{"id":116748,"date":"2017-07-10T00:10:20","date_gmt":"2017-07-10T03:10:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=116748"},"modified":"2017-07-09T19:19:41","modified_gmt":"2017-07-09T22:19:41","slug":"energia-transportes-e-alimentos-influenciaram-deflacao-do-ipca-em-junho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/energia-transportes-e-alimentos-influenciaram-deflacao-do-ipca-em-junho\/116748","title":{"rendered":"Energia, transportes e alimentos influenciaram defla\u00e7\u00e3o do IPCA em junho"},"content":{"rendered":"<p> A varia\u00e7\u00e3o negativa (defla\u00e7\u00e3o) do <strong><em>\u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo<\/em><\/strong> (IPCA), de 0,23% em junho, foi influenciada pela queda nos pre\u00e7os da tarifa el\u00e9trica, dos transportes e dos alimentos. Foi o primeiro resultado negativo desde o in\u00edcio do Plano Real. Em junho de 2006, o IPCA havia sido de \u20132,1%. \u00c9 tamb\u00e9m a menor taxa da s\u00e9rie hist\u00f3rica desde os 0,51% de agosto de 1998.<\/p>\n<p>Para a coordenadora de \u00cdndices de Pre\u00e7os do IBGE, Eulina Nunes, \u201co que chama aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que os tr\u00eas grupos mais importantes para o or\u00e7amento dom\u00e9stico tiveram queda, afetando as principais despesas da popula\u00e7\u00e3o: de se alimentar, morar e se transportar\u201d.<\/p>\n<p>Com a defla\u00e7\u00e3o de junho, o IPCA fechou o primeiro semestre do ano com alta acumulada de 1,18%, resultado 3,24 pontos percentuais abaixo dos 4,42% registrados no mesmo per\u00edodo de 2016.<\/p>\n<p>Considerando os primeiros semestres do ano, \u00e9 o resultado mais baixo da s\u00e9rie hist\u00f3rica. Em rela\u00e7\u00e3o aos \u00faltimos 12 meses, o \u00edndice acumulado foi para 3%, abaixo dos 3,6% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es do IBGE mostram que as contas de energia el\u00e9trica, que em maio haviam subido 8,98%, puxando a eleva\u00e7\u00e3o do \u00edndice de infla\u00e7\u00e3o a 0,31%, fizeram um movimento contr\u00e1rio em junho, com queda de 5,52%. \u201cIsso se deveu, principalmente, \u00e0 passagem da bandeira vermelha para a verde, que significa uma redu\u00e7\u00e3o de R$ 3 a cada 100 kWh consumidos\u201d.<\/p>\n<p>O IBGE ressalta ainda o fato de que os pre\u00e7os dos combust\u00edveis tiveram queda de 2,84%, levando o grupo de transportes a fechar negativo em 0,52%, \u201ccom destaque para as duas redu\u00e7\u00f5es seguidas no pre\u00e7o da gasolina, autorizadas pela Petrobras no fim de maio e em junho, al\u00e9m da varia\u00e7\u00e3o de -4,66% no litro do etanol\u201d.<\/p>\n<p> Representando 26% do IPCA, os pre\u00e7os dos alimentos tiveram queda de 0,5%, puxada pela alimenta\u00e7\u00e3o em casa (-0,93%), com redu\u00e7\u00e3o em todas as regi\u00f5es pesquisadas. Itens importantes como tomate, batata-inglesa e frutas tiveram quedas significativas. Segundo Eulina Nunes, \u201cessa baixa nos pre\u00e7os reflete os resultados positivos da safra e os efeitos da redu\u00e7\u00e3o no poder aquisitivo da popula\u00e7\u00e3o, que levam o com\u00e9rcio a fazer ofertas e promo\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Varia\u00e7\u00e3o por grupo<\/p>\n<p>Os dados divulgados pelo IBGE indicam que, em junho, os tr\u00eas grupos de produtos e servi\u00e7os que, juntos, concentram cerca de 60% das despesas dom\u00e9sticas fecharam todos com defla\u00e7\u00e3o: alimenta\u00e7\u00e3o (-0,5%), habita\u00e7\u00e3o (-0,77%) e transporte (-0,52%) e apresentaram as quedas mais intensas, contribuindo decisivamente para a defla\u00e7\u00e3o do m\u00eas.<\/p>\n<p>Habita\u00e7\u00e3o (-0,77%), cuja participa\u00e7\u00e3o \u00e9 de 15% nos c\u00e1lculos do IPCA, foi o grupo que apresentou a maior queda no m\u00eas, sob influ\u00eancia das contas de energia el\u00e9trica. Mais barata em 5,52%, a energia exerceu o mais intenso impacto negativo, de -0,2 ponto percentual.<\/p>\n<p>Entre os grupos que apresentaram alta, as varia\u00e7\u00f5es ficaram entre 0,08% de educa\u00e7\u00e3o e 0,46% de sa\u00fade e cuidados pessoais.<\/p>\n<p>Regi\u00f5es<\/p>\n<p>Entre as 13 regi\u00f5es metropolitanas envolvidas na pesquisa, 12 apresentaram defla\u00e7\u00e3o de maio para junho, embora todas tenham registrado queda de pre\u00e7os de maio para junho. O principal destaque ficou com a regi\u00e3o metropolitana de Belo Horizonte, que fechou com taxa negativa de 0,64%, resultado 0,41 ponto percentual inferior ao IPCA Brasil, de -0,23%.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m apresentaram taxas negativas expressivas Campo Grande, de -0,47%, S\u00e3o Paulo (-0,42%); e Porto Alegre 0,41%. A \u00fanica regi\u00e3o que fechou com taxa positiva foi a de Salvador: 0,09%.<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Adjuto<br \/>\n10\/07\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A varia\u00e7\u00e3o negativa (defla\u00e7\u00e3o) do \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), de 0,23% em junho, foi influenciada pela queda nos pre\u00e7os da tarifa el\u00e9trica, dos transportes e dos alimentos. Foi o primeiro resultado negativo desde o in\u00edcio do Plano Real. 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