{"id":112130,"date":"2017-04-28T00:06:29","date_gmt":"2017-04-28T03:06:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=112130"},"modified":"2017-04-27T16:07:39","modified_gmt":"2017-04-27T19:07:39","slug":"inovacoes-para-cidades-inteligentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/inovacoes-para-cidades-inteligentes\/112130","title":{"rendered":"Inova\u00e7\u00f5es para cidades inteligentes"},"content":{"rendered":"<p> Maria Fernanda Ziegler | Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Dez empresas paulistas v\u00e3o desenvolver tecnologias e produtos com aplica\u00e7\u00f5es em <em><strong>cidades inteligentes e sustent\u00e1veis<\/strong><\/em>. Selecionadas por meio de  conjunta da FAPESP e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), no \u00e2mbito do Programa PIPE\/PAPPE Subven\u00e7\u00e3o, elas ter\u00e3o suas pesquisas apoiadas por at\u00e9 24 meses.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 primeiro edital do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) sobre cidades inteligentes e poder\u00e3o haver, no futuro, outras chamadas no mesmo tema. A \u00e1rea de cidades inteligentes ganhou destaque nos \u00faltimos anos e possui um \u00f3timo potencial para gerar impactos positivos na sociedade e na economia\u201d, disse Fabio Kon, membro da coordena\u00e7\u00e3o adjunta de Pesquisa para Inova\u00e7\u00e3o da FAPESP.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 que os produtos desenvolvidos pelas empresas sejam aplicados em cidades brasileiras e tamb\u00e9m ganhem escala global. \u201cQuando lan\u00e7amos o edital, em parceria com a Finep, a ideia era que todos os projetos fossem ousados e ambiciosos. N\u00e3o perguntamos se dariam certo ou n\u00e3o. O que queremos \u00e9 pesquisas de qualidade que almejem mercados\u201d, disse Douglas Zampieri, tamb\u00e9m membro da coordena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando se fala em inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, fala-se tamb\u00e9m em alto risco. Para minimizar o risco, os projetos analisados passaram por uma sele\u00e7\u00e3o rigorosa que levou em conta equipe, plano de neg\u00f3cios, viabilidade e capacita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Francisco Luiz Biazini Filho, da Rede Res\u00edduos, participou, com projetos diferentes, das tr\u00eas fases do PIPE. \u201cNo primeiro projeto selecionado, eu era bolsista. No segundo, virei s\u00f3cio da empresa e, agora, sou coordenador. Gra\u00e7as ao apoio do PIPE, a Rede Res\u00edduos cresceu, e hoje temos v\u00e1rios clientes\u201d, disse.<\/p>\n<p>Com proposta selecionada na chamada Cidades Inteligentes, Biazini Filho e equipe desenvolver\u00e3o um sistema de rastreabilidade e telemetria que acompanha desde a origem do lixo at\u00e9 a sua transforma\u00e7\u00e3o em produto reciclado.<\/p>\n<p>O sistema informar\u00e1 quando as ca\u00e7ambas e os cont\u00eaineres de lixo estiverem cheios, o que facilitar\u00e1 a log\u00edstica da coleta de res\u00edduos na cidade. Al\u00e9m disso, o sistema ir\u00e1 gerar indicadores, m\u00e9tricas e uma s\u00e9rie de informa\u00e7\u00f5es para aprimorar o processo de coleta.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma \u00e1rea de muita emerg\u00eancia. Nenhum munic\u00edpio hoje no Brasil est\u00e1 com o problema de res\u00edduos equacionado. Qualquer cidade gasta em m\u00e9dia 5% do or\u00e7amento com a limpeza p\u00fablica e todos est\u00e3o sendo pressionados para gerar economia, envolver os catadores e criar processos mais eficientes\u201d, disse Biazini Filho.<\/p>\n<p>O projeto de monitoramento e telemetria das ca\u00e7ambas fecha um ciclo iniciado nos projetos realizados pela empresa nas Fases 1 e 2 do PIPE ao disponibilizar o sistema que conecta em rede grandes geradores de res\u00edduos com recicladores, transportadores e empresas de tratamento.<\/p>\n<p>\u201cA Rede Res\u00edduos j\u00e1 trabalha na reciclagem para reduzir o lixo no aterro. Agora, vamos atacar a outra ponta da quest\u00e3o e gerar economia no custo da log\u00edstica de coleta\u201d, disse Biazini Filho.<\/p>\n<p>Bikes e ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica<\/p>\n<p>A Pullup, empresa de engenharia eletr\u00f4nica de olho no futuro das cidades a partir das bicicletas, tamb\u00e9m teve seu projeto aprovado na chamada FAPESP-Finep. O projeto SmartBike usa uma plataforma de Internet da Coisas associada \u00e0s bicicletas para coletar e gerenciar dados sobre mobilidade urbana.<\/p>\n<p>\u201cT\u00ednhamos o projeto h\u00e1 mais de um ano antes de nos inscrevermos no edital. Boa parte dos elementos f\u00edsicos j\u00e1 est\u00e1 desenvolvida e, agora que fomos selecionados, vamos finalizar o produto e entrar no mercado \u201d, disse Conrado de Vitor, um dos s\u00f3cios da Pullup.