{"id":106201,"date":"2017-02-06T01:09:50","date_gmt":"2017-02-06T03:09:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=106201"},"modified":"2017-02-05T18:11:40","modified_gmt":"2017-02-05T20:11:40","slug":"diagnostico-tardio-de-cancer-de-mama-preocupa-mastologistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/diagnostico-tardio-de-cancer-de-mama-preocupa-mastologistas\/106201","title":{"rendered":"Diagn\u00f3stico tardio de c\u00e2ncer de mama preocupa mastologistas"},"content":{"rendered":"<p> A mamografia, exame que detecta o <strong><em>c\u00e2ncer de mama<\/em><\/strong>, aliado ao exame cl\u00ednico e ao autoexame s\u00e3o considerados elementos essenciais para a preven\u00e7\u00e3o de novas mortes pela doen\u00e7a, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Ant\u00f4nio Luiz Frasson.<\/p>\n<p>Segundo a SBM, o Brasil registra 58 mil casos de c\u00e2ncer de mama por ano e a maioria \u00e9 detectada com les\u00f5es muito grandes. \u201cAproximadamente 50% dos casos s\u00e3o detectados com mais de 5 cent\u00edmetros. Isso significa que existe um descaso com o problema\u201d, informou Frasson. Outra dificuldade, segundo ele, \u00e9 o acesso ao tratamento quando a mulher detecta um tumor.<\/p>\n<p>O presidente da SBM disse que o retardo do diagn\u00f3stico preocupa a todos os mastologistas. Cada mil\u00edmetro de tumor implica risco de mais ou menos 1% de que a doen\u00e7a se espalhe. Caso se detecte um tumor de 5 cent\u00edmetros, o risco de que, no momento do diagn\u00f3stico, j\u00e1 exista met\u00e1stese \u00e9 muito alto.<\/p>\n<p>Diagn\u00f3stico precoce<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia do diagn\u00f3stico precoce, que \u00e9 feito com exame cl\u00ednico e que permite identificar les\u00f5es de 2 cent\u00edmetros, \u00e9 destacada pela Sociedade Brasileira de Mastologia. Com a mamografia, s\u00e3o identificadas les\u00f5es muitas vezes milim\u00e9tricas. A SBM recomenda que a mamografia seja feita a partir dos 40 anos, porque em muitas regi\u00f5es do Brasil a incid\u00eancia de c\u00e2ncer de mama em mulheres entre 40 e 50 anos n\u00e3o \u00e9 pequena. Varia entre 20% e 40%, informou o especialista.<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Luiz Frasson explicou que n\u00e3o \u00e9 recomendada a mamografia antes dos 40 anos porque a mama \u00e9 bastante densa nessa faixa et\u00e1ria, o que reduz a efic\u00e1cia do exame. Para o grupo de mulheres com menos de 40 anos, a institui\u00e7\u00e3o procura orientar sobre os fatores de risco, em especial a hist\u00f3ria familiar. No grupo de mulheres com risco familiar, recomenda-se um acompanhamento a partir dos 20, ou no m\u00e1ximo, 25 anos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s orientamos muito sobre a quest\u00e3o dos fatores de risco, especialmente relacionados com a hist\u00f3ria familiar, porque quando existe um risco familiar \u00e9 muito comum que os tumores apare\u00e7am antes dos 40 anos. Para essa popula\u00e7\u00e3o com menos de 40 anos e com hist\u00f3rico familiar, recomendamos ultrassom e resson\u00e2ncia de mama, que s\u00e3o exames mais sens\u00edveis nessa faixa et\u00e1ria\u201d, disse Frasson.<\/p>\n<p>Ele confirmou que existe no Brasil a percep\u00e7\u00e3o de que um grande n\u00famero de casos de tumor de mama est\u00e1 ocorrendo antes dos 40 anos. Para esse grupo de mulheres, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 que quando fa\u00e7am revis\u00e3o ginecol\u00f3gica, o pr\u00f3prio ginecologista avalie a mama e fique atento a qualquer queixa mam\u00e1ria. \u201cQualquer altera\u00e7\u00e3o na mama deve desencadear uma investiga\u00e7\u00e3o\u201d. Entre essas altera\u00e7\u00f5es, est\u00e3o caro\u00e7os nos seios; alergia nos mamilos; pele retra\u00edda; incha\u00e7o e sensa\u00e7\u00e3o de calor; ferida nos seios; mudan\u00e7a na pele ao redor do mamilo; secre\u00e7\u00e3o pelo bico do seio. A pr\u00f3pria mulher, no autoexame, deve estar atenta a esses sinais. \u201cNingu\u00e9m melhor do que a pr\u00f3pria mulher para perceber altera\u00e7\u00f5es precocemente\u201d.<\/p>\n<p>Peculiaridades<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Luiz Frasson destacou que o pa\u00eds tem peculiaridades diferentes da Europa e dos Estados Unidos, onde as pessoas fazem muita avalia\u00e7\u00e3o. \u201cVoc\u00ea pega tumores muito menores\u201d. Vinte e cinco por cento dos tumores na Europa, por exemplo, n\u00e3o s\u00e3o palp\u00e1veis; s\u00e3o muito pequenos e descobertos por exames. No Brasil, isso n\u00e3o atinge 5% dos casos.<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o, no Brasil, a gente recomenda muito o autoexame, porque a mulher conhecendo e estando acostumada com a avalia\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria mama, frente a qualquer altera\u00e7\u00e3o ela pode perceber e investigar\u201d. O autoexame deve ser feito ap\u00f3s o per\u00edodo menstrual, quando a mama est\u00e1 menos inchada e mais suscet\u00edvel a perceber qualquer altera\u00e7\u00e3o. Havendo qualquer mudan\u00e7a, a mulher deve procurar um m\u00e9dico para que a investiga\u00e7\u00e3o seja feita.<\/p>\n<p>Frasson reiterou que o problema do c\u00e2ncer de mama no Brasil \u00e9 muito s\u00e9rio, porque al\u00e9m do retardo do diagn\u00f3stico, existe uma dificuldade no atendimento no \u00e2mbito do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), onde as pessoas podem levar mais de seis meses para conseguir acesso. \u201c\u00c0s vezes, a pessoa detecta o tumor, mas at\u00e9 conseguir uma consulta no posto de sa\u00fade e ser encaminhada a um hospital de refer\u00eancia para investiga\u00e7\u00e3o, pode levar de seis meses a um ano. Esse processo tem que ser agilizado tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Alana Gandra &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Adjuto<br \/>\n06\/02\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mamografia, exame que detecta o c\u00e2ncer de mama, aliado ao exame cl\u00ednico e ao autoexame s\u00e3o considerados elementos essenciais para a preven\u00e7\u00e3o de novas mortes pela doen\u00e7a, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Ant\u00f4nio Luiz Frasson. 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