribuinte. Se o poupador tiver v\u00e1rias contas e a soma de todas elas ultrapassar R$ 50 mil haver\u00e1 incid\u00eancia do imposto.\u00a0<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica, Nelson Barbosa, explicou que a cobran\u00e7a do IR se dar\u00e1 na fonte, ou seja, no momento em que o rendimento for depositado na conta-poupan\u00e7a. Ele afirmou ainda que a tributa\u00e7\u00e3o n\u00e3o ter\u00e1 mais vincula\u00e7\u00e3o com a taxa Selic, conforme inicialmente previsto pelo governo. \u201cAchamos que est\u00e1 \u00e9 melhor proposta nas circunst\u00e2ncias poss\u00edveis. Optamos por uma al\u00edquota \u00fanica e equivalente a dos fundo de curto prazo\u201d, acrescentou.\u00a0<\/p>\n<p>Pela proposta inicial divulgada em maio, a taxa\u00e7\u00e3o seria progressiva e condicionada a redu\u00e7\u00f5es da taxa Selic. O valor do imposto devido dependeria da faixa dos rendimentos tribut\u00e1veis totais do contribuinte e a tributa\u00e7\u00e3o dos rendimentos da poupan\u00e7a seria feita na declara\u00e7\u00e3o anual de ajuste do Imposto de Renda em 2011.<\/p>\n<p>Ao anunciar a cobran\u00e7a progressiva do imposto de renda sobre os rendimentos da poupan\u00e7a, o governo tinha como objetivo evitar a migra\u00e7\u00e3o de grandes investidores, utilizando a caderneta como instrumento especulativo, o que, efetivamente n\u00e3o ocorreu. \u201cAt\u00e9 o momento, ainda n\u00e3o foi registrada uma migra\u00e7\u00e3o mais forte de recursos dos fundos de investimentos (que compram t\u00edtulos do Tesouro Nacional) para a poupan\u00e7a\u201d, revelou o ministro.<\/p>\n<p>A equipe econ\u00f4mica ainda est\u00e1 definindo qual ser\u00e1 o instrumento legal a ser utilizado para enviar a proposta ao Congresso. Nelson Barbosa adiantou que caso seja enviado por Projeto de Lei, ele ir\u00e1 com pedido de urg\u00eancia, porque precisa ser aprovado at\u00e9 o final do ano para que as regras valham em 2010. Mas existe a possibilidade de o governo enviar Medida Provis\u00f3ria ou Proposta de Emenda Constitucional (PEC). A expectativa \u00e9 de que o projeto seja encaminhado ao Congresso at\u00e9 o final desta semana.<\/p>\n<p>O ministro disse ainda que o governo n\u00e3o mudar\u00e1 a tributa\u00e7\u00e3o dos fundos de investimentos neste ano, como chegou a ser cogitado. Segundo Mantega, n\u00e3o houve a migra\u00e7\u00e3o de recursos dos fundos para a poupan\u00e7a como se imaginava com a queda da Selic. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 necessidade porque o mercado ficou bastante est\u00e1vel. N\u00e3o h\u00e1 necessidade de se diminuir o tributo neste ano&#8221;, completou.\u00a0<\/p>\n<p>Crise \u2013 O CDES se reuniu nesta ter\u00e7a-feira para avaliar os impactos da crise no Brasil um ano ap\u00f3s a quebra do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers. Durante apresenta\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/www.fazenda.gov.br\/portugues\/documentos\/2009\/p150909.pdf\" target=\"_blank\">&#8220;Brasil \u2013 Superando a Crise&#8221;<\/a>, o ministro Guido Mantega reafirmou que o pa\u00eds conseguiu passar pela crise com efici\u00eancia e destacou a participa\u00e7\u00e3o de todos os setores da atividade produtiva que, por meio do Grupo de Acompanhamento da Crise (GAC), contribuiu \u201cpara o sucesso desta empreitada\u201d.<\/p>\n<p>Mantega lembrou que o Brasil nunca enfrentou uma crise desta natureza. \u201cUm ano depois, estamos saindo com a cabe\u00e7a erguida e mais fortes que a maioria dos pa\u00edses\u201d, disse, mencionando o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, que \u201cdeterminou que f\u00f4ssemos ousados\u201d.<\/p>\n<p>O ministro enumerou as raz\u00f5es pelas quais o Brasil est\u00e1 saindo fortalecido da crise, entre as quais se destacam as taxas de crescimento m\u00e9dio da economia de 5% entre 2003 e at\u00e9 meados de 2008, e a a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida do governo, que, a partir da a\u00e7\u00e3o antic\u00edclica, estimulou a economia sem provocar desequil\u00edbrio econ\u00f4mico, mantendo a infla\u00e7\u00e3o e a d\u00edvida externa sob controle, sem aumento significativo da d\u00edvida p\u00fablica.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0Ele citou que a ind\u00fastria \u201csofre\u201d mais pela retra\u00e7\u00e3o do mercado externo no auge de uma crise. Mesmo assim, o setor come\u00e7a a reagir. Mantega lembrou ainda que, mesmo no per\u00edodo da turbul\u00eancia, a nova classe m\u00e9dia continuou crescendo. \u201cS\u00e3o 53% de brasileiros hoje na classe m\u00e9dia, ou seja, mais de 100 milh\u00f5es de habitantes, e ainda temos potencial de crescimento do consumo\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>O ministro reafirmou que as desonera\u00e7\u00f5es promovidas pelo governo para os diversos setores econ\u00f4micos tamb\u00e9m foram fundamentais para que a economia superasse a crise mais rapidamente. \u201cA redu\u00e7\u00e3o de tributos combinados com a manuten\u00e7\u00e3o dos empregos minimizaram os impactos da crise\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>O acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o da vulnerabilidade externa, bom desempenho do com\u00e9rcio exterior, menor d\u00e9ficit em transa\u00e7\u00f5es correntes, o ac\u00famulo das reservas internacionais e a regula\u00e7\u00e3o do sistema financeira tamb\u00e9m foram preponderantes para que o Brasil superasse a crise rapidamente, na avalia\u00e7\u00e3o de Mantega.<\/p>\n<p>Fonte: Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o &#8211; GMF<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta ter\u00e7a-feira (15\/09), ap\u00f3s reuni\u00e3o extraordin\u00e1ria do Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (CDES), realizada no Pal\u00e1cio do Itamaraty, que o governo enviar\u00e1 ao Congresso Nacional proposta de tributa\u00e7\u00e3o dos rendimentos de dep\u00f3sitos em cadernetas de poupan\u00e7a acima de R$ 50 mil, com uma al\u00edquota \u00fanica do Imposto [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22,7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-11913","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-brasil","7":"category-economia","8":"entry","9":"gs-1","10":"gs-odd","11":"gs-even","12":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11913","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11913"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11913\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11913"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11913"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11913"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}