{"id":113532,"date":"2017-05-19T00:06:20","date_gmt":"2017-05-19T03:06:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=113532"},"modified":"2017-05-18T16:24:22","modified_gmt":"2017-05-18T19:24:22","slug":"fapesp-e-shell-financiarao-centro-de-pesquisa-em-novas-energias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/fapesp-e-shell-financiarao-centro-de-pesquisa-em-novas-energias\/113532","title":{"rendered":"FAPESP e Shell financiar\u00e3o Centro de Pesquisa em Novas Energias"},"content":{"rendered":"<p> Elton Alisson \u00a0| \u00a0Ag\u00eancia FAPESP \u2013 A FAPESP e a Shell realizaram em 16 de maio, no audit\u00f3rio da Funda\u00e7\u00e3o, um workshop para apresentar os temas de pesquisa contemplados na  conjunta para a constitui\u00e7\u00e3o de um <strong><em>Centro de Pesquisa em Novas Energias<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>O Centro ser\u00e1 financiado pelas institui\u00e7\u00f5es. Ser\u00e3o feitas pesquisas que poder\u00e3o viabilizar novas oportunidades de neg\u00f3cio ao explorar desafios tecnol\u00f3gicos relacionados ao desenvolvimento de novos carregadores de energia de baixo custo, abundantes e limpos, assim como novas rotas econ\u00f4micas e sustent\u00e1veis para converter metano em produtos qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>A fim de atingir esses objetivos, o Centro ser\u00e1 composto por quatro divis\u00f5es de pesquisa: transportadores de alta densidade de energia; armazenamento avan\u00e7ado de energia; convers\u00e3o de metano em produtos; e ci\u00eancia computacional de materiais.<\/p>\n<p>Cada divis\u00e3o de pesquisa poder\u00e1 ser sediada em uma universidade ou institui\u00e7\u00e3o de pesquisa diferente. Alternativamente, uma institui\u00e7\u00e3o anfitri\u00e3 poder\u00e1 acomodar mais de uma divis\u00e3o de pesquisa.<\/p>\n<p>Uma das institui\u00e7\u00f5es anfitri\u00e3s selecionadas ser\u00e1 nomeada pela FAPESP e pela Shell para assumir o papel de institui\u00e7\u00e3o hub. Al\u00e9m de operar sua divis\u00e3o de pesquisa, a institui\u00e7\u00e3o hub sediar\u00e1 o comit\u00ea executivo, respons\u00e1vel por dirigir o Centro, e coordenar\u00e1 as atividades das quatro divis\u00f5es de pesquisa.<\/p>\n<p>O Centro poder\u00e1 ter financiamento por at\u00e9 10 anos no \u00e2mbito do Programa Centros de Pesquisa em Engenharia, da FAPESP. Para os primeiros cinco anos de atividade est\u00e1 previsto um aporte de recursos da ordem de R$ 16,7 milh\u00f5es compartilhados pela FAPESP e a Shell. A institui\u00e7\u00e3o-sede do projeto selecionado na chamada de propostas participar\u00e1 com contrapartida econ\u00f4mica na forma de sal\u00e1rios de pesquisadores e pessoal de apoio, infraestrutura e instala\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cNa FAPESP temos in\u00fameros programas, em todas as \u00e1reas, e alguns est\u00e3o mais perto da fronteira do conhecimento do que outros. O Programa Centros de Pesquisa em Engenharia \u00e9 um dos que est\u00e3o voltados para explorar novas fronteiras da ci\u00eancia, como em novas energias. \u00c9 o caso desse novo Centro que ser\u00e1 constitu\u00eddo em parceria com a Shell\u201d, disse Jos\u00e9 Goldemberg, presidente da Funda\u00e7\u00e3o, na abertura do evento.<\/p>\n<p>De acordo com o diretor cient\u00edfico Carlos Henrique de Brito Cruz, poucos pa\u00edses no mundo t\u00eam programas dessa natureza, em que uma ag\u00eancia de fomento \u00e0 pesquisa se associa com empresas, lan\u00e7am uma chamada de propostas conjunta com objetivos comuns e financiam os projetos selecionados por longo prazo.<\/p>\n<p>A FAPESP apoia cinco Centros de Pesquisa em Engenharia, em parceria com as empresas Peugeot-Citro\u00ebn, Shell\/BG Brasil, GlaxoSmithKline (GSK) e Natura, respectivamente nas \u00e1reas de biocombust\u00edveis, g\u00e1s natural, qu\u00edmica verde, mol\u00e9culas para f\u00e1rmacos e bem-estar humano. Recentemente, firmou parceria tamb\u00e9m com a Statoil para a instala\u00e7\u00e3o de um Centro de Pesquisa na \u00e1rea de reservat\u00f3rios de \u00f3leo e g\u00e1s.<\/p>\n<p>\u201cO Programa Centros de Pesquisa em Engenharia da FAPESP permite a integra\u00e7\u00e3o de pesquisadores de empresas com pesquisadores ligados a universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo de modo a desenvolverem uma real colabora\u00e7\u00e3o em pesquisa\u201d, disse Brito Cruz.<\/p>\n<p>\u201cA colabora\u00e7\u00e3o com a Shell representa uma oportunidade especial para os pesquisadores no Estado de S\u00e3o Paulo realizarem pesquisa em colabora\u00e7\u00e3o com pesquisadores da empresa, que tem uma intensa atividade interna de P&amp;D\u201d, disse.