{"id":114430,"date":"2017-06-02T00:08:19","date_gmt":"2017-06-02T03:08:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=114430"},"modified":"2017-06-01T19:42:05","modified_gmt":"2017-06-01T22:42:05","slug":"pib-cresce-1-no-primeiro-trimestre-apos-dois-anos-de-queda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/pib-cresce-1-no-primeiro-trimestre-apos-dois-anos-de-queda\/114430","title":{"rendered":"PIB cresce 1% no primeiro trimestre ap\u00f3s dois anos de queda"},"content":{"rendered":"<p> Fortemente influenciado pela agropecu\u00e1ria, o <strong><em>Produto Interno Bruto<\/em><\/strong> (PIB), a soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds, cresceu 1% no primeiro trimestre do ano, comparado ao quarto trimestre de 2016, na s\u00e9rie livre de influ\u00eancias sazonais. Esta foi a primeira alta na compara\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s dois anos consecutivos de queda.<\/p>\n<p>Os dados foram divulgados no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e indicam, por\u00e9m, que apesar da alta, o PIB caiu 0,4% quando comparado ao primeiro trimestre do ano passado, enquanto o resultado acumulado dos quatro \u00faltimos trimestres terminados agora em mar\u00e7o registra queda de 2,3% &#8211; portanto, o acumulado dos \u00faltimos doze meses, em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo imediatamente anterior.<\/p>\n<p>Os dados evidenciam o forte crescimento da agropecu\u00e1ria, que fechou o primeiro trimestre do ano com alta de 13,4%, uma vez que a ind\u00fastria teve expans\u00e3o de 0,9% e o setor de servi\u00e7os fechou est\u00e1vel entre um per\u00edodo e outro (0,0%).<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, em valores correntes, o PIB encerrou o primeiro trimestre do ano em R$ 1,6 trilh\u00e3o. A taxa de investimento no primeiro trimestre foi de 15,6% do PIB, abaixo da observada no mesmo per\u00edodo do ano anterior (16,8%). A taxa de poupan\u00e7a foi de 15,7% ante 13,9% no mesmo per\u00edodo de 2016.<\/p>\n<p>PIB cai 0,4% em rela\u00e7\u00e3o ao 1\u00ba trimestre<\/p>\n<p>A queda de 0,4% no PIB do primeiro trimestre do ano, quando comparado ao mesmo trimestre de 2016, constitui o d\u00e9cimo segundo resultado negativo consecutivo nesta base de compara\u00e7\u00e3o. Na mesma base, o valor adicionado a pre\u00e7os b\u00e1sicos teve varia\u00e7\u00e3o negativa de 0,3% e os Impostos sobre Produtos L\u00edquidos de Subs\u00eddios recuaram 0,8%.<\/p>\n<p>Dentre as atividades que contribuem para a gera\u00e7\u00e3o do valor adicionado, a agropecu\u00e1ria cresceu 15,2% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2016; a ind\u00fastria sofreu queda de 1,1% e o valor adicionado de servi\u00e7os caiu 1,7%.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, pelo oitavo trimestre consecutivo \u201ctodos os componentes da demanda interna apresentaram resultado negativo na compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo do ano anterior\u201d.<\/p>\n<p>Mesmo com o crescimento de 1% do PIB no primeiro trimestre deste ano, no mesmo per\u00edodo a Despesa de Consumo das Fam\u00edlias caiu 1,9%. \u201cEsse resultado pode ser explicado pelo comportamento dos indicadores de cr\u00e9dito e mercado de trabalho ao longo do per\u00edodo\u201d, justificou o IBGE.<\/p>\n<p>PIB anualizado<\/p>\n<p>Mesmo com o crescimento de 1% no primeiro trimestre &#8211; comparativamente ao quarto trimestre do ano passado &#8211; no resultado acumulado nos quatro trimestres terminados em mar\u00e7o \u00faltimo (o PIB anualizado) a economia brasileira recuou 2,3% em rela\u00e7\u00e3o aos quatro trimestres imediatamente anteriores.