{"id":105677,"date":"2017-01-30T01:19:45","date_gmt":"2017-01-30T03:19:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=105677"},"modified":"2017-01-29T16:21:02","modified_gmt":"2017-01-29T18:21:02","slug":"desafios-para-eliminacao-da-malaria-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/desafios-para-eliminacao-da-malaria-no-brasil\/105677","title":{"rendered":"Desafios para elimina\u00e7\u00e3o da mal\u00e1ria no Brasil"},"content":{"rendered":"<p> Peter Moon | Ag\u00eancia FAPESP \u2013 A <strong><em>mal\u00e1ria<\/em><\/strong> representa um dos principais problemas de sa\u00fade p\u00fablica no mundo em desenvolvimento e, no continente americano, o destaque ainda \u00e9 o Brasil. O pa\u00eds tem cerca de 42% dos casos da doen\u00e7a registrados nas Am\u00e9ricas. Em 2014, foram cerca de 144 mil casos confirmados no Brasil, com 41 mortes.<\/p>\n<p>As boas not\u00edcias s\u00e3o que o n\u00famero de casos \u00e9 o menor em 35 anos, a dimens\u00e3o geogr\u00e1fica da transmiss\u00e3o da doen\u00e7a tem encolhido e tem havido um not\u00e1vel progresso rumo \u00e0 erradica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a no pa\u00eds, segundo o artigo Challenges for malaria elimination in Brazil, publicado no  por Marcelo Urbano Ferreira, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), e Marcia Castro, da Harvard T.H. Chan School of Public Health. O Brasil, destacam, foi um dos pa\u00edses que atingiram a Meta do Mil\u00eanio de redu\u00e7\u00e3o de casos da doen\u00e7a em 75% entre 2000 e 2015.<\/p>\n<p>O artigo tra\u00e7a um panorama da hist\u00f3ria da mal\u00e1ria no Brasil no s\u00e9culo 20, revisa importantes li\u00e7\u00f5es aprendidas com pol\u00edticas de controle passadas e atuais e apresenta uma discuss\u00e3o dos desafios cient\u00edficos e log\u00edsticos que possam impactar nos esfor\u00e7os pela erradica\u00e7\u00e3o da mal\u00e1ria, como o Plano para Elimina\u00e7\u00e3o da Mal\u00e1ria no Brasil, lan\u00e7ado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em novembro de 2015.<\/p>\n<p>Um dos principais especialistas em mal\u00e1ria no pa\u00eds,  \u00e9 professor titular e pesquisador no Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas (ICB) da USP e faz parte do Grupo T\u00e9cnico Assessor em Mal\u00e1ria da Organiza\u00e7\u00e3o Panamericana de Sa\u00fade (Opas). Tem mais de 150 publica\u00e7\u00f5es sobre o estudo, a epidemiologia e a preven\u00e7\u00e3o da mal\u00e1ria, que receberam mais de 3,2 mil cita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ao longo dos anos, Urbano Ferreira tem recebido diversos aux\u00edlios da FAPESP para realizar pesquisas. Em um deles, desenvolveu uma metodologia para a detec\u00e7\u00e3o de casos assintom\u00e1ticos de mal\u00e1ria na Amaz\u00f4nia, ou seja, a busca de indiv\u00edduos infectados que possam ter passado despercebidos pelo diagn\u00f3stico. Em 2015, o pesquisador coordenou a organiza\u00e7\u00e3o da Escola S\u00e3o Paulo de Ci\u00eancia Avan\u00e7ada para a Erradica\u00e7\u00e3o da Mal\u00e1ria (leia mais em: ), que reuniu em S\u00e3o Paulo pesquisadores e estudantes de diversos pa\u00edses.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Qual \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o atual do Brasil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mal\u00e1ria?<\/p>\n<p>Marcelo Urbano Ferreira \u2013 O momento \u00e9 muito interessante para pensar em medidas de controle da mal\u00e1ria, n\u00e3o apenas porque no Brasil tem-se observado uma queda acentuada no n\u00famero de casos, mas igualmente pelos avan\u00e7os no combate mundial \u00e0 doen\u00e7a. Uma das Metas do Mil\u00eanio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) era reduzir o total mundial de casos em 75% entre 2000 e 2015. O Brasil foi um dos pa\u00edses que atingiram a meta. Ainda lideramos o total de casos nas Am\u00e9ricas, por\u00e9m nossa participa\u00e7\u00e3o caiu de 76,8% em 2000 para 42% em 2014. Estamos fazendo progressos significativos. O n\u00famero de casos \u00e9 o mais baixo em 35 anos. Muitas das a\u00e7\u00f5es de sucesso contra a mal\u00e1ria levados a cabo principalmente na \u00c1frica se devem aos investimentos feitos pela Funda\u00e7\u00e3o Bill e Melinda Gates. Bill Gates disse que quer estar vivo para ver a elimina\u00e7\u00e3o da mal\u00e1ria do mundo e a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) defende que a mal\u00e1ria pode ser erradicada.