<\/p>\n<p>Transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Lopes Ara\u00fajo, presidente da Shell no Brasil, destacou que a parceria com a FAPESP representa uma oportunidade de aumentar a intera\u00e7\u00e3o da empresa com a comunidade cient\u00edfica no Estado de S\u00e3o Paulo e ampliar seus esfor\u00e7os de pesquisa em novas energias.<\/p>\n<p>A empresa anglo-holandesa, que mant\u00e9m colabora\u00e7\u00f5es com universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa nos Estados Unidos, Reino Unido, Holanda, \u00cdndia e China, decidiu aumentar os investimentos nessa \u00e1rea nos \u00faltimos anos com o intuito de enfrentar o desafio da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, contou Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>\u201cAs proje\u00e7\u00f5es indicam que, em 2050, a popula\u00e7\u00e3o mundial ser\u00e1 composta por 9 bilh\u00f5es de pessoas. Teremos o desafio de produzir mais energia para atender a demanda e, ao mesmo tempo, reduzir as emiss\u00f5es de gases poluentes, como o CO2. Entendemos que as solu\u00e7\u00f5es para enfrentar o desafio da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica vir\u00e3o de investimentos em tecnologia e inova\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A Shell abriu em 2016 uma divis\u00e3o de energias renov\u00e1veis e tem feito uma s\u00e9rie de investimentos em biocombust\u00edveis de primeira e segunda gera\u00e7\u00e3o, hidrog\u00eanio, energia solar e e\u00f3lica em diferentes partes do mundo.<\/p>\n<p>\u201cApesar de essas fontes alternativas de energia terem um potencial comercial significativo, ainda n\u00e3o est\u00e3o prontas para sustentarem o futuro do sistema energ\u00e9tico\u201d, disse Ajay Mehta, gerente-geral da Pesquisa de Longo Alcance (LRR, na sigla em ingl\u00eas) da Shell.<\/p>\n<p>Algumas das \u00e1reas que poder\u00e3o dar contribui\u00e7\u00f5es para o surgimento de novas fontes de energia, segundo ele, s\u00e3o as de eletroqu\u00edmica, ci\u00eancia dos materiais, catalisadores estruturados e fen\u00f4menos interfaciais, fen\u00f4menos de transporte, ci\u00eancia computacional, qu\u00edmica dos materiais e bioci\u00eancias.<\/p>\n<p>\u201cDaremos \u00eanfase em \u00e1reas em que queremos construir capacidades, h\u00e1 possibilidade de inova\u00e7\u00e3o ilimitada e t\u00eam impacto em v\u00e1rias aplica\u00e7\u00f5es\u201d, disse Mehta.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea de transportadores de alta densidade de energia, a ideia \u00e9 apoiar por meio do Centro pesquisas relacionadas ao desenvolvimento de rotas eficientes em termos de custo para sintetizar mol\u00e9culas, como hidrog\u00eanio, metanol, hidrocarbonetos e am\u00f4nia, a partir de \u00e1gua, nitrog\u00eanio e di\u00f3xido de carbono, por exemplo.<\/p>\n<p>A divis\u00e3o de armazenamento avan\u00e7ado de energia financiar\u00e1 pesquisas de baterias com eletrodos baseados em intercala\u00e7\u00e3o e convers\u00e3o, eletr\u00f3litos de v\u00e1rios tipos e outros dispositivos de armazenamento, incluindo baterias de fluxo e supercondensadores.<\/p>\n<p>Por sua vez, a divis\u00e3o de convers\u00e3o de metano em produtos estimular\u00e1 a busca de poss\u00edveis novas vias de convers\u00e3o do g\u00e1s em produtos qu\u00edmicos de grande valor comercial, como metanol, acetileno e etileno.<\/p>\n<p>E a divis\u00e3o de ci\u00eancia computacional de materiais pretende avan\u00e7ar na pesquisa de fontes de energia renov\u00e1veis e neutras em carbono a partir da explora\u00e7\u00e3o de ferramentas, novos m\u00e9todos e t\u00e9cnicas computacionais.<\/p>\n<p>O prazo de apresenta\u00e7\u00e3o de propostas para o Centro de Pesquisa em Novas Energias termina em 9 de junho de 2017. A divulga\u00e7\u00e3o dos resultados ser\u00e1 em 1\u00ba de setembro.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m participaram da abertura do evento Carlos Am\u00e9rico Pacheco, diretor-presidente do Conselho T\u00e9cnico-Administrativo da FAPESP, e Jane Zheng, gerente-geral de P&amp;D da Shell no Brasil.<\/p>\n<p>Participaram das apresenta\u00e7\u00f5es e discuss\u00f5es cient\u00edficas Luiz Nunes de Oliveira, coordenador da \u00e1rea de Programas Especiais e Colabora\u00e7\u00f5es em Pesquisa da FAPESP; Joep Huijsmans, assessor t\u00e9cnico s\u00eanior; Leonardo Spanu, pesquisador s\u00eanior; e Fl\u00e1via Cassiola, pesquisadora brasileira da Shell Internacional, Produ\u00e7\u00e3o e Explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A chamada est\u00e1 publicada em: .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elton Alisson \u00a0| \u00a0Ag\u00eancia FAPESP \u2013 A FAPESP e a Shell realizaram em 16 de maio, no audit\u00f3rio da Funda\u00e7\u00e3o, um workshop para apresentar os temas de pesquisa contemplados na conjunta para a constitui\u00e7\u00e3o de um Centro de Pesquisa em Novas Energias. 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