<\/p>\n<p>O projeto de bicicletas inteligentes ser\u00e1 feito em tr\u00eas etapas. A primeira cria um aplicativo para assessorar o ciclista com rotas e um dispositivo com sensores de LED para afixar na roda da bicicleta. Ele tem como fun\u00e7\u00f5es principais chamar a aten\u00e7\u00e3o (para evitar colis\u00f5es) e capturar informa\u00e7\u00f5es sobre velocidade, acelera\u00e7\u00e3o, trepida\u00e7\u00e3o e at\u00e9 umidade da ciclovia e po\u00e7as de \u00e1gua.<\/p>\n<p>A segunda etapa consiste em desenvolver uma infraestrutura de coleta de dados nas vias. Ser\u00e3o instalados detectores (beacons) para captar informa\u00e7\u00f5es sobre fluxo de ciclistas e condi\u00e7\u00f5es da ciclovia. Os dispositivos de comunica\u00e7\u00e3o sem fio conectados na ciclovia far\u00e3o troca de dados com as bicicletas e ser\u00e3o conectados tamb\u00e9m a uma rede central, que por sua vez estar\u00e1 conectada \u00e0 internet.<\/p>\n<p>A terceira etapa do projeto \u00e9 de desenvolvimento de um software de intelig\u00eancia de dados. \u201cCom o software, teremos condi\u00e7\u00f5es de gerar informa\u00e7\u00f5es do estado das ciclovias, rota e tr\u00e1fego de ciclistas. Esses dados dar\u00e3o uma base te\u00f3rica para determinar a\u00e7\u00f5es da prefeitura, como a cria\u00e7\u00e3o de novas ciclovias\u201d, disse Rafael Mosna, cofundador da empresa.<\/p>\n<p>A Pullup estuda a instala\u00e7\u00e3o de um piloto do projeto. \u201c\u00c9 importante ter um piloto, pois no mercado n\u00e3o h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o com a abordagem sist\u00eamica do projeto, que integra os aparelhos fisicamente acoplados \u00e0s bikes e \u00e0 internet\u201d, explica Mosna.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 que os dados coletados n\u00e3o fiquem apenas com as prefeituras e sejam disponibilizados tamb\u00e9m para outras empresas, incentivando a cria\u00e7\u00e3o de outros aplicativos, sistemas, mapas e servi\u00e7os. \u201c\u00c9 fundamental que essa plataforma seja aberta e outras empresas se somem a este esfor\u00e7o para criar cidades mais acess\u00edveis aos ciclistas\u201d, disse De Vitor.<\/p>\n<p>Ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica<\/p>\n<p>Tornar um sistema capaz de operar com m\u00faltiplos servi\u00e7os \u00e9 o que norteia o projeto de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica da Desh Tecnologia, tamb\u00e9m selecionada no edital. A empresa desenvolve um sistema de comunica\u00e7\u00e3o, sem fio e via r\u00e1dio, para fazer o controle de lumin\u00e1rias p\u00fablicas de um bairro ou uma cidade.<\/p>\n<p>\u201cA ilumina\u00e7\u00e3o \u00e9 uma \u00f3tima base para desenvolvermos o sistema. Nosso objetivo maior est\u00e1 em fazer com que a rede implantada para a ilumina\u00e7\u00e3o se torne dispon\u00edvel para uma s\u00e9rie de outras solu\u00e7\u00f5es, como controlar sem\u00e1foros, estacionamento e tr\u00e1fego ou medir energia e \u00e1gua\u201d, disse Douglas Malvar Ribas, s\u00f3cio da Desh.<\/p>\n<p>O sistema de ilumina\u00e7\u00e3o inteligente ter\u00e1 tr\u00eas elementos. O primeiro \u00e9 a c\u00e9lula de controle de ilumina\u00e7\u00e3o, um r\u00e1dio que vai na lumin\u00e1ria p\u00fablica e a liga, desliga, controla intensidade e d\u00e1 diagn\u00f3sticos. H\u00e1 ainda r\u00e1dios-mestres concentradores fixados em locais estrat\u00e9gicos e que se comunicam com todas as lumin\u00e1rias e as conectam com uma central de controle. O terceiro elemento \u00e9 o software que fica na central e faz todo o controle da rede.<\/p>\n<p>\u201cUm ponto muito importante no programa PIPE-FAPESP, desde a d\u00e9cada de 1990, \u00e9 um bem n\u00e3o tang\u00edvel: a incorpora\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o dentro das empresas. Os relatos das empresas de sucesso que passaram pelo programa s\u00e3o un\u00e2nimes em dizer que o PIPE-FAPESP ajudou a trazer n\u00e3o apenas a inova\u00e7\u00e3o para dentro da empresa, mas trouxe tamb\u00e9m a gest\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o\u201d, disse Zampieri.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o das empresas selecionadas na chamada Cidades-Inteligentes\/Cidades Sustent\u00e1veis est\u00e1 dispon\u00edvel em: .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Fernanda Ziegler | Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Dez empresas paulistas v\u00e3o desenvolver tecnologias e produtos com aplica\u00e7\u00f5es em cidades inteligentes e sustent\u00e1veis. 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