{"id":118063,"date":"2017-07-31T00:07:32","date_gmt":"2017-07-31T03:07:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=118063"},"modified":"2017-07-30T19:09:26","modified_gmt":"2017-07-30T22:09:26","slug":"sao-paulo-pode-servir-de-modelo-para-solucoes-em-cidades-inteligentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/sao-paulo-pode-servir-de-modelo-para-solucoes-em-cidades-inteligentes\/118063","title":{"rendered":"S\u00e3o Paulo pode servir de modelo para solu\u00e7\u00f5es em cidades inteligentes"},"content":{"rendered":"<p> Maria Fernanda Ziegler | Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Visualizar cidades na forma de dados e pensar no uso da Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o em iniciativas para melhorar a qualidade de vida nos centros urbanos. Isso \u00e9 parte do que 150 estudantes de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de diversas partes do mundo est\u00e3o fazendo at\u00e9 o dia 4 de agosto na Escola S\u00e3o Paulo de Ci\u00eancia Avan\u00e7ada em <strong><em>Cidades Inteligentes<\/em><\/strong>, organizada pelo Instituto de Matem\u00e1tica e Estat\u00edstica da Universidade de S\u00e3o Paulo (IME-USP).<\/p>\n<p>\u201cCidades inteligentes \u00e9 um assunto interdisciplinar que envolve n\u00e3o apenas as ci\u00eancias da computa\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m urbanismo, biologia, direito, todas as \u00e1reas. O foco da Escola \u00e9 pensar como n\u00f3s, cientistas da computa\u00e7\u00e3o, podemos lidar e disponibilizar dados para que, junto com as outras \u00e1reas, seja poss\u00edvel resolver os problemas das cidades\u201d, disse Alfredo Goldman, coordenador do evento, \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP. A Escola \u00e9 apoiada pela FAPESP por meio da modalidade Escola S\u00e3o Paulo de Ci\u00eancia Avan\u00e7ada ().<\/p>\n<p>O programa re\u00fane especialistas em \u00e1reas como redes m\u00f3veis, internet das coisas, sustentabilidade, visualiza\u00e7\u00e3o, simula\u00e7\u00e3o em grande escala, inova\u00e7\u00e3o, privacidade, aprendizado de m\u00e1quina, big data e frameworks de software, todos com s\u00f3lida forma\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o. Os 10 cursos est\u00e3o sendo realizados no audit\u00f3rio da Biblioteca Brasiliana Guita e Jos\u00e9 Mindlin, na Cidade Universit\u00e1ria, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u201cAvan\u00e7ar no estudo de cidades inteligentes \u00e9 uma grande oportunidade para fazer pesquisa com impacto positivo na vida de milh\u00f5es de pessoas em todo o planeta\u201d, disse Fabio Kon, coordenador adjunto de Pesquisa para Inova\u00e7\u00e3o da FAPESP e um dos professores da Escola.<\/p>\n<p>A procura pela Escola S\u00e3o Paulo de Ci\u00eancia Avan\u00e7ada em Cidades Inteligentes foi tanta que, al\u00e9m das 75 vagas dispon\u00edveis para estudantes com despesas de manuten\u00e7\u00e3o financiadas pela FAPESP, outros 75 estudantes se inscreveram bancando os pr\u00f3prios custos.<\/p>\n<p>A ESPCA \u00e9 um programa especial da FAPESP que visa estabelecer, no Estado de S\u00e3o Paulo, um polo competitivo mundialmente para pesquisadores talentosos. A FAPESP j\u00e1 financiou mais de 50 escolas, que contaram com a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores e estudantes de v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<p>Amplo alcance<\/p>\n<p>Mais da metade da popula\u00e7\u00e3o mundial vive hoje em cidades e, em 2050, o \u00edndice deve saltar para 75%. Goldman conta que o objetivo de reunir pesquisadores nestas duas semanas est\u00e1 em usar a computa\u00e7\u00e3o para conseguir criar solu\u00e7\u00f5es que sejam reprodut\u00edveis em todas as cidades.<\/p>\n<p>\u201cHoje, vemos que s\u00f3 pelo fato de as cidades serem diferentes, com caracter\u00edsticas diferentes, os modelos n\u00e3o se adaptam. Acreditamos que a Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o possa mudar isso\u201d, disse.<\/p>\n<p>A estudante da Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley, nos Estados Unidos, Kalyanaraman Shankari, acha que um dos pontos principais da Escola S\u00e3o Paulo de Ci\u00eancia Avan\u00e7ada em Cidades Inteligentes est\u00e1 no fato de se pensar em solu\u00e7\u00f5es para cidades em todo o mundo.