{"id":108301,"date":"2017-03-06T00:28:30","date_gmt":"2017-03-06T03:28:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=108301"},"modified":"2017-03-05T18:52:45","modified_gmt":"2017-03-05T21:52:45","slug":"recuperacao-de-precos-de-commodities-contribuiu-para-superavit-comercial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/recuperacao-de-precos-de-commodities-contribuiu-para-superavit-comercial\/108301","title":{"rendered":"Recupera\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os de commodities contribuiu para super\u00e1vit comercial"},"content":{"rendered":"<p> A recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os das <strong><em>commodities<\/em><\/strong> (produtos b\u00e1sicos com cota\u00e7\u00e3o internacional) contribuiu para o aumento das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras e, consequentemente, para o saldo positivo da balan\u00e7a comercial em janeiro e fevereiro. No primeiro bimestre deste ano, a balan\u00e7a acumula saldo positivo de US$ 7,3 bilh\u00f5es, maior resultado para o per\u00edodo desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 1989.<\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio de Com\u00e9rcio Exterior do Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os, Abr\u00e3o Neto, uma parcela do movimento de alta de pre\u00e7os \u00e9 explicada pela base de compara\u00e7\u00e3o baixa. \u201cParte dessa explica\u00e7\u00e3o deve-se a uma base de compara\u00e7\u00e3o muito baixa no ano passado, mas h\u00e1 de fato uma recomposi\u00e7\u00e3o parcial nos pre\u00e7os das commodities minerais\u201d, destacou Neto.<\/p>\n<p>O petr\u00f3leo bruto e o min\u00e9rio de ferro, exemplos de commodities minerais, registraram respectivamente alta de 75,1% e 131,7% nos pre\u00e7os no primeiro bimestre deste ano em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2016. J\u00e1 o volume exportado subiu 61,3%, no caso do petr\u00f3leo, e caiu 3,1%, no do min\u00e9rio de ferro.<\/p>\n<p>\u201cA alta do pre\u00e7o do petr\u00f3leo parece ter consist\u00eancia, em raz\u00e3o dos acordos entre os produtores. No caso do min\u00e9rio de ferro, \u00e9 preciso observar por um pouco mais de tempo para saber a consist\u00eancia desse aumento\u201d, disse Abr\u00e3o. A alta nas exporta\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo bruto contribuiu para uma conta-petr\u00f3leo positiva no in\u00edcio deste ano, com super\u00e1vit de US$ 1,8 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Pre\u00e7o e quantidade<\/p>\n<p> Outras commodities cujos pre\u00e7os subiram no primeiro bimestre foram soja (12,7%), carne de frango in natura (21,2%), caf\u00e9 em gr\u00e3o (19,2%) e milho (2,9%). Enquanto o volume embarcado de soja e frango aumentou, respectivamente 77,3% e 6,3%, a quantidade embarcada de caf\u00e9 recuou 9,8%. Em rela\u00e7\u00e3o ao milho, o volume e o valor exportados ca\u00edram cerca de 80%, em raz\u00e3o da quebra de safra.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m houve alta de pre\u00e7os e volume exportado em produtos industrializados, caso dos autom\u00f3veis de passageiros e ve\u00edculos de carga. No primeiro caso, o pre\u00e7o aumentou 2,1%, e o total vendido para o exterior cresceu 27,4%. No segundo, o pre\u00e7o foi 4,5% maior em rela\u00e7\u00e3o ao do primeiro bimestre de 2016, e o volume vendido subiu 52,7% no mesmo per\u00edodo de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No geral, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras registraram alta de 21,5% nos pre\u00e7os no primeiro bimestre deste ano na compara\u00e7\u00e3o com os dois primeiros meses do ano passado. O volume exportado recuou 0,9% no mesmo per\u00edodo. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o inversa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 verificada em 2016, quando os pre\u00e7os das commodities estavam em queda e a quantidade exportada de algumas compensava o movimento.<\/p>\n<p>Importa\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Do lado das importa\u00e7\u00f5es, a situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 diferente este ano. As compras do Brasil no exterior tiveram, em fevereiro, o terceiro m\u00eas consecutivo de alta. Em 2016, o pa\u00eds registrou super\u00e1vit comercial anual recorde \u2013 de US$ 47,69 bilh\u00f5es \u2013 mas exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es estavam em queda. O saldo positivo s\u00f3 ocorreu em raz\u00e3o do recuo mais intenso do lado das importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos dois primeiros meses deste ano, o pre\u00e7o dos produtos importados ficou est\u00e1vel \u2013 alta de 0,1% ante igual per\u00edodo de 2016 \u2013 e o volume registrou alta de 9,2%. De acordo com Abr\u00e3o Neto, o principal motivo para essa recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 o reaquecimento da economia brasileira.<\/p>\n<p>\u201cO aumento das importa\u00e7\u00f5es est\u00e1 muito relacionado a um aumento da demanda interna, pelo perfil dos setores que cresceram: combust\u00edveis e bens intermedi\u00e1rios. Esse terceiro crescimento mensal e de bens intermedi\u00e1rios nos indica um sinal importante de aquecimento da economia\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Com\u00e9rcio Exterior reafirmou que, para este ano, o minist\u00e9rio prev\u00ea super\u00e1vit no mesmo patamar dos US$ 47,69 bilh\u00f5es registrados em 2016. \u201cPode ser um pouco mais ou menos\u201d.<\/p>\n<p>Mariana Branco \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Juliana Andrade<br \/>\n06\/03\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os das commodities (produtos b\u00e1sicos com cota\u00e7\u00e3o internacional) contribuiu para o aumento das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras e, consequentemente, para o saldo positivo da balan\u00e7a comercial em janeiro e fevereiro. 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