{"id":105958,"date":"2017-02-02T01:16:47","date_gmt":"2017-02-02T03:16:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=105958"},"modified":"2017-02-01T22:18:11","modified_gmt":"2017-02-02T00:18:11","slug":"modelo-matematico-auxilia-a-entender-o-zumbido-de-ouvido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/modelo-matematico-auxilia-a-entender-o-zumbido-de-ouvido\/105958","title":{"rendered":"Modelo matem\u00e1tico auxilia a entender o zumbido de ouvido"},"content":{"rendered":"<p> Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Os resultados de uma pesquisa conduzida no Instituto de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e de Computa\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo (ICMC\/USP) em S\u00e3o Carlos est\u00e3o sendo usados para desenvolver um modelo matem\u00e1tico que ajude a compreender como funciona o c\u00e9rebro de portadores de um dist\u00farbio que leva o nome de Tinnitus, mais conhecido como <em><strong>zumbido de ouvido<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>De acordo com dados da Associa\u00e7\u00e3o de Pesquisa Interdisciplinar e Divulga\u00e7\u00e3o do Zumbido (Apidiz), o dist\u00farbio acomete cerca de 20% da popula\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p>Com base em dados de cerca de 3 mil pacientes, o projeto est\u00e1 sendo desenvolvido pelo iraniano Iman Ghodratitoostani, que realiza seu doutorado no Brasil sob orienta\u00e7\u00e3o de , pesquisador do Centro de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas Aplicadas \u00e0 Ind\u00fastria (), um dos Centros de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o () apoiados pela FAPESP. O estudo integra o acordo de coopera\u00e7\u00e3o entre a FAPESP e o Conselho de Ci\u00eancias Cognitivas e Tecnol\u00f3gicas do Ir\u00e3.<\/p>\n<p>Intitulada \u201cValida\u00e7\u00e3o de modelo neurofuncional do zumbido via estimula\u00e7\u00e3o transcraniana por corrente cont\u00ednua de alta defini\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o por resson\u00e2ncia magn\u00e9tica funcional com eletroencefalograma de repouso&#8221;, a pesquisa recolhe dados em duas frentes: entrevistas com pacientes e informa\u00e7\u00f5es registradas em resson\u00e2ncia magn\u00e9tica e eletroencefalograma.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es coletadas s\u00e3o analisadas por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores: USP S\u00e3o Carlos, Instituto de Estudos de Ci\u00eancia Cognitiva do Ir\u00e3, Faculdade de Medicina da USP de Ribeir\u00e3o Preto, Universidade Federal do ABC e a World Hearing Organization, empresa norte-americana que produz aparelhos auditivos.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise cl\u00ednica dos pacientes envolvidos na pesquisa \u00e9 feita pelo Instituto Ganz Sanchez, em S\u00e3o Paulo, refer\u00eancia no diagn\u00f3stico e tratamento do zumbido no ouvido. Al\u00e9m disso, os pacientes que participam da pesquisa tamb\u00e9m passam por avalia\u00e7\u00f5es e medi\u00e7\u00f5es feitas com os equipamentos do CeMEAI, financiados pela FAPESP.<\/p>\n<p>\u201c Estamos trabalhando na valida\u00e7\u00e3o do modelo que \u00e9 proposto com base em atividades do c\u00e9rebro e da rede neural, bem como nas informa\u00e7\u00f5es do c\u00e9rebro obtidas a partir da resson\u00e2ncia magn\u00e9tica funcional e de encefalogramas el\u00e9tricos\u201d, explicou Iman \u00e0 Assessoria de Imprensa do ICMC. A ideia \u00e9 monitorar informa\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro antes, durante e depois de qualquer tipo de tratamento, a fim de descobrir o que aconteceria no c\u00e9rebro como consequ\u00eancia de uma interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA pesquisa envolveu profissionais de v\u00e1rias \u00e1reas e institui\u00e7\u00f5es. Desde o m\u00e9dico ao cientista da computa\u00e7\u00e3o, matem\u00e1tico, estat\u00edstico e outros especialistas, buscamos todos um melhor entendimento de como funciona a doen\u00e7a para poder fazer o melhor tratamento e obter as melhores solu\u00e7\u00f5es\u201d, descreve Delbem.<\/p>\n<p>De acordo com Tanit Ganz Sanchez, pesquisadora da FMUSP e supervisora da parte cl\u00ednica da pesquisa no Instituto, o estudo tem contribu\u00eddo com inova\u00e7\u00f5es, como combina\u00e7\u00f5es de fatores de diferentes tratamentos.<\/p>\n<p>\u201cEsta pesquisa \u00e9 extremamente r\u00edgida, com padr\u00f5es poucos flex\u00edveis. Normalmente, os projetos de tratamento mais comuns s\u00e3o os ensaios cl\u00ednicos randomizados, nos quais se testa uma coisa de cada vez. Resolvemos ousadamente fazer o contr\u00e1rio: ir atr\u00e1s de pessoas que j\u00e1 se curaram e ver o que elas tinham para contar aos cl\u00ednicos e pesquisadores. Para surpresa, a cura, pelo menos as que pudemos testemunhar, s\u00e3o resultado de combina\u00e7\u00f5es de fatores de tratamentos juntos\u201d, diz. Para ela, a parte cl\u00ednica e a parte cientifica t\u00eam que interagir melhor, para que se chegue, de fato, \u00e0 cura do zumbido.<\/p>\n<p>A pesquisa deve estar finalizada em dois anos, depois de conclu\u00eddos os ajustes em equipamentos e dos primeiros testes com pacientes. \u201cA originalidade desse trabalho est\u00e1 em juntar as an\u00e1lises cl\u00ednicas e as medi\u00e7\u00f5es de sinais cerebrais para que possamos realizar avalia\u00e7\u00f5es mais elaboradas. \u00c9 um come\u00e7o promissor, pois esse modelo permitir\u00e1 mapear e medir o funcionamento do c\u00e9rebro no que diz respeito ao zumbido, possibilitando pensar em novos tratamentos no futuro\u201d, avalia Delbem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Os resultados de uma pesquisa conduzida no Instituto de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e de Computa\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo (ICMC\/USP) em S\u00e3o Carlos est\u00e3o sendo usados para desenvolver um modelo matem\u00e1tico que ajude a compreender como funciona o c\u00e9rebro de portadores de um dist\u00farbio que leva o nome de Tinnitus, mais conhecido [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":37376,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22,5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-105958","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil","8":"category-saude-e-vida","9":"entry","10":"gs-1","11":"gs-odd","12":"gs-even","13":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/saude-doutor.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105958","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=105958"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105958\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37376"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=105958"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=105958"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=105958"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}