{"id":1025,"date":"2009-04-30T13:41:03","date_gmt":"2009-04-30T17:41:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=1025"},"modified":"2009-04-30T13:41:03","modified_gmt":"2009-04-30T17:41:03","slug":"cooperacao-em-todos-os-elos-da-producao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/cooperacao-em-todos-os-elos-da-producao\/1025","title":{"rendered":"coopera\u00e7\u00e3o em todos os elos da produ\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-family: Arial; color: windowtext;\">No nordeste brasileiro, a moderniza\u00e7\u00e3o da agricultura destruiu o algod\u00e3o arb\u00f3reo, uma planta perene que resistia \u00e0 seca e integrava o sistema sustent\u00e1vel na lavoura do semi-\u00e1rido, trazendo do sul temperado do pa\u00eds o algod\u00e3o herb\u00e1ceo. Modernizada apenas aparentemente, o alto consumo de fertilizantes qu\u00edmicos e venenos sint\u00e9ticos foram subsidiados pelo cr\u00e9dito banc\u00e1rio, fortalecendo as estruturas coloniais de depend\u00eancia na regi\u00e3o. As sementes eram vendidas pelo governo do Estado e os demais insumos pelas transnacionais sediadas em S\u00e3o Paulo.<br \/>\nFoi no contexto de migra\u00e7\u00e3o, evas\u00e3o da riqueza, desorganiza\u00e7\u00e3o social e depend\u00eancia de pol\u00edticas assistencialistas resultantes, aliado \u00e0 demanda internacional por \u201calgod\u00e3o org\u00e2nico\u201d, que nasceu a id\u00e9ia de uma cadeia produtiva do algod\u00e3o agroecol\u00f3gico, um produto que, do come\u00e7o ao fim, fosse desenvolvido de forma solid\u00e1ria, valorizando tanto o trabalho como a qualidade e a sustentabilidade ambiental.<br \/>\nO ponta-p\u00e9 inicial foi a produ\u00e7\u00e3o das bolsas para o F\u00f3rum Social Mundial de 2005, quando os empreendimentos da confec\u00e7\u00e3o desafiaram-se e adquiriram tecido de uma cooperativa de tecelagem, que, por sua vez, comprou o fio de outra cooperativa de fia\u00e7\u00e3o, fazendo, assim, acontecer uma outra Economia: as bolsas foram confeccionadas pela Cadeia Produtiva Solid\u00e1ria do Algod\u00e3o, que, ent\u00e3o, ainda n\u00e3o era o ecol\u00f3gico. Desde este in\u00edcio em 2004, o processo vem dando passos importantes. A cria\u00e7\u00e3o da marca JUSTA TRAMA em 2005 e a cria\u00e7\u00e3o da Central JUSTA TRAMA em 2007 s\u00e3o alguns deles.<br \/>\nS\u00e3o cerca de 700 trabalhadores em cinco estados do Brasil, homens e mulheres, agricultores, coletores de sementes, fiadoras, tecedores e costureiras. Os empreendimentos destes trabalhadores e trabalhadoras cobrem todos os elos da ind\u00fastria t\u00eaxtil &#8211; do plantio do algod\u00e3o \u00e0 roupa e quem est\u00e1 na produ\u00e7\u00e3o da roupa JUSTA TRAMA \u00e9 tamb\u00e9m o propriet\u00e1rio da marca.<br \/>\nA produ\u00e7\u00e3o se d\u00e1 em cinco etapas. A primeira \u00e9 a do algod\u00e3o agroecol\u00f3gico, em 9 munic\u00edpios do Estado do Cear\u00e1, onde agricultores familiares associados plantam, beneficiam e comercializam o algod\u00e3o em pluma para o resto da cadeia. As duas etapas seguintes acontecem em S\u00e3o Paulo. O algod\u00e3o \u00e9 enviado para a Cooperativa Nova Esperan\u00e7a \u2013 CONES, em Nova Odessa, que produz do fio de algod\u00e3o e depois, na terceira etapa, o fio vai para o munic\u00edpio de Santo Andr\u00e9, onde a STILUS COOP transforma o fio em malha.<br \/>\nA quarta etapa, a confec\u00e7\u00e3o das roupas, \u00e9 feitas por duas cooperativas do Sul do pa\u00eds. A Cooperativa de Costureiras UNIVENS, de Porto Alegre\/RS, e COOPERATIVA FIO NOBRE, de Itaja\u00ed\/SC. E a quinta etapa, extra\u00e7\u00e3o das sementes para serem aplicadas nas pe\u00e7as de vestu\u00e1rio em forma de bordados, bot\u00f5es e outros acess\u00f3rios, \u00e9 realizada pela <strong>Cooperativa A\u00e7a\u00ed, que fica em Porto Velho, Rond\u00f4nia. <\/strong><br \/>\nO modelo produtivo em que n\u00e3o se prejudica a natureza e onde os maiores benefici\u00e1rios s\u00e3o aqueles que atuam direta ou indiretamente com o algod\u00e3o, contribui com a fixa\u00e7\u00e3o do homem no campo e a gera\u00e7\u00e3o de trabalho e renda digna e est\u00e1vel no meio rural. Com o beneficiamento do caro\u00e7o do algod\u00e3o comp\u00f5e-se ainda um conjunto de estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia de grande import\u00e2ncia social e econ\u00f4mica para a regi\u00e3o.<br \/>\nA produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 em vias de obter a certifica\u00e7\u00e3o, o que dever\u00e1 incentivar o com\u00e9rcio internacional. As vendas diretas das pe\u00e7as v\u00eam ocorrendo atrav\u00e9s de eventos e feiras de Economia Solid\u00e1ria e, de modo especial, por telefone e pelo site. A marca JUSTA TRAMA \u00e9 cada dia mais demandada e cresce respeitando, sempre, o planeta e o bem-estar de quem planta. A solidariedade vai do primeiro ao \u00faltimo elo da cadeia produtiva: n\u00f3s, os consumidores.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ecotece.org.br\/conteudo.php?i=20%20\"><\/a><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span class=\"verdana0011\"><span style=\"font-size: 7pt; font-family: Arial;\">Por <strong>Elizabeth Horta Correa<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-family: Arial;\"><a href=\"http:\/\/www.atibaianews.com.br\/ver_col.php?artigo=lista&amp;idArt=177&amp;idCol=16&amp;nomeCol=Elizabeth%20Horta%20Correa&amp;cat=Colunistas\"><span style=\"color: windowtext;\"><\/span><\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No nordeste brasileiro, a moderniza\u00e7\u00e3o da agricultura destruiu o algod\u00e3o arb\u00f3reo, uma planta perene que resistia \u00e0 seca e integrava o sistema sustent\u00e1vel na lavoura do semi-\u00e1rido, trazendo do sul temperado do pa\u00eds o algod\u00e3o herb\u00e1ceo. 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