{"id":112719,"date":"2017-05-08T00:11:53","date_gmt":"2017-05-08T03:11:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=112719"},"modified":"2017-05-06T16:41:40","modified_gmt":"2017-05-06T19:41:40","slug":"desemprego-e-maior-entre-jovens-de-14-a-24-anos-diz-ipea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/desemprego-e-maior-entre-jovens-de-14-a-24-anos-diz-ipea\/112719","title":{"rendered":"Desemprego \u00e9 maior entre jovens de 14 a 24 anos, diz Ipea"},"content":{"rendered":"<p> Moradores da regi\u00e3o Norte, pessoas com n\u00edvel intermedi\u00e1rio de educa\u00e7\u00e3o (que j\u00e1 completaram o ensino fundamental, mas ainda n\u00e3o o m\u00e9dio) e os jovens foram os que mais perderam <strong><em>emprego no pa\u00eds<\/em><\/strong>, em 2016, segundo a 62\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Boletim Mercado de Trabalho, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea).<\/p>\n<p>O documento mostra que, entre os jovens de 14 a 24 anos, o valor m\u00e9dio das taxas de desemprego trimestrais subiu de 20%, em 2015, para 27,2%, em 2016. Entre os adultos de 25 a 59 anos e os mais idosos, acima de 60 anos, tamb\u00e9m houve eleva\u00e7\u00e3o no valor m\u00e9dio das taxas de desemprego trimestrais para o ano de 2016.<\/p>\n<p>Para os adultos, a varia\u00e7\u00e3o das taxas de desemprego, entre 2016 e 2015, foi de 2,2 pontos percentuais, fechando o \u00faltimo trimestre de 2016 com a taxa em 9,1%. Para a popula\u00e7\u00e3o mais idosa, a varia\u00e7\u00e3o foi de 1,1 ponto percentual, chegando a 3,4%.<\/p>\n<p>No recorte por regi\u00f5es, o Nordeste apresentou as maiores taxas de desemprego em 2016, chegando a 14,4% no \u00faltimo trimestre.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escolaridade, a evolu\u00e7\u00e3o mais significativa foi registrada entre estudantes com ensino fundamental completo e m\u00e9dio incompleto, com um crescimento de 4,7 pontos percentuais na taxa de desemprego entre o quarto trimestre de 2016 e o mesmo per\u00edodo de 2015, quando a taxa passou de 12,2% para 16,9%.<\/p>\n<p>Os trabalhadores por conta pr\u00f3pria mantiveram uma trajet\u00f3ria de crescimento, com varia\u00e7\u00e3o de 1,25% na m\u00e9dia de 2016 em rela\u00e7\u00e3o a 2015.<\/p>\n<p>Os demais grupos registraram queda nos respectivos n\u00edveis de ocupa\u00e7\u00e3o, com exce\u00e7\u00e3o dos militares\/estatut\u00e1rios, que cresceram 0,65% no per\u00edodo analisado. Os trabalhadores com carteira e sem carteira assinada apresentaram queda de 3,72% e 0,35%, respectivamente.<\/p>\n<p>Cen\u00e1rio<\/p>\n<p>Segundo o boletim, o \u201ccen\u00e1rio de queda no n\u00edvel de atividade, em 2016, liderou o comportamento do mercado de trabalho, que teve piora nos indicadores de ocupa\u00e7\u00e3o e desemprego\u201d.<\/p>\n<p>Por outro lado, a informalidade e o rendimento do trabalho apresentaram uma evolu\u00e7\u00e3o \u201cum pouco menos preocupante, sinalizando que o processo de deteriora\u00e7\u00e3o desses indicadores estaria perdendo f\u00f4lego\u201d, segundo o boletim.<\/p>\n<p>O documento foi elaborado para avaliar o comportamento do mercado de trabalho brasileiro em 2016, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), considerando o desempenho nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>O instituto leva em conta ainda as informa\u00e7\u00f5es da pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n<p>O valor m\u00e9dio das taxas de desemprego trimestrais, em 2016, foi de 11,51%, enquanto que, em 2015, a taxa foi de 8,52%. \u201cO contexto continuou sendo de queda no n\u00edvel de atividade e de infla\u00e7\u00e3o elevada. Este cen\u00e1rio ditou o tom do comportamento do mercado de trabalho naquele ano, que registrou uma piora sens\u00edvel nos seus principais indicadores, com destaque para um aumento pronunciado da taxa de desemprego\u201d, informa o boletim.<\/p>\n<p>Remunera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O rendimento real do brasileiro registrou um valor m\u00e9dio de R$ 1.978 em 2016, queda de 2,5% comparado ao ano anterior. Os homens tiveram a dminui\u00e7\u00e3o de 3,3% entre os anos de 2015 e 2016, enquanto as mulheres tiveram perda de 1% no rendimento, no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Os mais jovens (14 a 24 anos) apresentaram a maior queda (de 3,6%) no rendimento m\u00e9dio real no ano 2016 em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Os adultos e os mais velhos tamb\u00e9m registraram queda no ano anterio, de 3,0% e 2,9%, respectivamente, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia do ano de 2015.<\/p>\n<p>O boletim aponta que a informalidade registrou taxas semelhantes em 2016 e 2015, sem apresentar uma tend\u00eancia de aumento ao longo de 2016.<\/p>\n<p>Revers\u00e3o de cen\u00e1rio<\/p>\n<p>O boletim indica que os primeiros meses de 2017 apontam para a revers\u00e3o desse cen\u00e1rio e tem \u201cencorajado os analistas a projetarem para esse ano o fim do quadro recessivo no n\u00edvel de atividade e infla\u00e7\u00e3o em queda\u201d. Segundo o Ipea, caso os progn\u00f3sticos sejam confirmados, \u00e9 poss\u00edvel que o mercado de trabalho tenha tenha recupera\u00e7\u00e3o ainda este ano.<\/p>\n<p>Heloisa Cristaldo \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Maria Claudia<br \/>\n08\/05\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Moradores da regi\u00e3o Norte, pessoas com n\u00edvel intermedi\u00e1rio de educa\u00e7\u00e3o (que j\u00e1 completaram o ensino fundamental, mas ainda n\u00e3o o m\u00e9dio) e os jovens foram os que mais perderam emprego no pa\u00eds, em 2016, segundo a 62\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Boletim Mercado de Trabalho, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea). 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