{"id":106832,"date":"2017-02-14T01:09:44","date_gmt":"2017-02-14T03:09:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=106832"},"modified":"2017-02-13T22:48:36","modified_gmt":"2017-02-14T00:48:36","slug":"varejo-perde-1087-mil-pontos-de-venda-em-2016-diz-cnc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/varejo-perde-1087-mil-pontos-de-venda-em-2016-diz-cnc\/106832","title":{"rendered":"Varejo perde 108,7 mil pontos de venda em 2016, diz CNC"},"content":{"rendered":"<p> O <strong><em>varejo brasileiro<\/em><\/strong> registrou no ano passado o fechamento l\u00edquido de 108,7 mil lojas com v\u00ednculo empregat\u00edcio em todo o pa\u00eds. \u00c9 o pior resultado da s\u00e9rie hist\u00f3rica desde 2005, quando o com\u00e9rcio varejista fechou com um saldo l\u00edquido positivo de mais de 45 mil lojas abertas. <\/p>\n<p>Os dados foram divulgados pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC). A entidade explica que, apesar de fechar 2016 com o pior resultado desde 2005, a queda do n\u00famero de lojas foi menos acentuada no segundo semestre do ano passado, o que pode ser um ind\u00edcio de que a economia est\u00e1 come\u00e7ando a dar sinais de recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No setor varejista, por\u00e9m, esta recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 fr\u00e1gil. Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, o economista da CNC Fabio Bentes disse que 2016 foi um ano para o setor varejista esquecer.<\/p>\n<p>\u201cFoi mais um ano ruim para o setor. Foi ainda pior do que 2015 quando o n\u00famero l\u00edquido de pontos de vendas fechados atingiu 101,9, o pior resultado do setor. E o varejo \u00e9 um setor intensivo de m\u00e3o de obra. E, pelos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, em 2015 o setor registrou o fechamento de 175 mil postos de trabalho, o pior resultado da s\u00e9rie iniciada em 2004. E o incr\u00edvel \u00e9 que em 2016 este saldo negativo se agravou: foram fechados 282 mil postos de trabalho no varejo,\u201d acrescentou.<\/p>\n<p>Bentes afirmou que &#8220;foi um ano para o varejo esquecer, mesmo. Um ano em que o bolso do consumidor andou bastante surrado pela infla\u00e7\u00e3o alta, pela restri\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito e pelo medo do desemprego, que acaba afetando as compras a prazo.\u201d<\/p>\n<p>A CNC ressalta o fato de que a Pesquisa Mensal do Com\u00e9rcio (PMC) [do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE)] indicar que, entre janeiro e novembro de 2016, o volume de vendas do setor varejista registrou recuo de 8,8% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior, tendo rela\u00e7\u00e3o direta com a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de lojas.<\/p>\n<p>\u201cA falta de dinamismo no mercado de trabalho e o cr\u00e9dito mais caro e restrito explicam parte significativa das perdas de vendas nos \u00faltimos anos. E o term\u00f4metro mais dram\u00e1tico da crise que ainda assola o setor \u00e9 o n\u00famero recorde de lojas que fecharam as portas ano passado\u201d, diz o economista.<\/p>\n<p>Recupera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Segundo Fabio Bentes, apesar do grande n\u00famero de lojas fechadas ao longo do ano, o setor j\u00e1 come\u00e7a a mostrar desacelera\u00e7\u00e3o da queda do n\u00famero de estabelecimentos.<\/p>\n<p>De acordo com a CNC, de janeiro a junho de 2016, o varejo perdeu 67,6 mil pontos de venda, ao passo que, no segundo semestre, o setor registrou o fechamento l\u00edquido de 41,1 mil lojas \u2013 n\u00famero tamb\u00e9m inferior ao observado na segunda metade de 2015, quando a perda foi 74,1 mil lojas. No total, o ano de 2015 perdeu 101,9 mil lojas.<\/p>\n<p>A pesquisa da CNC mostra que lideraram os fechamento de lojas os ramos de hiper esupermercados, produtos aliment\u00edcios, bebidas e fumo (-34,8 mil lojas), lojas de vestu\u00e1rio, cal\u00e7ados e acess\u00f3rios (-20,6 mil) e lojas de materiais de constru\u00e7\u00e3o (-11,5 mil).