{"id":105188,"date":"2017-01-24T01:06:18","date_gmt":"2017-01-24T03:06:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=105188"},"modified":"2017-01-23T21:07:12","modified_gmt":"2017-01-23T23:07:12","slug":"crise-economica-leva-industria-do-aco-a-adiar-investimentos-de-u-32-bilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/crise-economica-leva-industria-do-aco-a-adiar-investimentos-de-u-32-bilhoes\/105188","title":{"rendered":"Crise econ\u00f4mica leva ind\u00fastria do a\u00e7o a adiar investimentos de U$$ 3,2 bilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p> Os impactos da crise econ\u00f4mica que o pa\u00eds atravessa levaram a <strong><em>ind\u00fastria do a\u00e7o<\/em><\/strong> a adiar, entre janeiro de 2014 e junho de 2016, investimentos da ordem de US$ 3,2 bilh\u00f5es, per\u00edodo em que foram paralisadas ou desativadas 83 unidades produtivas e mais de 40 mil postos de trabalho foram fechados.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Instituto A\u00e7o Brasil, que enfrentou em 2016 a pior crise de sua hist\u00f3ria, com queda de 9,2% na produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o bruto e de 7,7% na de laminados.<\/p>\n<p>Dados divulgados revelaram que a produ\u00e7\u00e3o acumulada de a\u00e7o bruto no pa\u00eds em 2016 totalizou 30,2 milh\u00f5es de toneladas, uma queda de 9,2% em compara\u00e7\u00e3o a 2015; enquanto a produ\u00e7\u00e3o de laminados totalizou 20,9 milh\u00f5es de toneladas no ano passado, que representa queda em rala\u00e7\u00e3o a 2015 de 7,7%.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, o presidente-executivo do instituto, Marco Polo de Mello, disse que em 2016 a crise atingiu a economia como um todo, mas em especial o setor de produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o em raz\u00e3o da sobre-oferta do produto no mercado mundial. Hoje, a produ\u00e7\u00e3o mundial de a\u00e7o totaliza cerca de 780 milh\u00f5es de toneladas, das quais mais de 400 milh\u00f5es na China.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do executivo do Instituto A\u00e7o Brasil, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do pa\u00eds come\u00e7ou a piorar j\u00e1 em 2014, apresentando que expressiva tanto em 2015 quanto em 2016.<\/p>\n<p>\u201cQuando se olha especificamente para o setor de a\u00e7o, observa-se que os principais setores demandadores da mat\u00e9ria-prima (automotivo, m\u00e1quinas e equipamentos e constru\u00e7\u00e3o civil) e que juntos representam 80% do consumo do produto, todos sem exce\u00e7\u00e3o tiveram redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica em suas atividades\u201d.<br \/>\nJuntos, estes setores fecharam em queda de 11,8%, em m\u00e9dia, nos onze meses de 2016, queda esta que chega a 32% quando comparada ao mesmo per\u00edodo de 2013.<\/p>\n<p>Mello ressalta o fato de que a crise por que passa o setor se refletiu diretamente no valor das a\u00e7\u00f5es na Bolsa de Valores. \u201cA posi\u00e7\u00e3o das empresas do setor com a\u00e7\u00f5es em bolsa despencou. Voc\u00ea pega a\u00ed uma Gerdau, uma Usiminas, ou uma CSN e voc\u00ea v\u00ea que essas empresas &#8211; que valiam em 2008 cerca de R$ 110 bilh\u00f5es cada &#8211; tiveram seu valor despencando para algo em torno dos R$ 12 bilh\u00f5es a R$ 8 bilh\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Crise pol\u00edtica<\/p>\n<p>O presidente-executivo do Instituto A\u00e7o Brasil atribuiu, em parte, a estagna\u00e7\u00e3o da economia e seus reflexos sobre o setor do a\u00e7o \u00e0 crise pol\u00edtica vivida no pa\u00eds durante boa parte do ano passado: \u201cE eu n\u00e3o estou dizendo que este ou