{"id":118194,"date":"2017-08-02T00:10:17","date_gmt":"2017-08-02T03:10:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=118194"},"modified":"2017-08-01T16:27:55","modified_gmt":"2017-08-01T19:27:55","slug":"industria-cresce-05-no-1o-semestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/industria-cresce-05-no-1o-semestre\/118194","title":{"rendered":"Ind\u00fastria cresce 0,5% no 1\u00ba semestre"},"content":{"rendered":"<p> A <strong><em>produ\u00e7\u00e3o industrial<\/em><\/strong> brasileira encerrou o primeiro semestre com crescimento de 0,5%, o melhor resultado para os seis primeiros meses desde a expans\u00e3o de 3% no mesmo per\u00edodo de 2013. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Produ\u00e7\u00e3o F\u00edsica Brasil (PIM-PF) divulgada no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Apesar do crescimento no primeiro semestre do ano, na s\u00e9rie livre de influ\u00eancias sazonais, a ind\u00fastria fechou junho com varia\u00e7\u00e3o nula (0,0%) frente a maio, ap\u00f3s dois meses consecutivos de crescimento, per\u00edodo em que acumulou expans\u00e3o de 2,5%.<\/p>\n<p>Expans\u00e3o de 0,5%<\/p>\n<p>Na s\u00e9rie sem ajuste sazonal, no confronto com igual m\u00eas do ano anterior, o resultado da ind\u00fastria apontou expans\u00e3o de 0,5% em junho de 2017, segundo resultado positivo consecutivo, mas menos intenso do que os 4,1% do m\u00eas anterior, na mesma base de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 a taxa anualizada, indicador acumulado nos \u00faltimos 12 meses, fechou junho com queda de 1,9%, dando prosseguindo a redu\u00e7\u00e3o no ritmo de queda na taxa anualizada, que vem se verificando desde junho de 2016, quando a retra\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria foi de 9,7%,<\/p>\n<p>A estagna\u00e7\u00e3o verificada de maio para junho reflete queda em duas das quatro grandes categorias econ\u00f4micas e em 12 dos 24 ramos industriais pesquisados.<\/p>\n<p>Setor automobil\u00edstico<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, a desacelera\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de maio para junho, com resultados negativos em metade das atividades do parque fabril, se deve a quedas na fabrica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores (-3,9%); derivados de petr\u00f3leo (-1,7%) e produtos farmac\u00eauticos (recuo de 9,2%).<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise de longo prazo, a ind\u00fastria automotiva, diz o IBGE, vem puxando resultados positivos, tanto na compara\u00e7\u00e3o com 2016, quanto no \u00edndice acumulado no primeiro semestre de 2017.<\/p>\n<p>\u201cA produ\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis, caminh\u00f5es e carrocerias sofreu retra\u00e7\u00e3o na demanda dom\u00e9stica, mas tem ocorrido uma busca bem-sucedida pelos mercados internacionais, o que ajuda a reduzir estoques\u201d, disse o gerente da pesquisa, Andr\u00e9 Mac\u00eado.<\/p>\n<p>Ele explicou que as exporta\u00e7\u00f5es ajudaram a sustentar a produ\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos meses. Mac\u00eado fez uma ressalva: \u201c\u00c9 importante lembrar que o patamar de 2016 foi marcado por perdas significativas no setor, o que gera uma base de compara\u00e7\u00e3o mais baixa e, consequentemente, uma varia\u00e7\u00e3o positiva\u201d.<\/p>\n<p>Categorias e ramos<\/p>\n<p>Entre as duas das quatro grandes categorias econ\u00f4micas que ajudaram a estagna\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica de maio para junho, o principal destaque ficou com o setor de bens de consumo dur\u00e1veis, que, ao recuar 6%, fechou com a maior queda no m\u00eas, eliminando parte do avan\u00e7o de 9,5% de abril e maio.<\/p>\n<p>O setor produtor de bens de consumo semi e n\u00e3o dur\u00e1veis tamb\u00e9m apontou taxa negativa nesse m\u00eas, com retra\u00e7\u00e3o de 0,5% ap\u00f3s crescer 0,9% em maio.<\/p>\n<p>Situa\u00e7\u00e3o inversa viveu as categorias de bens de capital, com crescimento de 0,3%, e de bens intermedi\u00e1rios, que, ao expandir 0,1%, ficou praticamente est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a maio.<\/p>\n<p>Ainda na mesma base de compara\u00e7\u00e3o (maio para junho), entre os doze dos 24 ramos que acusaram queda, as principais influ\u00eancias negativas foram registradas por por ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias (-3,9%), produtos farmoqu\u00edmicos e farmac\u00eauticos (-9,2%) e coque, produtos derivados do petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis (-1,7%).<\/p>\n<p>Outras contribui\u00e7\u00f5es negativas relevantes vieram de equipamentos de inform\u00e1tica, produtos eletr\u00f4nicos e \u00f3pticos (-4,9%), outros equipamentos de transporte (-6,8%) e produtos de metal (-2,0%).<\/p>\n<p>J\u00e1 na outra ponta, entre os nove ramos com crescimento, o IBGE destacou o desempenho de produtos aliment\u00edcios (expans\u00e3o de 4,5%).<\/p>\n<p>Outros destaques positivos: ind\u00fastrias extrativas (1,3%), de m\u00e1quinas e equipamentos (2%) e de bebidas (1,7%). Essas atividades tamb\u00e9m mostraram taxas positivas em maio: 0,3%, 2,0% e 1,3%.<\/p>\n<p>Semestre<\/p>\n<p>O crescimento de 0,5% da ind\u00fastria no primeiro semestre do ano, frente a igual per\u00edodo de 2016, reflete resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econ\u00f4micas, 13 dos 26 ramos, 41 dos 79 grupos e 51,1% dos 805 produtos pesquisados.<\/p>\n<p>A maior influ\u00eancia positiva foi dada por atividades de ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias, com crescimento de 11,7%.<\/p>\n<p>Outras contribui\u00e7\u00f5es positivas sobre o total nacional vieram de equipamentos de inform\u00e1tica, produtos eletr\u00f4nicos e \u00f3pticos (expans\u00e3o de 18,6%); metalurgia (3,6%); confec\u00e7\u00e3o de artigos do vestu\u00e1rio e acess\u00f3rios (5,1%) e de m\u00e1quinas e equipamentos (2,4%).<\/p>\n<p>Entre as grandes categorias econ\u00f4micas, o perfil dos resultados para os seis primeiros meses de 2017 mostrou maior dinamismo para bens de consumo dur\u00e1veis, com alta de 10% e bens de capital (2,9%).<\/p>\n<p>Os setores produtores de bens de consumo semi e n\u00e3o dur\u00e1veis (-1,2%) e de bens intermedi\u00e1rios (-0,1%)  assinalaram taxas negativas no \u00edndice acumulado nos primeiros seis meses do ano.<\/p>\n<p>Quando o IBGE analisa isoladamente, o comportamento do parque fabril na compara\u00e7\u00e3o junho 2016\/junho 2017, ao fechar com expans\u00e3o de 0,5%, reflete resultados positivos em tr\u00eas das quatro grandes categorias econ\u00f4micas, 13 dos 26 ramos, 38 dos 79 grupos e 46,1% dos 805 produtos pesquisados.<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n02\/08\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira encerrou o primeiro semestre com crescimento de 0,5%, o melhor resultado para os seis primeiros meses desde a expans\u00e3o de 3% no mesmo per\u00edodo de 2013. 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