{"id":115134,"date":"2017-06-14T00:08:31","date_gmt":"2017-06-14T03:08:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=115134"},"modified":"2017-06-13T18:39:41","modified_gmt":"2017-06-13T21:39:41","slug":"vendas-do-comercio-varejista-crescem-1-em-abril","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/vendas-do-comercio-varejista-crescem-1-em-abril\/115134","title":{"rendered":"Vendas do com\u00e9rcio varejista crescem 1% em abril"},"content":{"rendered":"<p> As <strong><em>vendas do com\u00e9rcio varejista<\/em><\/strong> do pa\u00eds cresceram 1% em abril, na compara\u00e7\u00e3o com mar\u00e7o, na s\u00e9rie livre de influencias sazonais, enquanto a receita nominal do setor fechou tamb\u00e9m com crescimento de 1,3%. Este \u00e9 o melhor resultado para os meses de abril desde 2006, quando as vendas do com\u00e9rcio cresceram 1,1%. Em abril de 2008 a alta tamb\u00e9m foi 1%.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Com\u00e9rcio (PMC), divulgada no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O crescimento de abril acontece depois de dois meses consecutivos de queda, per\u00edodo em que acumulou retra\u00e7\u00e3o de 1,6%.<\/p>\n<p>Apesar do crescimento de mar\u00e7o para abril, as vendas do com\u00e9rcio fecham os primeiros quatro meses do ano com queda acumulada em termos de volume de vendas de 1,6% frente a igual per\u00edodo do ano passado, mas com crescimento de 1,5% no mesmo per\u00edodo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 receita nominal do setor.<\/p>\n<p>Na s\u00e9rie sem ajuste sazonal, no confronto com abril de 2016, o volume de vendas do comercio fechou com crescimento de 1,9%. J\u00e1 o indicador acumulado nos \u00faltimos doze meses recuou 4,6%, registrando, por\u00e9m, a menor queda desde os 5,3% de janeiro do ano passado.<\/p>\n<p>N\u00fameros comparativos<\/p>\n<p>Para a receita nominal de vendas, al\u00e9m de 1,5% do crescimento acumulado no ano, os indicadores prosseguem com varia\u00e7\u00f5es positivas de 3,4% frente a abril de 2016 e de 3,4 % no acumulado dos \u00faltimos doze meses.<\/p>\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao com\u00e9rcio varejista ampliado &#8211; que inclui, al\u00e9m do varejo, as atividades de ve\u00edculos, motos, partes e pe\u00e7as e material de constru\u00e7\u00e3o \u2013 houve crescimento de 1,5% de mar\u00e7o para abril deste ano para o volume de vendas e de 2,3% para a receita nominal, ambas na s\u00e9rie com ajuste sazonal.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a abril de 2016, no entanto, o varejo ampliado encerrou abril deste ano em queda de 0,4% para o volume de vendas, mas com crescimento de 0,7% na receita nominal.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s taxas acumuladas, as varia\u00e7\u00f5es foram de -1,8% nos primeiros quatro meses do ano e de -6,3% nos \u00faltimos 12 meses para o volume de vendas. J\u00e1 para a receita nominal, as taxas foram de 0,3% no acumulado do ano e de -0,4% nos \u00faltimos doze meses.<\/p>\n<p>Raz\u00f5es do crescimento<\/p>\n<p>O crescimento de 1% nas vendas do com\u00e9rcio varejista do pa\u00eds reflete, segundo o IBGE, alta em tr\u00eas das oito atividades pesquisadas, com destaque, principalmente, do setor de hipermercados, supermercados, produtos aliment\u00edcios, bebidas e fumo. Esses setores, ao apresentarem aumento de 0,9% nas vendas, exerceram a principal influ\u00eancia no setor. Em fevereiro e mar\u00e7o, eles registraram queda acumulada de 6%.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m com crescimento importante para o desempenho geral do setor, as atividades de tecidos, vestu\u00e1rio e cal\u00e7ados cresceram 3,5% e equipamentos e material para escrit\u00f3rio, inform\u00e1tica e comunica\u00e7\u00e3o avan\u00e7aram 10,2%.