{"id":114755,"date":"2017-06-08T00:11:16","date_gmt":"2017-06-08T03:11:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=114755"},"modified":"2017-06-07T15:45:15","modified_gmt":"2017-06-07T18:45:15","slug":"spc-58-dos-consumidores-planejam-reduzir-gastos-em-junho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/spc-58-dos-consumidores-planejam-reduzir-gastos-em-junho\/114755","title":{"rendered":"SPC: 58% dos consumidores planejam reduzir gastos em junho"},"content":{"rendered":"<p> Os consumidores que planejam reduzir os gastos em junho chegam a 58%, de acordo com o <strong><em>Indicador de Propens\u00e3o ao Consumo<\/em><\/strong>, calculado pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL).<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, os principais motivos s\u00e3o a tentativa de economizar (23%), os pre\u00e7os mais elevados (18%), o fato de estarem endividados (15%) ea redu\u00e7\u00e3o de renda (10%).<\/p>\n<p>A maior parte dos entrevistados diz que n\u00e3o tem sobra nem falta de dinheiro (42%) e 37% dizem estar no \u201cvermelho\u201d, sem conseguir pagar todas as contas. Somente 15% dizem estar com sobra de dinheiro. Excluindo itens de supermercado, na lista dos produtos que os consumidores pretendem comprar em junho, roupas, cal\u00e7ados e acess\u00f3rios foram citados por 23%. Em seguida, aparecem os itens de farm\u00e1cia (22%), recarga de celular (18%) e perfumes e cosm\u00e9ticos (13%).<\/p>\n<p>\u201cA quantidade de consumidores no limite de seu or\u00e7amento pode ser reflexo da crise econ\u00f4mica, mas tamb\u00e9m n\u00e3o se pode desconsiderar a falta de organiza\u00e7\u00e3o financeira, que leva ao ac\u00famulo de d\u00edvidas e a todas as consequ\u00eancias que decorrem do aperto, como o stress e at\u00e9 o desentendimento familiar\u201d, afirmou a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. \u201cO tempo que o consumidor passa cuidando de suas finan\u00e7as pode determinar se, no final do m\u00eas, ele estar\u00e1 em aperto e em dificuldades ou com as contas em dia.\u201d<\/p>\n<p>O levantamento tamb\u00e9m apontou que 42% dos consumidores utilizaram algum tipo de cr\u00e9dito em abril. O cart\u00e3o de cr\u00e9dito foi a modalidade mais usada (36%), seguido de cart\u00e3o de loja e credi\u00e1rio (14%) e limite do cheque especial (6%). Houve tamb\u00e9m utiliza\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimos (4%) e financiamentos (3%), modalidades com crit\u00e9rios de concess\u00e3o mais rigorosos.<\/p>\n<p>Entre os consumidores que usaram o cart\u00e3o de cr\u00e9dito em abril, 36% relataram aumento do valor da fatura, enquanto que para 38%, o valor permaneceu o mesmo, e para 25% houve diminui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O valor m\u00e9dio reportado foi de R$ 917,30, desconsiderando-se os 30% que n\u00e3o souberam responder exatamente quanto gastaram no cart\u00e3o. Os itens de supermercado lideraram a lista de bens comprados, citados por mais da metade desses entrevistados (59%). Em seguida, 58% mencionaram a compra de rem\u00e9dios e itens de farm\u00e1cias.<\/p>\n<p>Para Marcela Kawauti, uma forma de evitar o desequil\u00edbrio \u00e9 n\u00e3o contratar um limite que comprometa toda a renda.<\/p>\n<p>\u201cO consumidor com dificuldades de exercer o autocontrole na hora das compras deve evitar limites muito altos. Se o valor da fatura for igual ou pr\u00f3ximo \u00e0 sua renda, s\u00e3o grandes as chances de esse consumidor acabar no rotativo, pagando juros que excedem 400% ao ano\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A maior parte dos entrevistados (46%) disse que \u00e9 dif\u00edcil ou muito dif\u00edcil contratar empr\u00e9stimos e financiamentos no banco, enquanto apenas 16% avaliam como f\u00e1cil. Um quinto (21%) dos consumidores afirmou que, em abril, teve cr\u00e9dito negado em alguma loja, sendo que 9% foram barrados por estarem negativados, 4% devido \u00e0 renda insuficiente e 3% por n\u00e3o poder comprovar a renda.<\/p>\n<p>De acordo com o indicador do SPC Brasil e da CNDL, 47% dos consumidores que t\u00eam essas modalidades de cr\u00e9dito ativas atrasaram o pagamento de parcelas, sendo que 18% ainda est\u00e3o com parcelas atrasadas.<\/p>\n<p>Para economista-chefe do SPC Brasil, se o empr\u00e9stimo n\u00e3o visa a cobrir uma necessidade emergencial, pode ser o caso de esperar mais um pouco para tom\u00e1-lo.<\/p>\n<p>\u201cConv\u00e9m analisar a real necessidade de assumir um compromisso que, muitas vezes, s\u00f3 acaba depois de anos. Se o objetivo \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de um sonho de consumo, o mais prudente \u00e9 constituir, antes, uma reserva financeira com esse prop\u00f3sito. J\u00e1 se o objetivo for o pagamento de d\u00edvidas, o consumidor dever\u00e1 optar por condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis, com juros menores e um plano de pagamento que caiba no seu or\u00e7amento. Caso contr\u00e1rio, pode cair no endividamento novamente\u201d, disse Marcela.<\/p>\n<p>Fl\u00e1via Albuquerque \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Maria Claudia<br \/>\n08\/06\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os consumidores que planejam reduzir os gastos em junho chegam a 58%, de acordo com o Indicador de Propens\u00e3o ao Consumo, calculado pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL). 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