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 A ONU prop\u00f5e novas metas de redu\u00e7\u00e3o de casos depois de 2015?<br \/>\nUrbano Ferreira \u2013 Sim, as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (Sustainable Development Goals) das Na\u00e7\u00f5es Unidas preveem uma redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero global de casos de mal\u00e1ria em 90% at\u00e9 2030, com a sua completa elimina\u00e7\u00e3o em 35 pa\u00edses. No Brasil, a meta definida pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade \u00e9 a elimina\u00e7\u00e3o dos casos associados ao protozo\u00e1rio Plasmodium falciparum at\u00e9 2030. O P. falciparum transmite a forma mais perigosa da doen\u00e7a, respons\u00e1vel por 90% das mortes pela enfermidade. No Brasil, esse protozo\u00e1rio est\u00e1 restrito a alguns focos e temos uma janela de oportunidade que precisa ser aproveitada, enquanto os protozo\u00e1rios n\u00e3o desenvolvem resist\u00eancia aos medicamentos antimal\u00e1ricos. No caso do P. falciparum, os parasitas v\u00eam adquirindo resist\u00eancia desde os anos 1960, quando se tornaram tolerantes \u00e0 cloroquina \u2013 ainda utilizada no tratamento do Plasmodium vivax, a forma mais comum da mal\u00e1ria. No Brasil, ainda n\u00e3o h\u00e1 indica\u00e7\u00e3o de casos de mal\u00e1ria resistente como se tem, por exemplo, no delta do rio Mekong, no Sudeste Asi\u00e1tico. Isso n\u00e3o quer dizer que esses casos n\u00e3o possam surgir. Ou a gente elimina a mal\u00e1ria agora ou nunca mais.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Como o senhor v\u00ea, em retrospectiva, o combate da mal\u00e1ria no Brasil?<br \/>\nUrbano Ferreira \u2013 O Brasil demorou para prestar aten\u00e7\u00e3o na doen\u00e7a. Enquanto muitos pa\u00edses reuniam estat\u00edsticas epidemiol\u00f3gicas desde os anos 1920, o governo brasileiro s\u00f3 passou a fazer um levantamento \u2013 nem se tratava de estat\u00edsticas, mas de estimativas \u2013 ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial. Foi tamb\u00e9m quando se passou a usar inseticida [DDT] nas casas para exterminar os mosquitos transmissores e larvicidas para eliminar seus criadouros. Em 1957, foram 257 mil casos espalhados pelo Brasil. Tudo vinha progredindo bem nos anos 1960. Prova disso foi que, em 1970, atingiu-se a m\u00ednima hist\u00f3rica de 52 mil casos, 60% deles na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 E a partir da\u00ed, o que ocorreu?<br \/>\nUrbano Ferreira \u2013 O governo militar implementou pol\u00edticas de ocupa\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Em termos de preven\u00e7\u00e3o e combate \u00e0 mal\u00e1ria, foi um desastre. Mais de 1 milh\u00e3o de imigrantes foram incentivados pelo governo a se fixar na Amaz\u00f4nia. Eram em sua imensa maioria pessoas sem resist\u00eancia \u00e0 doen\u00e7a, pois muitos vinham de regi\u00f5es como o Sul e o Sudeste onde a doen\u00e7a havia sido eliminada h\u00e1 d\u00e9cadas. E esse pessoal foi viver em ambientes de mata fechada. As d\u00e9cadas de 1970 e 1980 foram os anos de explos\u00e3o da mal\u00e1ria na Amaz\u00f4nia. Outra raz\u00e3o para a expans\u00e3o do mal foi a explos\u00e3o de garimpos na Amaz\u00f4nia, que ainda hoje continuam tendo import\u00e2ncia na transmiss\u00e3o. Os garimpos s\u00e3o tipicamente uma trag\u00e9dia com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mal\u00e1ria. Essa soma de fatores levou a doen\u00e7a a um pico em 1999, com 632 mil casos.