{"id":116425,"date":"2017-07-05T00:10:13","date_gmt":"2017-07-05T03:10:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=116425"},"modified":"2017-07-04T15:59:48","modified_gmt":"2017-07-04T18:59:48","slug":"producao-industrial-fecha-maio-com-crescimento-de-08-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/producao-industrial-fecha-maio-com-crescimento-de-08-diz-ibge\/116425","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o industrial fecha maio com crescimento de 0,8%, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p> A <strong><em>Produ\u00e7\u00e3o industrial<\/em><\/strong> brasileira fechou o m\u00eas de maio com crescimento de 0,8% frente a abril, na s\u00e9rie livre de influ\u00eancias sazonais. Esta \u00e9 a segunda taxa positiva consecutiva registrada pela ind\u00fastria brasileira, que em abril subiu 1,1%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e dizem respeito \u00e0 Pesquisa Industrial Mensal Produ\u00e7\u00e3o F\u00edsica \u2013 Brasil (PIM-PF). Com o resultado de maio, a ind\u00fastria passou a acumular nos dois \u00faltimos meses expans\u00e3o de 1,9%, eliminando a queda de 1,6% observado em mar\u00e7o. <\/p>\n<p>Quando os dados de maio s\u00e3o confrontados com o mesmo m\u00eas do ano passado (s\u00e9rie sem ajuste sazonal), no entanto, a ind\u00fastria brasileira registrou em maio \u00faltimo avan\u00e7o de 4%, o maior crescimento acumulado para o total da ind\u00fastria deste os 4,8%  registrados em fevereiro de 2014.<\/p>\n<p>A taxa acumulada dos primeiros cinco meses do ano ficou em 0,5%. No resultado acumulado dos \u00faltimos 12 meses (a taxa anualizada) o comportamento da ind\u00fastria continua negativo: queda de 2,4% , prosseguindo com a redu\u00e7\u00e3o no ritmo de queda iniciada com os -9,7% de junho de 2016. <\/p>\n<p>Crescimento \u00e9 generalizado<\/p>\n<p>O crescimento de 0,8% da atividade industrial na passagem de abril para maio de 2017 teve predom\u00ednio de resultados positivos, alcan\u00e7ando, segundo o IBGE, todas as quatro grandes categorias econ\u00f4micas e 17 dos 24 ramos pesquisados.<\/p>\n<p>Para o gerente de pesquisa do IBGE,  Andr\u00e9 Macedo, no entanto, \u201ch\u00e1 nitidamente uma melhora de ritmo da ind\u00fastria com duas altas seguidas, o que rep\u00f5em a perda de mar\u00e7o\u201d. Ele lembra que houve um perfil disseminado de aumento da produ\u00e7\u00e3o, mas admiti que \u201cainda estamos longe de recuperar o que se perdeu.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo ele, \u201cesse aumento da produ\u00e7\u00e3o industrial precisa ser relativizado: \u00e9 claro que houve uma melhora de ritmo, mas ainda h\u00e1 um espa\u00e7o importante a ser percorrido para a ind\u00fastria recuperar as perdas do passado.\u201d<\/p>\n<p>Quando analisado pelo lado das grandes categorias econ\u00f4micas, os destaques de abril para maio (s\u00e9rie livre de influ\u00eancias sazonais) ficaram com bens de consumo dur\u00e1veis que chegou a registrar em maio expans\u00e3o de significativos 6,7%; seguido de bens de capital (3,5%), ambas as categorias intensificando o crescimento que j\u00e1 havia sido verificada em abril \u00faltimo: 2,9% e 1,9%, respectivamente. <\/p>\n<p>Mesmo com resultados menos expressivos, os segmentos de bens de consumo semi e n\u00e3o-dur\u00e1veis tamb\u00e9m fecharam com crescimento de abril para maio. No caso de bens de consumo semi e n\u00e3o-dur\u00e1veis a expans\u00e3o de 0,7% &#8211; o que interrompe uma s\u00e9rie de tr\u00eas meses consecutivos de queda, per\u00edodo em que acumulou retra\u00e7\u00e3o de 3,3%; em bens intermedi\u00e1rios, a alta de 0,3% constitui-se no segundo resultado positivo consecutivo, acumulando nesse per\u00edodo crescimento de 2,3%.