{"id":112938,"date":"2017-05-11T00:11:37","date_gmt":"2017-05-11T03:11:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=112938"},"modified":"2017-05-10T15:25:22","modified_gmt":"2017-05-10T18:25:22","slug":"inflacao-acumulada-em-12-meses-e-de-408-a-menor-desde-julho-de-2007","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/inflacao-acumulada-em-12-meses-e-de-408-a-menor-desde-julho-de-2007\/112938","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses \u00e9 de 4,08%, a menor desde julho de 2007"},"content":{"rendered":"<p> A <strong><em>infla\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong>, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou abril com varia\u00e7\u00e3o de 0,14%, resultado 0,11 ponto percentual inferior ao de mar\u00e7o (0,25%), passando a acumular nos quatro primeiros meses do ano alta de 1,1%. Nos primeiros quatro meses do ano passado a infla\u00e7\u00e3o acumulada pelo IPCA foi de 3,25%.<\/p>\n<p>Os dados foram divulgados no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Com o resultado de abril, a infla\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos doze meses \u00e9 de 4,08%, a menor taxa em doze meses desde os 3,74% de julho de 2007 e 0,83 ponto percentual inferior aos 4,57% acumulados nos doze meses encerrados em mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Os dados do IPCA, a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds, indicam ainda que, em abril de 2016, a taxa havia subido 0,61%. O IPCA \u00e9 calculado pelo IBGE desde 1980, abrange fam\u00edlias com rendimento de at\u00e9 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos e envolve dez regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds, al\u00e9m de Goi\u00e2nia, Campo Grande e Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Energia e combust\u00edveis t\u00eam queda<\/p>\n<p>A queda de 0,11 ponto percentual na taxa do IPCA de mar\u00e7o para abril reflete o recuo dos pre\u00e7os da energia el\u00e9trica e dos combust\u00edveis. Segundo o IBGE, no caso da energia el\u00e9trica os pre\u00e7os ca\u00edram 6,39%, enquanto os pre\u00e7os dos combust\u00edveis tiveram redu\u00e7\u00e3o de 1,95%.<\/p>\n<p>\u201cCom a queda nas contas, a energia, respons\u00e1vel pela significativa parcela de 3,5% da despesa das fam\u00edlias, representou o maior impacto negativo no ranking do m\u00eas (menos 0,22 ponto percentual). J\u00e1 os combust\u00edveis, respons\u00e1veis por parcela ainda mais significativa, de 5% das despesas das fam\u00edlias, vieram em seguida, com menos 0,1 ponto percentual, uma vez que a queda foi menor\u201d, diz o IBGE.<\/p>\n<p>No caso da energia el\u00e9trica, a queda de 6,39% foi influenciada por descontos aplicados sobre as contas, por decis\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), de modo a compensar os consumidores pela cobran\u00e7a indevida, em 2016, do chamado Encargo de Energia de Reserva (EER) destinado a remunerar a usina de Angra III.<\/p>\n<p>Com a redu\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o da energia el\u00e9trica, as despesas com o grupo habita\u00e7\u00e3o ca\u00edram de mar\u00e7o para abril para menos 1,09%, ocorrendo defla\u00e7\u00e3o \u2013 infla\u00e7\u00e3o negativa. Assim, o item habita\u00e7\u00e3o ficou tanto com a mais expressiva queda por grupo quanto com o mais significativo impacto.<\/p>\n<p>J\u00e1 a queda no pre\u00e7o dos combust\u00edveis levou a que o grupo transporte fechasse tamb\u00e9m com defla\u00e7\u00e3o de 0,06%. O litro da gasolina ficou 1,75% mais barato e o etanol, 3,33%. Houve no grupo press\u00e3o das passagens a\u00e9reas, com alta de 15,48%, e dos \u00f4nibus urbanos: 0,69%.<\/p>\n<p>Do lado dos itens que se mostraram em alta sobressai o grupo sa\u00fade e cuidados pessoais (1%), tendo os medicamentos na lideran\u00e7a dos principais impactos no \u00edndice do m\u00eas. \u00c9 que os pre\u00e7os aumentaram 1,95%, gerando impacto de 0,07 ponto percentual.<\/p>\n<p>Em alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas, a varia\u00e7\u00e3o de 0,58% refletiu aumento nos pre\u00e7os de v\u00e1rios produtos, como tomate (29,02%) e batata-inglesa (20,81%). Em contraposi\u00e7\u00e3o aos itens anteriores, alguns produtos, como \u00f3leo de soja (-4,17%) e arroz (-1,69%) ficaram mais baratos.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos \u00edndices regionais, os resultados ficaram entre  -0,22% na regi\u00e3o metropolitana de Salvador e  0,54% no Distrito Federal. Em S\u00e3o Paulo, a taxa variou 0,16% e, no Rio de Janeiro, 0,38%. Em ambos os casos, o resultado ficou acima do IPCA a n\u00edvel nacional de 0,14%.<\/p>\n<p>INPC varia 0,08% em abril<\/p>\n<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC), que mede a infla\u00e7\u00e3o para as fam\u00edlias de menor renda (de at\u00e9 cinco sal\u00e1rios) apresentou varia\u00e7\u00e3o menor do que o IPCA em abril: 0,08%. O resultado \u00e9 0,24 ponto percentual menor que a taxa de mar\u00e7o, cuja alta foi de 0,32%. No acumulado dos \u00faltimos doze meses, o INPC caiu dos 4,57% de mar\u00e7o para 3,99% em abril. Em abril de 2016, o INPC anotou alta de 0,64%.<\/p>\n<p>Os produtos aliment\u00edcios tiveram alta de 0,58% em abril, enquanto em mar\u00e7o registraram alta de 0,32%. Quanto aos \u00edndices regionais, o mais elevado foi o da regi\u00e3o metropolitana de Recife (0,6%). O menor \u00edndice foi registrado em Campo Grande (-0,38%).<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n11\/05\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou abril com varia\u00e7\u00e3o de 0,14%, resultado 0,11 ponto percentual inferior ao de mar\u00e7o (0,25%), passando a acumular nos quatro primeiros meses do ano alta de 1,1%. Nos primeiros quatro meses do ano passado a infla\u00e7\u00e3o acumulada pelo IPCA foi de 3,25%. 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