<\/p>\n<p>Na outra ponta, as press\u00f5es negativas de abril para mar\u00e7o surgiram dos segmentos de livros, jornais, revistas e papelaria: queda de 4,1%; m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos (-2,8%); combust\u00edveis e lubrificantes (-0,8%); e artigos farmac\u00eauticos, m\u00e9dicos, ortop\u00e9dicos, de perfumaria e cosm\u00e9ticos (-0,4%). J\u00e1 as vendas do setor de outros artigos de uso pessoal e dom\u00e9stico, com ligeira alta de 0,1%, ficaram praticamente est\u00e1veis.<\/p>\n<p>Mais n\u00fameros<\/p>\n<p>O avan\u00e7o de 1% nas vendas do com\u00e9rcio varejista do pa\u00eds, de mar\u00e7o para abril (s\u00e9rie livre de influ\u00eancias sazonais) reflete resultados positivos em 14 das 27 Unidades da Federa\u00e7\u00e3o, com os principais destaques  sendo registrados em S\u00e3o Paulo (expans\u00e3o de 8,2%),  Goi\u00e1s (4,1%), Acre (3,6%) e Amazonas (2,6%).<\/p>\n<p>As maiores taxas negativas ocorreram em Tocantins, onde as vendas no com\u00e9rcio ca\u00edram 10,3%; Rond\u00f4nia (-2,4%); e Sergipe (-2%). No Rio de Janeiro, com queda de 0,1%, o resultado ficou praticamente est\u00e1vel.<\/p>\n<p>Infla\u00e7\u00e3o e FGTS ajudam vendas do com\u00e9rcio<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o, que vem devolvendo o poder de comprar do trabalhador mesmo em um cen\u00e1rio de desemprego, e a libera\u00e7\u00e3o de parte do Fundo de Garantia por Tempo de Servi\u00e7o (FGTS), contribu\u00edram para que as vendas no com\u00e9rcio varejista do pa\u00eds subissem 1% de mar\u00e7o para abril deste ano, fazendo com que o indicador registrasse o melhor abril dos \u00faltimos nove anos \u2013 desde o 1,1% de abril de 2006.<\/p>\n<p>A opini\u00e3o \u00e9 da gerente da Coordena\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os e Com\u00e9rcio do IBGE, Isabella Nunes. Para ela, no entanto, embora o resultado seja importante, n\u00e3o chega a eliminar as perdas acumuladas nos dois \u00faltimos meses em que as vendas no varejo foram negativas, acumulando retra\u00e7\u00e3o de 1,6%.<\/p>\n<p>Para a pesquisadora, \u00e9 preciso lembrar tamb\u00e9m que o resultado n\u00e3o elimina perdas passadas. As vendas do com\u00e9rcio ainda encontram-se em um patamar muito abaixo do pico hist\u00f3rico do setor. \u201cElas [as vendas] ainda est\u00e3o estabilizadas em um patamar cerca de 10% abaixo do pico hist\u00f3rico de novembro de 2014\u201d, disse.<\/p>\n<p>Segundo a coordenadora do IBGE, o crescimento de 1% de abril foi influenciado, principalmente, pelas vendas do setor de hipermercados, supermercados, produtos aliment\u00edcios, bebidas e fumo, que apresentaram crescimento de 0,9% ap\u00f3s 6% de queda acumulada nos dois meses anteriores e, tamb\u00e9m, pelas atividades de tecidos, vestu\u00e1rio e cal\u00e7ados (3,5%) e equipamentos e material para escrit\u00f3rio, inform\u00e1tica e comunica\u00e7\u00e3o (10,2%).<\/p>\n<p>\u201cO setor de hipermercados, hipermercados, supermercados, produtos aliment\u00edcios, bebidas e fumo tem um peso importante no consumo das fam\u00edlias e, por isso, a alta de 0,9 por cento sobre mar\u00e7o foi importante para o resultado global do com\u00e9rcio\u201d, finalizou.<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n14\/06\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As vendas do com\u00e9rcio varejista do pa\u00eds cresceram 1% em abril, na compara\u00e7\u00e3o com mar\u00e7o, na s\u00e9rie livre de influencias sazonais, enquanto a receita nominal do setor fechou tamb\u00e9m com crescimento de 1,3%. 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