<\/p>\n<p>Esta taxa resultou da contra\u00e7\u00e3o de 2,1% do Valor Adicionado a pre\u00e7os b\u00e1sicos e do recuo de 4,1% nos Impostos sobre Produtos L\u00edquidos de Subs\u00eddios. O resultado do Valor Adicionado neste tipo de compara\u00e7\u00e3o decorreu dos seguintes desempenhos: agropecu\u00e1ria (0,3%), ind\u00fastria (-2,4%) e servi\u00e7os (-2,3%).<\/p>\n<p>PIB em valores de mercado<\/p>\n<p>Em valores de mercado, o Produto Interno Bruto fechou o primeiro trimestre do ano totalizando R$ 1,595 trilh\u00e3o. Desse total, R$ 1,381 trilh\u00e3o referem-se ao Valor Adicionado a pre\u00e7os b\u00e1sicos e R$ 213,6 bilh\u00f5es aos Impostos sobre Produtos L\u00edquidos de Subs\u00eddios.<\/p>\n<p>Ainda em valores de mercado, a agropecu\u00e1ria registrou R$ 93,4 bilh\u00f5es, a ind\u00fastria R$ 291,1 bilh\u00f5es e os servi\u00e7os R$ 996,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>J\u00e1 entre os componentes da despesa, a Despesa de Consumo das Fam\u00edlias somou R$ 1,004 trilh\u00e3o; a Despesa de Consumo do Governo, R$ 307,6 bilh\u00f5es; e a Forma\u00e7\u00e3o Bruta de Capital Fixo, R$ 248,6 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A taxa de investimento no primeiro trimestre de 2017, ao fechar em 15,6% do PIB, ficou abaixo dos 16,8% observados no mesmo per\u00edodo do ano anterior, enquanto a taxa de poupan\u00e7a foi de 15,7% contra 13,9% do mesmo per\u00edodo em 2016.<\/p>\n<p>Economista explica expans\u00e3o do PIB<\/p>\n<p>Apesar do crescimento do PIB &#8211; 1% no primeiro trimestre deste ano &#8211; ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar que a recess\u00e3o acabou. A opini\u00e3o \u00e9 da coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, ao falar hoje, no Rio de Janeiro, sobre o desempenho do Produto Interno Bruto do pa\u00eds nos primeiros tr\u00eas meses do ano.<\/p>\n<p>Para a economista, o crescimento se deu contra uma base bastante deprimida e ainda est\u00e1 muito dependente da agropecu\u00e1ria e da extrativa mineral. \u201cAinda \u00e9 cedo e acho razo\u00e1vel esperar um pouco mais. Se voc\u00ea observar, [o crescimento] foi contra uma base comprimida por oito trimestres consecutivos de queda e, se olharmos para longe, veremos que a economia encontra-se no mesmo patamar de 2010\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ela destacou a contribui\u00e7\u00e3o da agropecu\u00e1ria para a expans\u00e3o do PIB no primeiro trimestre, que chegou a crescer 13,4% em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo trimestre do ano passado.<\/p>\n<p>\u201cA agropecu\u00e1ria tem um peso de apenas 5,4% na economia, n\u00e3o \u00e9 nada significativo se levarmos em conta que os servi\u00e7os, que respondem por mais de 70%, ficaram estagnados [0,0%]. [A agropecu\u00e1ria] contribuiu muito este ano com 15% de aumento no valor adicionado, principalmente em raz\u00e3o da safra recorde. Principalmente a soja, mas tamb\u00e9m o milho e o arroz \u2013 ajudaram na exporta\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Rebeca destacou ainda a contribui\u00e7\u00e3o da extrativa mineral, \u201cque tamb\u00e9m ajudou com desempenho bom, principalmente o petr\u00f3leo e o min\u00e9rio de ferro. Que, inclusive, est\u00e3o com os pre\u00e7os internacionais tamb\u00e9m mais favor\u00e1veis e ajudaram no aumento das exporta\u00e7\u00f5es\u201d, finalizou.<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n02\/06\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fortemente influenciado pela agropecu\u00e1ria, o Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds, cresceu 1% no primeiro trimestre do ano, comparado ao quarto trimestre de 2016, na s\u00e9rie livre de influ\u00eancias sazonais. 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