{"id":117867,"date":"2017-07-27T00:11:58","date_gmt":"2017-07-27T03:11:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=117867"},"modified":"2017-07-26T20:51:00","modified_gmt":"2017-07-26T23:51:00","slug":"governo-central-registra-maior-deficit-primario-da-historia-no-primeiro-semestre-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/governo-central-registra-maior-deficit-primario-da-historia-no-primeiro-semestre-2\/117867","title":{"rendered":"Governo Central registra maior d\u00e9ficit prim\u00e1rio da hist\u00f3ria no primeiro semestre"},"content":{"rendered":"<p> A antecipa\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rios e o fraco desempenho das receitas fez o Governo Central (Tesouro Nacional, Previd\u00eancia Social e Banco Central) registrar o maior <strong><em>d\u00e9ficit prim\u00e1rio<\/em><\/strong> da hist\u00f3ria no primeiro semestre. Segundo n\u00fameros divulgados h\u00e1 pouco pelo Tesouro Nacional, o resultado ficou negativo em R$ 56,092 bilh\u00f5es de janeiro a junho, contra d\u00e9ficit de R$ 36,477 bilh\u00f5es no mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>O d\u00e9ficit prim\u00e1rio \u00e9 o resultado negativo nas contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da d\u00edvida p\u00fablica. Somente em junho, o d\u00e9ficit prim\u00e1rio somou R$ 19,798 bilh\u00f5es, tamb\u00e9m o pior resultado registrado para o m\u00eas desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 1997.<\/p>\n<p>De acordo com o Tesouro Nacional, o principal fator que provocou a deteriora\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas no primeiro semestre foi o pagamento de R$ 20,3 bilh\u00f5es em precat\u00f3rios em maio e junho, contra R$ 2,2 bilh\u00f5es registrados no mesmo m\u00eas do ano passado. Neste ano, o Tesouro decidiu antecipar o pagamento, tradicionalmente feito em novembro e dezembro, para maio e junho para economizar R$ 700 milh\u00f5es com juros que deixam de ser atualizados.<\/p>\n<p>Os precat\u00f3rios s\u00e3o t\u00edtulos que o governo emite para pagar senten\u00e7as judiciais transitadas em julgado (quando n\u00e3o cabe mais recurso). De acordo com o Tesouro Nacional, n\u00e3o fosse a antecipa\u00e7\u00e3o, o d\u00e9ficit prim\u00e1rio acumulado no primeiro semestre totalizaria R$ 38 bilh\u00f5es. O resultado negativo, no entanto, continuaria recorde para o per\u00edodo.<\/p>\n<p>Outros fatores que impulsionaram o d\u00e9ficit prim\u00e1rio no primeiro semestre foram a queda das receitas e o crescimento de despesas obrigat\u00f3rias, principalmente com a Previd\u00eancia Social e o gasto com os reajustes do funcionalismo p\u00fablico.<\/p>\n<p>Nos seis primeiros meses do ano, as receitas l\u00edquidas ca\u00edram 2,7%, descontada a infla\u00e7\u00e3o oficial pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), mas as despesas totais subiram 0,5%, tamb\u00e9m considerando o IPCA. At\u00e9 abril, as despesas vinham caindo mais do que as receitas l\u00edquidas.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s despesas, a alta foi puxada pela Previd\u00eancia Social e pelo funcionalismo p\u00fablico. Os gastos com os benef\u00edcios da Previd\u00eancia Social subiram 6,9% acima da infla\u00e7\u00e3o nos seis primeiros meses do ano, por causa do aumento do valor dos benef\u00edcios e do n\u00famero de benefici\u00e1rios. Por causa de acordos salariais fechados nos dois \u00faltimos anos e da antecipa\u00e7\u00e3o dos precat\u00f3rios, os gastos com o funcionalismo acumulam alta de 11,3% acima do IPCA de janeiro a maio.<\/p>\n<p>As demais despesas obrigat\u00f3rias acumulam queda de 5,9%, tamb\u00e9m descontada a infla\u00e7\u00e3o oficial. O recuo \u00e9 puxado pela reonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos, que diminuiu em 33% a compensa\u00e7\u00e3o paga pelo Tesouro Nacional \u00e0 Previd\u00eancia Social, e pela queda de 29,8% no pagamento de subs\u00eddios e subven\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m contribuiu para a redu\u00e7\u00e3o o n\u00e3o pagamento de cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios do Or\u00e7amento ocorridos no ano passado, que n\u00e3o se repetiram este ano.<\/p>\n<p>As despesas de custeio (manuten\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina p\u00fablica) acumulam queda de 8% em 2017 descontado o IPCA. A redu\u00e7\u00e3o de gastos, no entanto, concentra-se nos investimentos, que totalizam R$ 16,927 bilh\u00f5es e ca\u00edram 39,4% de janeiro a junho, em valores tamb\u00e9m corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Principal programa federal de investimentos, o Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) gastou R$ 10,337 bilh\u00f5es de janeiro a junho, redu\u00e7\u00e3o de 48,2%. O Programa Minha Casa, Minha Vida executou R$ 1,408 bilh\u00e3o, retra\u00e7\u00e3o de 55,1% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado. Essas varia\u00e7\u00f5es descontam a infla\u00e7\u00e3o oficial.<\/p>\n<p>Wellton M\u00e1ximo \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Maria Claudia<br \/>\n27\/07\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A antecipa\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rios e o fraco desempenho das receitas fez o Governo Central (Tesouro Nacional, Previd\u00eancia Social e Banco Central) registrar o maior d\u00e9ficit prim\u00e1rio da hist\u00f3ria no primeiro semestre. 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