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 O que foi feito para reverter essa situa\u00e7\u00e3o?<br \/>\nUrbano Ferreira \u2013 A partir daquele \u00e1pice da doen\u00e7a, come\u00e7ou uma tend\u00eancia de queda, principalmente no que tange ao P. falciparum. No caso de P. vivax, a diminui\u00e7\u00e3o veio mais tarde, a partir de 2005. Por que o primeiro come\u00e7ou a cair antes? Porque representa uma doen\u00e7a mais f\u00e1cil de tratar do que no caso do P. vivax. Se os indiv\u00edduos s\u00e3o tratados precocemente durante o est\u00e1gio cl\u00ednico da doen\u00e7a, quando est\u00e3o com febre e calafrios, elimina-se o P. falciparum antes de se atingir a fase de transmiss\u00e3o, quando o paciente j\u00e1 est\u00e1 melhor mas o protozo\u00e1rio continua no sangue. A\u00ed, basta o indiv\u00edduo ser picado para transmitir o P. falciparum para o mosquito e dar continuidade ao ciclo de infec\u00e7\u00e3o. No caso do P. vivax, n\u00e3o \u00e9 assim. Apesar de ser uma forma mais branda de mal\u00e1ria, o indiv\u00edduo j\u00e1 entra na fase de transmiss\u00e3o quando ainda est\u00e1 passando mal. H\u00e1 ainda os casos em que o parasita fica dormente no f\u00edgado, apenas para ressurgir meses ou anos depois, em uma reca\u00edda da doen\u00e7a. Para reverter essa situa\u00e7\u00e3o, o governo brasileiro implementou nos anos 1990 uma grande pol\u00edtica de vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica, diagn\u00f3stico precoce, tratamento e preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Como o uso de DDT n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel [o inseticida foi proibido no Brasil em 2009], foi preciso recorrer a outros m\u00e9todos de combate aos vetores, como a distribui\u00e7\u00e3o de mosquiteiros com inseticida de longa dura\u00e7\u00e3o, bancado pelo Banco Mundial. Toda essa a\u00e7\u00e3o efetiva reduziu os casos dos 615 mil de 2000, com 243 mortes, para 142 mil em 2014, com 41 mortes.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Quais s\u00e3o os principais desafios no combate \u00e0 mal\u00e1ria no Brasil?<br \/>\nUrbano Ferreira \u2013 Eles n\u00e3o mudaram muito. O principal continua o mesmo: o tamanho do pa\u00eds. Ou seja, a complexidade log\u00edstica, as enormes dist\u00e2ncias e o isolamento de centenas de comunidades da Amaz\u00f4nia, a \u00e1rea onde a mal\u00e1ria \u00e9 end\u00eamica. Para enfrentar essa realidade, o jeito \u00e9 redobrar a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e o controle dos vetores, ao mesmo tempo em que n\u00e3o se perde de vista a possibilidade do surgimento de resist\u00eancia aos medicamentos pelos parasitas. Um estudo nas Guianas, ainda n\u00e3o confirmado, sugere que possa existir naquela regi\u00e3o casos da doen\u00e7a resistentes ao tratamento com derivados de artemisinina. Isso preocupa, pois toda a regi\u00e3o de divisa entre as tr\u00eas Guianas, a Venezuela e o Brasil possui garimpos \u2013 a maioria do outro lado da fronteira \u2013 onde a maior parte dos garimpeiros, 15 mil, \u00e9 brasileira. Quando o garimpo acaba esses brasileiros retornam ao pa\u00eds e podem voltar \u00e0s suas regi\u00f5es de origem, levando a doen\u00e7a consigo.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Outro desafio \u00e9 o diagn\u00f3stico?<br \/>\nUrbano Ferreira \u2013 Correto. Para cada indiv\u00edduo doente h\u00e1 um n\u00famero grandes de indiv\u00edduos assintom\u00e1ticos, de cinco a q0. Eles est\u00e3o infectados, mas n\u00e3o apresentam sinais da doen\u00e7a. Eles t\u00eam o parasita no sangue e podem ficar meses sem sintomas, tornando-se pacientes cr\u00f4nicos e transmitindo os parasitas da mal\u00e1ria aos mosquitos. O meio mais comum de confirma\u00e7\u00e3o de casos de mal\u00e1ria \u00e9 por an\u00e1lise microsc\u00f3pica. Mas tais indiv\u00edduos podem ter baixa densidade de protozo\u00e1rios no sangue, escapando assim ao diagn\u00f3stico. Por isso, come\u00e7amos a usar novas t\u00e9cnicas de laborat\u00f3rio mais sens\u00edveis, com t\u00e9cnicas moleculares como a PCR [rea\u00e7\u00e3o em cadeia da polimerase].