{"id":101590,"date":"2016-12-08T06:41:18","date_gmt":"2016-12-08T08:41:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=101590"},"modified":"2016-12-08T01:42:31","modified_gmt":"2016-12-08T03:42:31","slug":"trabalhadores-imigrantes-crescem-131-no-brasil-de-2010-a-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/trabalhadores-imigrantes-crescem-131-no-brasil-de-2010-a-2015\/101590","title":{"rendered":"Trabalhadores imigrantes crescem 131% no Brasil de 2010 a 2015"},"content":{"rendered":"<p> Entre os anos 2010 e 2015, os <strong><em>trabalhadores imigrantes<\/em><\/strong> aumentaram em 131% a presen\u00e7a no mercado de trabalho formal, passando de 54.333 em 2010 para 125.535 em 31 de dezembro de 2015, segundo os dados da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (RAIS). Apesar desse crescimento, os trabalhadores imigrantes correspondem a menos de 0,5% da for\u00e7a de trabalho no mercado formal.<\/p>\n<p>No entanto, entre outubro de 2015 at\u00e9 junho de 2016, pela primeira vez na d\u00e9cada atual e desde o come\u00e7o da crise econ\u00f4mica, os imigrantes passaram a ser afetados tamb\u00e9m com a perda de emprego.<\/p>\n<p>Os dados foram divulgados pelo Relat\u00f3rio Anual 2016 &#8211; A inser\u00e7\u00e3o dos imigrantes no mercado de trabalho brasileiro, do Observat\u00f3rio das Migra\u00e7\u00f5es Internacionais (OBMigra), parceria entre o Minist\u00e9rio do Trabalho e a Universidade de Bras\u00edlia (UnB), durante a 3\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Produtores e Usu\u00e1rios de Informa\u00e7\u00f5es Estat\u00edsticas, Geogr\u00e1ficas e Ambientais, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), de 2010 a 2015, a tend\u00eancia entre o n\u00famero de admiss\u00f5es e demiss\u00f5es dos trabalhadores imigrantes era de saldos positivos.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, ao contr\u00e1rio do que ocorreu nos pa\u00edses do Hemisf\u00e9rio Norte, onde a crise econ\u00f4mica afetou primeiramente os imigrantes, no Brasil, at\u00e9 os nove primeiros meses de 2015, com o pa\u00eds j\u00e1 vivendo uma crise econ\u00f4mica, o n\u00famero de admiss\u00f5es de imigrantes no mercado de trabalho formal superou o de demiss\u00f5es. Em 2015, o n\u00famero de admitidos alcan\u00e7ou 54.086 e o de demitidos, 48.039.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio mostra que, desde outubro de 2015 at\u00e9 junho de 2016, a movimenta\u00e7\u00e3o dos trabalhadores imigrantes no mercado formal teve balan\u00e7o negativo, com o n\u00famero de demiss\u00f5es superando as admiss\u00f5es. Esse saldo sinaliza que, pela primeira vez na presente d\u00e9cada, desde o in\u00edcio da crise econ\u00f4mica, os imigrantes passaram a sofrer com o desemprego. No primeiro semestre de 2016, foram admitidos 19.734 imigrantes e demitidos 24.965.<\/p>\n<p> \u201cO desemprego n\u00e3o \u00e9 homog\u00eaneo, mas a crise chegou com for\u00e7a tamb\u00e9m aos imigrantes\u201d, disse o professor da UnB e coordenador do OBMigra, Leonardo Cavalcanti. Segundo ele, para a reinser\u00e7\u00e3o dos imigrantes \u00e9 necess\u00e1rio elaborar pol\u00edticas p\u00fablicas de mobilidade laboral e geogr\u00e1fica. \u201cOs imigrantes est\u00e3o abertos a mudar de \u00e1rea. A constru\u00e7\u00e3o civil empregava muita gente e passou a demitir. De repente, mudar para outros fluxos como o final da cadeia produtiva do agroneg\u00f3cio, onde os imigrantes est\u00e3o trabalhando no Sul do pa\u00eds, com o abate de su\u00ednos e de frangos\u201d.<\/p>\n<p> Distribui\u00e7\u00e3o espacial<\/p>\n<p>As regi\u00f5es Sudeste e Sul s\u00e3o as que mais absorvem trabalhadores imigrantes. Em 2010, S\u00e3o Paulo empregava 48,5% dos imigrantes, sendo que a capital paulista, naquela ocasi\u00e3o, registrava 28,7% do total de trabalhadores migrantes do pa\u00eds, percentual superior ao do segundo estado, que era o Rio de Janeiro (15,8%). A capital fluminense concentrava 11,4% da m\u00e3o de obra estrangeira. Reunidos, esses dois estados e mais Minas Gerais faziam com que o Sudeste atra\u00edsse cerca de 70% desses trabalhadores. Em seguida, aparecia a Regi\u00e3o Sul com aproximadamente 17%.<\/p>\n<p>Em 2015, o estado de S\u00e3o Paulo perdeu import\u00e2ncia relativa passando a acolher 35,8% da for\u00e7a de trabalho imigrante. O Rio de Janeiro (9,8%) passa a empregar menos que Paran\u00e1 (12,9%), Santa Catarina (12,8%) e Rio Grande do Sul (10%). Entre as capitais, S\u00e3o Paulo emprega 20,3% e Rio de Janeiro, 6,8%.<\/p>\n<p>Perfil<\/p>\n<p>De modo geral, predomina uma popula\u00e7\u00e3o imigrante jovem, masculina e com n\u00edvel de escolaridade m\u00e9dio e superior. Entre os grupos ocupacionais que tiveram um aumento significativo da presen\u00e7a de imigrantes entre os anos de 2010 a 2015 est\u00e3o os trabalhadores da produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os industriais e trabalhadores em servi\u00e7os de repara\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Haitianos<\/p>\n<p>Nos primeiros anos da d\u00e9cada de 2010, o maior incremento dos trabalhadores imigrantes ficou por conta dos haitianos que passaram a ser a principal nacionalidade no mercado de trabalho formal desde 2013 e se mant\u00eam nessa posi\u00e7\u00e3o. Os haitianos passaram de 815 imigrantes em 2011 no mercado de trabalho formal para 33.154 em 2015. Segundo o estudo, constata-se que j\u00e1 em 2013 os portugueses, at\u00e9 ent\u00e3o maioria, foram superados pelos haitianos, que em 2015 representavam 26,4% da for\u00e7a de trabalho imigrante no Brasil.<\/p>\n<p>Ana Cristina Campos \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Carolina Pimentel<br \/>\n08\/12\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os anos 2010 e 2015, os trabalhadores imigrantes aumentaram em 131% a presen\u00e7a no mercado de trabalho formal, passando de 54.333 em 2010 para 125.535 em 31 de dezembro de 2015, segundo os dados da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (RAIS). 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