{"id":105095,"date":"2017-01-23T01:37:27","date_gmt":"2017-01-23T03:37:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=105095"},"modified":"2017-01-22T17:39:21","modified_gmt":"2017-01-22T19:39:21","slug":"baixa-produtividade-e-entrave-para-o-brasil-competir-diz-cni","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/baixa-produtividade-e-entrave-para-o-brasil-competir-diz-cni\/105095","title":{"rendered":"Baixa produtividade \u00e9 entrave para o Brasil competir, diz CNI"},"content":{"rendered":"<p> Dirigentes da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) consideram a baixa produtividade um dos principais entraves ao aumento da <strong><em>competitividade da economia brasileira<\/em><\/strong>. Os representantes da entidade comentaram os resultados da pesquisa Competitividade Brasil, que mostra o pa\u00eds no pen\u00faltimo lugar em um ranking de 18 pa\u00edses.<\/p>\n<p>O Brasil superou apenas a Argentina em uma lista de pa\u00edses escolhidos por suas semelhan\u00e7as com a economia brasileira, seja pelo n\u00edvel de renda parecido ou por competirem com os mesmos produtos no mercado externo. O pa\u00eds demonstrou o pior desempenho em custo e disponibilidade de capital. No entanto, para a CNI, os problemas para custear e achar m\u00e3o de obra tamb\u00e9m merecem destaque. O Brasil ocupou o d\u00e9cimo primeiro lugar na avalia\u00e7\u00e3o desse quesito.<\/p>\n<p>O gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, diz que a m\u00e3o de obra mais cara est\u00e1 ligada tamb\u00e9m \u00e0 baixa produtividade, ou seja, reduzida capacidade de produzir com efici\u00eancia. \u201cO problema \u00e9 a baixa produtividade. Nesta edi\u00e7\u00e3o da pesquisa, a gente ficou no vermelho em crescimento da for\u00e7a de trabalho [conceito associado \u00e0s pessoas dispon\u00edveis com capacidade para serem empregadas] e isso nos fez cair v\u00e1rias posi\u00e7\u00f5es\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Fonseca afirmou que o aumento da produtividade passa pela melhoria da educa\u00e7\u00e3o. \u201cEm termos de solu\u00e7\u00e3o, v\u00e1rios fatores dificultam. A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um deles. A baixa qualidade da educa\u00e7\u00e3o dificulta que os trabalhadores consigam absorver novas tecnologias, em um mundo em que a tecnologia muda muito r\u00e1pido. Ou seja, o aprendizado tem que ser r\u00e1pido e isso \u00e9 dif\u00edcil\u201d, declarou.<\/p>\n<p>Curiosamente, a educa\u00e7\u00e3o foi o quesito em que o Brasil ficou mais bem posicionado no ranking: ocupou o nono lugar, entre 15 pa\u00edses com informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis sobre o assunto. O principal motivo foi o subfator gastos com educa\u00e7\u00e3o, no qual o pa\u00eds figura em quarto lugar.<\/p>\n<p>Os representantes da CNI acreditam que isso refor\u00e7a o entendimento de que gastos altos n\u00e3o significam educa\u00e7\u00e3o de qualidade, j\u00e1 que apesar dos investimentos elevados o pa\u00eds ocupou posi\u00e7\u00f5es baixas em quesitos como qualidade e dissemina\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o, respectivamente 12\u00ba e d\u00e9cimo lugares. \u201cSe eu s\u00f3 manter o gasto e n\u00e3o tiver resultado, eu acabo n\u00e3o tendo competitividade. O grande investimento na educa\u00e7\u00e3o tem que ser na quest\u00e3o da gest\u00e3o\u201d, disse Renato da Fonseca.<\/p>\n<p>\u201cQuando comparamos o desempenho de diversos estados em rela\u00e7\u00e3o a gastos na educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 surpreendente observarmos que nos que t\u00eam os melhores resultados n\u00e3o necessariamente a associa\u00e7\u00e3o \u00e9 perfeita em termos de gastos. Estados do Nordeste mostram desempenhos superiores aos do Sul e Sudeste\u201d, acrescentou o diretor de Pol\u00edticas e Estrat\u00e9gia da CNI, Jos\u00e9 Augusto Fernandes.<\/p>\n<p>Impactos da crise<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da CNI, a crise econ\u00f4mica dos anos recentes piorou o desempenho do pa\u00eds na pesquisa Brasil Competitividade. De 2015 para 2016, o pa\u00eds retrocedeu posi\u00e7\u00f5es em quatro dos nove fatores que determinam a capacidade de competir: disponibilidade e custo de m\u00e3o de obra, ambiente macroecon\u00f4mico, competi\u00e7\u00e3o e escala do mercado dom\u00e9stico e tecnologia e inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pen\u00faltima posi\u00e7\u00e3o na classifica\u00e7\u00e3o geral, contudo, repetiu o resultado que vem sendo registrado desde 2012. A pesquisa foi feita pela primeira vez em 2010 e repetiu-se em 2012, 2013 e 2014.<\/p>\n<p>O primeiro lugar no ranking geral do estudo este ano foi ocupado pelo Canad\u00e1, seguido pela Coreia do Sul, Austr\u00e1lia, China, Espanha e Chile. Foram analisados ainda, em ordem de classifica\u00e7\u00e3o, Pol\u00f4nia, R\u00fassia, Tail\u00e2ndia, Turquia, Indon\u00e9sia, \u00c1frica do Sul, M\u00e9xico, \u00cdndia, Col\u00f4mbia e Peru, al\u00e9m do Brasil e Argentina, que ocuparam os \u00faltimos dois lugares.<\/p>\n<p>Mariana Branco \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Juliana Andrade<br \/>\n23\/01\/2017 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dirigentes da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) consideram a baixa produtividade um dos principais entraves ao aumento da competitividade da economia brasileira. 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