{"id":101119,"date":"2016-12-02T06:07:15","date_gmt":"2016-12-02T08:07:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=101119"},"modified":"2016-12-02T04:43:16","modified_gmt":"2016-12-02T06:43:16","slug":"paises-produtores-decidem-reduzir-producao-de-petroleo-e-forcar-alta-dos-precos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/paises-produtores-decidem-reduzir-producao-de-petroleo-e-forcar-alta-dos-precos\/101119","title":{"rendered":"Pa\u00edses produtores decidem reduzir produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e for\u00e7ar alta dos pre\u00e7os"},"content":{"rendered":"<p> Os principais pa\u00edses produtores de petr\u00f3leo acordaram, em Viena, reduzir a produ\u00e7\u00e3o do \u00f3leo para diminuir a oferta e, assim, for\u00e7ar a <strong><em>alta dos pre\u00e7os da commodity<\/em><\/strong>. A decis\u00e3o foi aprovada durante a 171\u00aa reuni\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o dos Pa\u00edses Exportadores de Petr\u00f3leo (Opep).<\/p>\n<p>Segundo a ag\u00eancia de not\u00edcias Bloomberg, a extra\u00e7\u00e3o ser\u00e1 reduzida em cerca de 1,2 milh\u00f5es de barris di\u00e1rios. Com isso, a produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria mundial n\u00e3o dever\u00e1 ultrapassar 32,5 milh\u00f5es de barris di\u00e1rios, embora a expectativa da pr\u00f3pria Opep seja de um crescimento da demanda mundial em 2016 e em 2017.<\/p>\n<p>Os termos desse novo acordo j\u00e1 tinham sido estabelecidos em setembro, quando o grupo aprovou o chamado Acordo de Argel, estipulando um corte na produ\u00e7\u00e3o e o teto entre 32,5 milh\u00f5es e 33 milh\u00f5es de barris extra\u00eddos por dia (bpd). O foco do Acordo de Argel, segundo explicou hoje o presidente da confer\u00eancia, o ministro da Energia e da Ind\u00fastria do Qatar, Mohammed Bin Saleh Al-Sada, era \u201cacelerar a retirada dos estoques, trazendo o reequil\u00edbrio do mercado\u201d.<\/p>\n<p>N\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Um grupo de trabalho foi criado para estudar e recomendar a implementa\u00e7\u00e3o do n\u00edvel adequado de produ\u00e7\u00e3o pelos pa\u00edses membros, discutindo o tema inclusive com representantes dos pa\u00edses produtores que n\u00e3o integram a Opep. \u201cEsses esfor\u00e7os exaustivos para construir um consenso entre todos os produtores t\u00eam sido vitais para o processo [de constru\u00e7\u00e3o de um acordo]\u201d, disse Al-Sada, comentando que limitar a produ\u00e7\u00e3o de forma a \u201cdevolver uma estabilidade sustent\u00e1vel ao mercado\u201d seria ben\u00e9fico para as economias nacionais e mundial.<\/p>\n<p>De acordo com Al-Sada, o Acordo de Argel vinha sendo capaz de deter \u201ca deteriora\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os\u201d, at\u00e9 que, em 14 de novembro, os pre\u00e7os voltaram a baixar. \u201c\u00c9 vital que os estoques comecem a cair. Ent\u00e3o os pre\u00e7os come\u00e7ar\u00e3o a subir e a estabilidade retornar\u00e1 ao mercado. Todos os produtores compreendem a gravidade da situa\u00e7\u00e3o e todos os consumidores tamb\u00e9m devem compreend\u00ea-la\u201d, acrescentou o ministro, citando a perspectiva de a demanda mundial, em 2040, ultrapassar os 109 milh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo di\u00e1rios \u2013 mais de tr\u00eas vezes o limite estabelecido hoje.<\/p>\n<p>\u201cEste crescimento exigir\u00e1 investimentos significativos. Em geral, as necessidades estimadas de investimentos relacionados ao petr\u00f3leo est\u00e3o pr\u00f3ximas de US$ 10 trilh\u00f5es no per\u00edodo at\u00e9 2040\u201d, declarou Al-Sada, lembrando que, apesar das perspectivas otimistas para os produtores, os investimentos globais ca\u00edram entre 2015 e 2016 e especialistas afirmam que devem se manter nos atuais patamares por mais algum tempo.<\/p>\n<p>Ontem, ao se reunir com os chefes das delega\u00e7\u00f5es dos 14 pa\u00edses membros que chegavam a Viena para participar do encontro, o secret\u00e1rio-geral da Opep, Mohammad Sanusi Barkindo, sinalizou com a possibilidade da entidade chegar a um acordo.<\/p>\n<p>Segundo a assessoria da pr\u00f3pria Opep, Barkindo e o ministro dos Recursos Petrol\u00edferos da Nig\u00e9ria, Emmanuel Ibe Kachikwu, discutiram a situa\u00e7\u00e3o do mercado mundial de petr\u00f3leo e a necessidade dos produtores enfrentarem o excesso de oferta para tentar \u201cequilibrar o mercado\u201d. Para ambos, \u201ca ina\u00e7\u00e3o poderia levar a um terceiro ano sem precedentes de subinvestimento no setor, potencialmente prejudicando a oferta futura\u201d.<\/p>\n<p>Criada em 1960, a Opep coordena a pol\u00edtica petrol\u00edfera dos pa\u00edses membros, orientando a oferta de petr\u00f3leo no mercado internacional, defendendo os interesses dos produtores sobre os pre\u00e7os. Atualmente, \u00e9 integrada por 14 pa\u00edses membros: Angola; Ar\u00e1bia Saudita; Arg\u00e9lia; Emirados Ar\u00e1bes; Equador; Gab\u00e3o; Qatar; Indon\u00e9sia; Ir\u00e3; Iraque; Kuwait; L\u00edbia; Nig\u00e9ria e Venezuela.<\/p>\n<p>Alex Rodrigues \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Maria Claudia<br \/>\n02\/12\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os principais pa\u00edses produtores de petr\u00f3leo acordaram, em Viena, reduzir a produ\u00e7\u00e3o do \u00f3leo para diminuir a oferta e, assim, for\u00e7ar a alta dos pre\u00e7os da commodity. 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