<\/p>\n<p>An\u00e1lise por setores <\/p>\n<p>Do ponto de vista dos segmentos pesquisados pelo IBGE, a principal influ\u00eancia positiva foi registrada pelos  ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias, que chegou a avan\u00e7ar expressivos 9%, frente a abril influenciado, em grande parte, pela maior fabrica\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis e caminh\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, o resultado de maio foi o mais elevado para o segmento desde os 10,4% de dezembro de 2016 e intensificando a expans\u00e3o de 3,9% verificada no m\u00eas anterior.<\/p>\n<p>Outras contribui\u00e7\u00f5es positivas importantes sobre o total da ind\u00fastria vieram de produtos aliment\u00edcios (2,7%) e de perfumaria, sab\u00f5es, produtos de limpeza e de higiene pessoal (4%), com o primeiro eliminando o recuo de 0,6% observado no m\u00eas anterior; e o segundo completando o terceiro m\u00eas consecutivo de crescimento na produ\u00e7\u00e3o, per\u00edodo em que acumulou alta de 8,5%.<\/p>\n<p>Entre os seis ramos que reduziram a produ\u00e7\u00e3o nesse m\u00eas, os desempenhos de maior relev\u00e2ncia para a m\u00e9dia global foram assinalados por produtos derivados do petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis (-2,2%) e produtos farmoqu\u00edmicos e farmac\u00eauticos (-7,6%).<\/p>\n<p>Maio 2017\/maio 2016<\/p>\n<p>O crescimento de 4% em maio deste ano comparativamente a maio do ano passado (s\u00e9rie sem ajuste sazonal) por sua vez reflete resultados positivos em todas as quatro grandes categorias econ\u00f4micas, 18 dos 26 ramos, 51 dos 79 grupos e 59% dos 805 produtos pesquisados.<\/p>\n<p>Ao comentar os n\u00fameros da ind\u00fastria em maio, o gerente da pesquisa, Andr\u00e9 Macedo, ressaltou, que apesar dos \u00faltimos resultados positivos, a Ind\u00fastria ainda se encontra em um patamar 18,5% abaixo do  recorde de produ\u00e7\u00e3o, registrado em junho de 2013.<\/p>\n<p>Entre as grandes categorias econ\u00f4micas, na compara\u00e7\u00e3o anual o principal destaque ficou com Bens de consumo dur\u00e1veis, com expressivo crescimento de 20,7%), ainda no confronto com igual m\u00eas do ano anterior; seguido pelo setor produtor de bens de capital, que cresceu 7,6% &#8211; em ambos os casos o crescimento foi superior \u00e0 m\u00e9dia nacional de 4% para o total da ind\u00fastria nesta base de compara\u00e7\u00e3o. O crescimento de bens intermedi\u00e1rios foi 2,9% e o de bens de consumo semi e n\u00e3o-dur\u00e1veis de 1,4%.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, ao crescer 20,7%, bens de consumo dur\u00e1veis registrou no \u00edndice mensal de maio a s\u00e9tima taxa positiva consecutiva nesse tipo de compara\u00e7\u00e3o e a mais elevada desde os 23,3% de fevereiro de 2014.<\/p>\n<p>Assim como no indicador livre de influencia sazonal, tamb\u00e9m no \u00edndice com influencia sazonal o setor foi particularmente impulsionado pelos avan\u00e7os na fabrica\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis (35,1%) e de eletrodom\u00e9sticos da \u201clinha marrom\u201d (26,8%). Vale citar tamb\u00e9m os resultados positivos dos grupamentos de m\u00f3veis (4,7%) e de outros eletrodom\u00e9sticos (2,2%).<\/p>\n<p>Por outro lado, eletrodom\u00e9sticos da \u201clinha branca\u201d (-4,3%) e motocicletas (-14,8%) apontaram os impactos negativos mais importantes.<\/p>\n<p>J\u00e1 o avan\u00e7o de 7,6% na categoria de bens de capital reverteu a queda de 4,7% de abril \u00faltimo, que havia interrompido cinco meses de taxas positivas consecutivas na compara\u00e7\u00e3o com igual m\u00eas do ano anterior. O segmento foi influenciado pelos avan\u00e7os observados na maior parte dos seus grupamentos, com destaque para a expans\u00e3o vinda de bens de capital para equipamentos de transporte, que chegou a crescer 16%.<\/p>\n<p> Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Val\u00e9ria Aguiar<br \/>\n05\/07\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira fechou o m\u00eas de maio com crescimento de 0,8% frente a abril, na s\u00e9rie livre de influ\u00eancias sazonais. Esta \u00e9 a segunda taxa positiva consecutiva registrada pela ind\u00fastria brasileira, que em abril subiu 1,1%. 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