{"id":107011,"date":"2017-02-16T01:07:26","date_gmt":"2017-02-16T03:07:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=107011"},"modified":"2017-02-15T22:45:22","modified_gmt":"2017-02-16T00:45:22","slug":"setor-de-servicos-fecha-2016-com-queda-de-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/setor-de-servicos-fecha-2016-com-queda-de-5\/107011","title":{"rendered":"Setor de Servi\u00e7os fecha 2016 com queda de 5%"},"content":{"rendered":"<p> O <strong><em>setor de servi\u00e7os<\/em><\/strong> fechou o ano passado com queda acumulada de 5% em rela\u00e7\u00e3o a 2015 &#8211; a maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2012. Esta \u00e9 a segunda queda consecutiva, tendo em vista que em 2015 o setor j\u00e1 havia fechado com retra\u00e7\u00e3o de 3,6%.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Servi\u00e7os e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Eles mostram que, em dezembro do ano passado, no entanto, o setor fechou com crescimento de 0,6% em rela\u00e7\u00e3o a novembro (s\u00e9rie livre de influ\u00eancias sazonais).<\/p>\n<p>O crescimento de dezembro de 2016 foi o segundo consecutivo, tendo em vista que, em novembro, ainda na s\u00e9rie dessazonalizada, o setor havia registrado pequeno crescimento: 0,2%.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a dezembro de 2015, o setor registrou queda de 5,7%, a maior para o m\u00eas de dezembro nessa compara\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio da s\u00e9rie em 2012.<\/p>\n<p>Os dados do IBGE indicam que a receita nominal registrou varia\u00e7\u00e3o de 0,5% em dezembro, frente a novembro, na s\u00e9rie com ajuste sazonal. Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano anterior, houve queda de 1,5%. No resultado acumulado de 2016, o setor de servi\u00e7os fechou negativo em 0,1%.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do T\u00e9cnico da Coordena\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os e Com\u00e9rcio do IBGE, Roberto Saldanha, a queda acumulada no setor nada mais \u00e9 do que o reflexo da retra\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica como um todo, e da industrial em particular.<\/p>\n<p> Para Saldanha, a recupera\u00e7\u00e3o do setor s\u00f3 vir\u00e1 com uma recupera\u00e7\u00e3o segura e cont\u00ednua da economia. Saldanha disse que a retra\u00e7\u00e3o do ano passado reflete o desaquecimento da atividade econ\u00f4mica, de um modo geral e, em particular, a restri\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria dos governos.<\/p>\n<p>\u201cCom os governos investindo menos, h\u00e1 menor contrata\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, menos investimentos por parte dos governos e por extens\u00e3o tamb\u00e9m das empresas. E o setor de servi\u00e7os \u00e9 o reflexo do desaquecimento das atividades econ\u00f4micas de uma maneira geral e da redu\u00e7\u00e3o dos gastos dos governos em todos os n\u00edveis \u2013 federal, estadual e municipal\u201d.<\/p>\n<p>No entendimento de Saldanha, quando a economia entra em um processo de recess\u00e3o, \u00e9 exatamente o setor de servi\u00e7os o \u00faltimo a sentir. \u201cEle \u00e9 o \u00faltimo a sentir a retra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, mas tamb\u00e9m \u00e9 o \u00faltimo a se recuperar, porque depende essencialmente dos outros setores da economia.\u201d<\/p>\n<p>Influ\u00eancias<\/p>\n<p>A queda no setor de servi\u00e7os em 2016 teve forte influ\u00eancia da \u00e1rea de transportes, servi\u00e7os auxiliares e correio, que chegou a retrair no ano passado (-7,6%), com destaque para o transporte terrestre, com -10,4%.<\/p>\n<p>A retra\u00e7\u00e3o do transporte est\u00e1 ligada ao comportamento negativo da economia brasileira, principalmente no que diz respeito \u00e0 ind\u00fastria, que mais demanda o servi\u00e7o, tanto para o consumo de mat\u00e9rias-primas quanto para a distribui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, afirmam economistas do IBGE. \u201cNesse aspecto, \u00e9 importante ressaltar a forte depend\u00eancia do transporte de cargas (rodovi\u00e1rio, ferrovi\u00e1rio e dutovi\u00e1rio) em rela\u00e7\u00e3o ao setor industrial.&#8221; Por isso, o IBGE avalia que \u201ca recupera\u00e7\u00e3o dessa atividade vai depender da recupera\u00e7\u00e3o do setor industrial\u201d.<\/p>\n<p>Regi\u00f5es<\/p>\n<p>A queda de 5,7% no setor de servi\u00e7os em dezembro do ano passado frente a dezembro de 2015 reflete resultados negativos em todas as unidades da Federa\u00e7\u00e3o, sendo que as maiores varia\u00e7\u00f5es foram registradas em Mato Grosso (-33,1%), Rond\u00f4nia (-19,6%) e Tocantins (-18,5%). Tamb\u00e9m fecharam com resultados negativos o Distrito Federal (-13,6%), o Cear\u00e1 (-10,9%), o Rio de Janeiro (-7,3%), o Esp\u00edrito Santo (-5,8%), Minas Gerais (-5,2%), a Bahia (-2,4%), o Paran\u00e1 (-2%) e Santa Catarina (-1,5%).<\/p>\n<p>Ainda na compara\u00e7\u00e3o com dezembro de 2015, s\u00e9rie sem ajuste sazonal, fecharam com varia\u00e7\u00f5es positivas Goi\u00e1s, onde o crescimento chegou a 13,9%; Pernambuco (8,2%); S\u00e3o Paulo (7,3%); e Rio Grande do Sul (1,4%).<\/p>\n<p> Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Adjuto<br \/>\n16\/02\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor de servi\u00e7os fechou o ano passado com queda acumulada de 5% em rela\u00e7\u00e3o a 2015 &#8211; a maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2012. Esta \u00e9 a segunda queda consecutiva, tendo em vista que em 2015 o setor j\u00e1 havia fechado com retra\u00e7\u00e3o de 3,6%. 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