aquele governo \u00e9 melhor ou pior. Mas o fato \u00e9 que a crise pol\u00edtica vivida at\u00e9 o impeachment levou a uma paralisia do pa\u00eds \u2013 at\u00e9 porque a prioridade passou a ser a pol\u00edtica&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Se voc\u00ea olhar bem, ver\u00e1 que todos os segmentos da economia praticamente est\u00e3o trabalhando com um grau de ociosidade elevad\u00edssimo. Isso acontece porque o mercado interno desapareceu por conta dos fatores conjunturais, principalmente, mas tamb\u00e9m em decorr\u00eancia de fatores estruturais\u201d.<\/p>\n<p>Perspectivas<\/p>\n<p>Para Mello, as perspectivas para o setor, ao menos no curto prazo, n\u00e3o s\u00e3o boas. \u201cAs medidas que foram tomadas pelo governo s\u00e3o insuficientes. T\u00e1, os juros ca\u00edram e essa \u00e9 uma tend\u00eancia fundamentalmente importante, mas no patamar atual em que eles est\u00e3o, na melhor das hip\u00f3teses &#8211; com quedas de 0,75%, 0,50% [na taxa selic] \u2013, voc\u00ea precisaria a\u00ed de no m\u00ednimo seis, sete meses para se chegar a um patamar razo\u00e1vel para fazer a economia voltar a crescer\u201d.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do executivo, os programas que poderiam levar ao reaquecimento do mercado interno, principalmente os de infraestruturas, ligados \u00e0 pasta do ministro Moreira Franco, secret\u00e1rio-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos, precisam de pelo menos dois a tr\u00eas anos para se estruturarem e apresentarem resultados.<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o no momento, segmentos como o do a\u00e7o e, por extens\u00e3o, o automotivo, o qu\u00edmico continuam vivendo uma situa\u00e7\u00e3o em que a sua capacidade instalada n\u00e3o est\u00e1 sendo utilizada adequadamente\u201d.<\/p>\n<p>Exporta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do presidente do Instituto A\u00e7o Brasil, a sa\u00edda para a crise econ\u00f4mica, agravada pela retra\u00e7\u00e3o do mercado consumidor interno, passa necessariamente pela decis\u00e3o do governo de incentivar as exporta\u00e7\u00f5es e dar-lhes competitividade para brigar no mercado externo.<\/p>\n<p>Para isso, no entanto, ele entende que s\u00e3o necess\u00e1rias decis\u00f5es que desonerem o setor, dando-lhe competitividade, e que eliminem assimetrias que atrapalham atualmente o setor.<\/p>\n<p>\u201cA sa\u00edda que n\u00f3s estamos enxergando s\u00e3o as exporta\u00e7\u00f5es. Mas cada segmento tem um grau de dificuldade maior, e o do a\u00e7o \u00e9 o mais dr\u00e1stico de todos, porque n\u00f3s temos no mundo um excedente de capacidade de oferta da ordem 780 milh\u00f5es de toneladas \u2013 e a capacidade brasileira \u00e9 de 50 milh\u00f5es. Ent\u00e3o, a dificuldade na exporta\u00e7\u00e3o do a\u00e7o \u00e9 maior do que em outras setores\u201d, disse Mello.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 por isso que n\u00f3s precisamos no m\u00ednimo eliminar as assimetrias competitivas &#8211; e a principal delas \u00e9 o res\u00edduo tribut\u00e1rio que se tem hoje na exporta\u00e7\u00e3o por conta do nosso sistema tribut\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Denise Griesinger<br \/>\n24\/01\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os impactos da crise econ\u00f4mica que o pa\u00eds atravessa levaram a ind\u00fastria do a\u00e7o a adiar, entre janeiro de 2014 e junho de 2016, investimentos da ordem de US$ 3,2 bilh\u00f5es, per\u00edodo em que foram paralisadas ou desativadas 83 unidades produtivas e mais de 40 mil postos de trabalho foram fechados. 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