<\/p>\n<p>\u201cQuase todos os aplicativos relacionados a cidades inteligentes s\u00e3o feitos por e para pessoas de 20 e poucos anos do Vale do Sil\u00edcio. O problema \u00e9 que isso n\u00e3o significa nada para a maioria da popula\u00e7\u00e3o mundial. Por isso vim para esta Escola em S\u00e3o Paulo. Acredito que a intera\u00e7\u00e3o com pesquisadores de outros pa\u00edses possa render solu\u00e7\u00f5es mais amplas para todos os lugares\u201d, disse.<\/p>\n<p>Kon concorda com a estudante. \u201cOs exemplos de solu\u00e7\u00f5es em cidades inteligentes que temos hoje s\u00e3o quase sempre de Amsterd\u00e3, Paris ou do Vale do Sil\u00edcio, que j\u00e1 s\u00e3o bons locais para se morar. Acontece que a maior parte da popula\u00e7\u00e3o vive em grandes cidades em pa\u00edses em desenvolvimento. Temos que focar nos 95% da popula\u00e7\u00e3o nas cidades do mundo real que enfrentam problemas com transportes, habita\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para ele, na maioria das solu\u00e7\u00f5es existentes h\u00e1 uma falta de vis\u00e3o global, gerando processos que otimizam o local, n\u00e3o o global. \u201cE \u00e9 assim que cientistas de computa\u00e7\u00e3o podem aumentar a qualidade de vida das pessoas, otimizando o uso dos recursos da cidade por meio de algoritmos que t\u00eam uma vis\u00e3o do todo, possibilitando tamb\u00e9m o planejamento baseado em dados\u201d, disse Kon.<\/p>\n<p>INCT da Internet do Futuro para Cidades Inteligentes<\/p>\n<p>A ideia de realizar a Escola em Cidades Inteligentes surgiu como um desdobramento do projeto que re\u00fane 48 pesquisadores em nove universidades brasileiras no estudo sobre o tema. Criado no ano passado, o INCT da Internet do Futuro para Cidades Inteligentes tem realizado estudos e publicado artigos apresentando solu\u00e7\u00f5es que est\u00e3o sendo testadas no Brasil e que podem ganhar escala global.<\/p>\n<p>O projeto, coordenado por Fabio Kon, \u00e9 um dos 33 Institutos Nacionais de Ci\u00eancia e Tecnologia do Brasil financiados por parcerias entre institui\u00e7\u00f5es federais \u2013 Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes), Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) \u2013 e a FAPESP.<\/p>\n<p>\u201cAcredito que S\u00e3o Paulo se mostra como uma cidade boa para fazer testes de modelos e solu\u00e7\u00f5es em cidades inteligentes. \u00c9 uma cidade que se adapta a mudan\u00e7as e solu\u00e7\u00f5es de forma muito r\u00e1pida\u201d, disse Goldman. Entre as pesquisas realizadas pelo projeto est\u00e3o aplicativos e an\u00e1lise de dados sobre transporte, atraso de \u00f4nibus, dados de sa\u00fade e privacidade de dados.<\/p>\n<p>\u201cQual o n\u00edvel de privacidade a popula\u00e7\u00e3o quer? Hoje, basicamente tudo \u00e9 permitido com o sistema de celular. Com a internet das coisas, teremos outros dispositivos que v\u00e3o monitorar muito mais que o celular. Temos um grupo estudando como vamos validar as permiss\u00f5es e permitir o controle de dados. Isso \u00e9 importante, pois quando se fala de privacidade, fala-se em liberdade tamb\u00e9m. \u00c9 preciso decidir at\u00e9 que ponto queremos a facilidade e at\u00e9 que ponto, a privacidade\u201d, disse Goldman.<\/p>\n<p>Outro grupo do projeto est\u00e1 investigando como melhorar as redes veiculares (redes acess\u00edveis em carros).<\/p>\n<p>\u201cEm um sistema de monitoramento de tr\u00e2nsito, por exemplo, os carros passam muito r\u00e1pido uns pelos outros, o que faz com que o tempo n\u00e3o seja suficiente para fazer com que a informa\u00e7\u00e3o v\u00e1 e volte da nuvem. Uma forma que estamos estudando de melhorar isso \u00e9, em vez de mandar para a nuvem, usar uma esp\u00e9cie de roteador, tornando o sistema mais r\u00e1pido, mais eficiente e sem erro\u201d, disse o professor do IME-USP.<\/p>\n<p>De acordo com Goldman, o INCT est\u00e1 aplicando o conceito de usar computa\u00e7\u00e3o para tornar as cidades melhores para se viver.<\/p>\n<p>\u201cO projeto deve servir como alavanca para conseguir outros financiamentos e aumentar a visibilidade e a pesquisa que pode ser feita em cidades inteligentes. Na ESPCA pudemos, al\u00e9m de trazer pessoas ligadas ao projeto \u2013 principalmente estudantes \u2013, tamb\u00e9m aumentar a visibilidade de uma maneira enorme para o mundo inteiro\u201d, disse Goldman.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Fernanda Ziegler | Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Visualizar cidades na forma de dados e pensar no uso da Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o em iniciativas para melhorar a qualidade de vida nos centros urbanos. 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