{"id":103979,"date":"2017-01-09T06:38:51","date_gmt":"2017-01-09T08:38:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=103979"},"modified":"2017-01-07T19:39:53","modified_gmt":"2017-01-07T21:39:53","slug":"exportacoes-de-industrializados-cresceram-abaixo-do-esperado-em-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/exportacoes-de-industrializados-cresceram-abaixo-do-esperado-em-2016\/103979","title":{"rendered":"Exporta\u00e7\u00f5es de industrializados cresceram abaixo do esperado em 2016"},"content":{"rendered":"<p> As <strong><em>exporta\u00e7\u00f5es brasileiras<\/em><\/strong> de produtos industrializados, com maior valor agregado, cresceram em 2016 na compara\u00e7\u00e3o com 2015. Esses bens, divididos em manufaturados e semimanufaturados, tiveram alta de 1,2% e 5,2% nas vendas, respectivamente, em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Entre os produtos cujas vendas subiram est\u00e3o carros, avi\u00f5es, suco de laranja e a\u00e7\u00facar. Mas, segundo especialistas consultados pela Ag\u00eancia Brasil, a eleva\u00e7\u00e3o ficou aqu\u00e9m da expectativa.<\/p>\n<p>O movimento de alta dos industrializados esteve na contram\u00e3o do que ocorreu nas exporta\u00e7\u00f5es em geral. Segundo o crit\u00e9rio da m\u00e9dia di\u00e1ria, que leva em conta o valor negociado por dia \u00fatil, o total das vendas externas brasileiras caiu 3,5% no ano passado ante 2015. A queda foi puxada pelos produtos b\u00e1sicos, cujas exporta\u00e7\u00f5es recuaram 9,6% em 2016 em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>O principal motivo foi a queda nos pre\u00e7os das commodities (bens prim\u00e1rios com cota\u00e7\u00e3o internacional), que fez com que esse tipo de produto rendesse menos aos exportadores brasileiros. Apesar da queda nas exporta\u00e7\u00f5es, a balan\u00e7a comercial brasileira registrou, em 2016, super\u00e1vit recorde de US$ 47,69 bilh\u00f5es. Isso porque as importa\u00e7\u00f5es ca\u00edram ainda mais que as vendas externas. Por causa da crise e da menor demanda por bens, as compras do Brasil no exterior recuaram 20,1%.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio dif\u00edcil, o governo considerou positivo o aumento nas vendas de industrializados. O secret\u00e1rio de Com\u00e9rcio Exterior do Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os, Abr\u00e3o Neto, chamou a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que a participa\u00e7\u00e3o do grupo na pauta de exporta\u00e7\u00f5es cresceu. Enquanto em 2015 as vendas da categoria corresponderam a 51,9% do total exportado, em 2016 ficaram em 55%. \u201c\u00c9 o terceiro ano consecutivo de alta\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Ele destacou tamb\u00e9m o crescimento de 38,2% nas exporta\u00e7\u00f5es de autom\u00f3veis de passageiros na compara\u00e7\u00e3o com 2015. \u201cO Brasil assinou acordos automotivos que estimularam o com\u00e9rcio com Argentina, M\u00e9xico e Uruguai\u201d, disse Neto. No entanto, a vis\u00e3o de analistas de com\u00e9rcio exterior \u00e9 mais pessimista.<\/p>\n<p> O presidente da Associa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB), Jos\u00e9 Augusto de Castro, lembra, por exemplo, que o bem manufaturado que mais contribuiu para a alta nas exporta\u00e7\u00f5es do grupo foram as plataformas de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s. A m\u00e9dia di\u00e1ria exportada do item cresceu 86,9% em 2016 na compara\u00e7\u00e3o com 2015.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, essas plataformas s\u00e3o compradas de fornecedores brasileiros por subsidi\u00e1rias no exterior e n\u00e3o chegam a sair do pa\u00eds. A opera\u00e7\u00e3o \u00e9 legal e permite pagar menos impostos. \u201cN\u00f3s tivemos quatro plataformas de petr\u00f3leo esse ano. \u00c9 real, mas \u00e9 uma coisa espor\u00e1dica\u201d, comenta Castro.<\/p>\n<p>O presidente da AEB tamb\u00e9m atribui o aumento da exporta\u00e7\u00e3o de carros mais ao desaquecimento interno do que \u00e0 assinatura de acordos automotivos. \u201cO mercado brasileiro teve uma forte queda [na venda de ve\u00edculos] e o mercado argentino passou a importar mais\u201d, avalia. Ele considera, ainda, que para um ano em que o c\u00e2mbio ultrapassou R$ 4 (o d\u00f3lar valorizado favorece as exporta\u00e7\u00f5es), as vendas externas brasileiras tiveram uma rea\u00e7\u00e3o t\u00edmida.<\/p>\n<p>\u201cNossos custos est\u00e3o t\u00e3o elevados que, mesmo com c\u00e2mbio competitivo, a gente n\u00e3o consegue convencer o empres\u00e1rio a exportar\u201d, afirma o presidente da AEB. Ele cita como exemplo as exporta\u00e7\u00f5es de cal\u00e7ados. \u201cCom o d\u00f3lar alto, todos pensaram que [as exporta\u00e7\u00f5es] iam subir. Aumentaram, mas s\u00f3 3,5%\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Abaixo do esperado<\/p>\n<p>Outros produtos manufaturados cujas vendas cresceram foram ve\u00edculos de cargas (alta de 27,1% ante 2015), a\u00e7\u00facar refinado (23,2%), suco de laranja n\u00e3o congelado (9,5%), avi\u00f5es (6%), tubos flex\u00edveis de ferro e a\u00e7o (4,3%), m\u00e1quinas para terraplanagem (3,9%), e pneum\u00e1ticos (3,1%).<\/p>\n<p>Welber Barral, da Barral M Jorge Consultoria em Com\u00e9rcio Exterior, concorda que o crescimento das vendas externas ficou abaixo do esperado. \u201cO crescimento est\u00e1 acontecendo, mas \u00e9 relativamente pequeno em compara\u00e7\u00e3o com o esfor\u00e7o que a ind\u00fastria est\u00e1 fazendo para exportar. Para ajudar na recupera\u00e7\u00e3o, tinha que estar crescendo muito mais. Al\u00e9m disso, aquele entusiasmo que havia com o c\u00e2mbio diminuiu um pouco [com a queda do d\u00f3lar]\u201d, diz Barral.<\/p>\n<p>O consultor acredita, ainda, que n\u00e3o h\u00e1 motivos para comemorar o saldo positivo da balan\u00e7a comercial em 2016. \u201cA balan\u00e7a ficou positiva por causa de queda de importa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 bom, porque o pa\u00eds est\u00e1 importando menos equipamentos e bens de capital. Quer dizer que a ind\u00fastria n\u00e3o est\u00e1 se modernizando com m\u00e1quinas e equipamentos\u201d, analisa Welber Barral.<\/p>\n<p>Mariana Branco \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Wellton M\u00e1ximo<br \/>\n09\/01\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de produtos industrializados, com maior valor agregado, cresceram em 2016 na compara\u00e7\u00e3o com 2015. 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