<\/p>\n<p>Segundo a CNC, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o dos hiper e supermercados \u2013 que sofreram com a escalada dos pre\u00e7os no atacado no in\u00edcio de 2016 \u2013, os demais segmentos analisados foram atingidos pelo encarecimento do cr\u00e9dito, tanto para consumidores quanto para a obten\u00e7\u00e3o de capital de giro nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Por regi\u00f5es e por porte<\/p>\n<p>O estudo da CNC revela que todos os estados apresentaram queda no n\u00famero de lojas, fato in\u00e9dito em 12 anos de pesquisa. S\u00e3o Paulo foi o estado mais afetado (-30,7 mil lojas), seguido por Rio de Janeiro (-11,1 mil) e Minas Gerais (-10,3 mil).<\/p>\n<p>Por categoria de empreendimento, as micro (-32,7 mil) e pequenas empresas (-39,6 mil) \u2013 que empregam at\u00e9 9 pessoas e de 10 a 49 funcion\u00e1rios, respectivamente \u2013 foram as mais afetadas pelo momento econ\u00f4mico em 2016.<\/p>\n<p>No ano anterior, este segmento respondia por 98,6% dos pontos de venda do varejo nacional e empregava 76,5% da for\u00e7a de trabalho do setor. Lojas de m\u00e9dio porte, com 50 a 99 empregados, tiveram perda de 12,9 mil pontos de venda. Os grandes varejistas, com mais de 99 funcion\u00e1rios, fecharam 23,5 mil lojas.<\/p>\n<p>Expectativa para 2017<\/p>\n<p>Para a CNC, ap\u00f3s dois anos de fechamento l\u00edquido de pontos de venda em 2017, o n\u00famero de lojas dever\u00e1 apresentar estabilidade. \u201cAl\u00e9m de o fechamento de pontos de venda estar ocorrendo em um ritmo menos intenso desde o segundo semestre do ano passado, a tend\u00eancia de queda da infla\u00e7\u00e3o poder\u00e1 abrir espa\u00e7o para a recupera\u00e7\u00e3o do consumo por parte das fam\u00edlias, bem como para a esperada queda nas taxas de juros aos consumidores e empres\u00e1rios do varejo\u201d, acrescenta Bentes.<\/p>\n<p>\u201cOlhando para a frente, dificilmente, a gente poder\u00e1 ter um ano pior. Principalmente pela queda da infla\u00e7\u00e3o, que dever\u00e1 fechar o ano em torno dos 4,5% e tamb\u00e9m porque, no segundo semestre, com uma taxa de infla\u00e7\u00e3o menor, abre-se espa\u00e7o para uma queda maior das taxas de juros, aquelas compras a prazo que vinham sendo prejudicadas pelas taxas de juros tendem a ser menos afetadas\u201d, explicou.<\/p>\n<p>\u00c9 por esses e outros fatores que, na avalia\u00e7\u00e3o da CNC, o setor varejista trabalha com uma expectativa de estabilidade para 2017.  \u201cAs vendas n\u00e3o tendem a crescer muito, mas tamb\u00e9m param de cair, e devem ficar pr\u00f3ximas de 0. Com isso, o n\u00famero de empregos e lojas abertas tende a estabilizar, embora em patamares pr\u00f3ximo de 0 \u2013 tanto no que diz respeito \u00e0s vendas como na abertura do n\u00famero de lojas.\u201d<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Bentes, para que a situa\u00e7\u00e3o melhore de forma significativa, falta o ingrediente fundamental para esta reativa\u00e7\u00e3o das vendas &#8211; que \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de emprego. \u201cA recupera\u00e7\u00e3o do emprego \u00e9 ponto fundamental para que isso ocorra, porque, ao contr\u00e1rio de outros pa\u00edses, no Brasil a renda do mercado de trabalho responde pela quase totalidade do consumo. Ent\u00e3o, para que o varejo se recupere \u00e9 preciso haver melhora do emprego e da renda. E a gente sabe que em um per\u00edodo de crise o mercado de trabalho \u00e9 a \u00faltima coisa a reagir,&#8221; concluiu o economista.<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Val\u00e9ria Aguiar<br \/>\n14\/02\/2017 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O varejo brasileiro registrou no ano passado o fechamento l\u00edquido de 108,7 mil lojas com v\u00ednculo empregat\u00edcio em todo o pa\u00eds. \u00c9 o pior resultado da s\u00e9rie hist\u00f3rica desde 2005, quando o com\u00e9rcio varejista fechou com um saldo l\u00edquido positivo de mais de 45 mil lojas abertas. 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