<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Onde a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais preocupante?<br \/>\nUrbano Ferreira \u2013 N\u00e3o \u00e9 mais nos garimpos, apesar de eles continuarem sendo focos importantes de transmiss\u00e3o, principalmente na regi\u00e3o de fronteira. A regi\u00e3o mais afetada por mal\u00e1ria hoje, no Brasil, \u00e9 o vale do rio Juru\u00e1, no oeste do Acre. L\u00e1 vivem 120 mil pessoas em quatro munic\u00edpios, que concentraram em 2014 um ter\u00e7o de todos os casos de mal\u00e1ria do pa\u00eds, sendo 46% da incid\u00eancia de P. falciparum, ou 8 mil casos.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Por que naquela regi\u00e3o o problema \u00e9 t\u00e3o grande?<br \/>\nUrbano Ferreira \u2013 A raz\u00e3o para tamanha concentra\u00e7\u00e3o dos casos em uma \u00fanica regi\u00e3o est\u00e1 no desenvolvimento da piscicultura na Amaz\u00f4nia. Houve um incentivo governamental para a cria\u00e7\u00e3o de peixes de \u00e1gua doce e muitos propriet\u00e1rios rurais fizeram tanques para criar peixe. Como as margens desses tanques n\u00e3o s\u00e3o limpas, cresce ali uma vegeta\u00e7\u00e3o que serve de abrigo para as larvas do mosquito. E quando algu\u00e9m desiste do neg\u00f3cio, simplesmente abandona o tanque, que se torna um criadouro de vetores. Como n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel obrigar essas pessoas a abandonar o neg\u00f3cio, que \u00e9 uma forma de subsist\u00eancia, a a\u00e7\u00e3o a ser avaliada [em conjunto com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade] \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o de larvicidas biol\u00f3gicos nos tanques e obrigar seus propriet\u00e1rios a manter suas margens limpas. O larvicida n\u00e3o faz mal algum aos peixes nem a quem com\u00ea-los, mas \u00e9 fatal para as larvas.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 O senhor acredita que ser\u00e1 poss\u00edvel atingir a meta de redu\u00e7\u00e3o de 75% dos casos at\u00e9 2030?<br \/>\nUrbano Ferreira \u2013 Confesso que estava mais otimista no in\u00edcio de 2016, quando terminamos de escrever o artigo publicado no Malaria Journal. Mas a Proposta de Emenda Constitucional 55, que amea\u00e7a congelar os gastos do governo federal por 20 anos, pode fazer com que o Brasil perca d\u00e9cadas de avan\u00e7o no combate \u00e0 mal\u00e1ria. Pode acontecer uma cat\u00e1strofe sobre a qual nossos netos estudar\u00e3o um dia na escola. Mas se tudo continuar nos trilhos, se tivermos pol\u00edticas p\u00fablicas consistentes e est\u00e1veis, eu acho, sim, vi\u00e1vel a redu\u00e7\u00e3o dos casos em 75% e eventualmente sua erradica\u00e7\u00e3o. Se controlarmos os casos no vale do Juru\u00e1, os casos de P. falciparum no Brasil poder\u00e3o cair pela metade. O risco \u00e9 seguirmos os pa\u00edses que n\u00e3o conseguiram atingir as metas do mil\u00eanio por falta de investimento, como \u00e9 o caso do Peru, que viu nos \u00faltimos tr\u00eas anos um rebote nos casos de mal\u00e1ria. Sem falar na Venezuela, onde, em fun\u00e7\u00e3o da crise econ\u00f4mica, os n\u00fameros de casos s\u00e3o alarmantes.<\/p>\n<p>O artigo Challenges for malaria elimination in Brazil, de Marcelo U. Ferreira e Marcia C. Castro. (doi: 10.1186\/s12936-016-1335-1), pode ser lido em: <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Peter Moon | Ag\u00eancia FAPESP \u2013 A mal\u00e1ria representa um dos principais problemas de sa\u00fade p\u00fablica no mundo em desenvolvimento e, no continente americano, o destaque ainda \u00e9 o Brasil. O pa\u00eds tem cerca de 42% dos casos da doen\u00e7a registrados nas Am\u00e9ricas. 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