{"id":100714,"date":"2016-11-29T06:07:22","date_gmt":"2016-11-29T08:07:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=100714"},"modified":"2016-11-26T03:06:21","modified_gmt":"2016-11-26T05:06:21","slug":"total-de-pessoas-ocupadas-cai-39-pela-primeira-vez-em-11-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/total-de-pessoas-ocupadas-cai-39-pela-primeira-vez-em-11-anos\/100714","title":{"rendered":"Total de pessoas ocupadas cai 3,9% pela primeira vez em 11 anos"},"content":{"rendered":"<p> Pela primeira vez desde 2004, houve queda no n\u00famero de brasileiros ocupados em 2015, de acordo com a <strong><em>Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios<\/em><\/strong> (Pnad) 2015, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o de 3,9% representou menos 3,8 milh\u00f5es de pessoas ocupadas. Al\u00e9m disso, cerca de 2 milh\u00f5es de ocupados deixaram de contribuir para a Previd\u00eancia. A coordenadora da pesquisa, Maria L\u00facia Vieira, ressaltou que a ind\u00fastria apresentou a maior perda, com cerca de um milh\u00e3o de ocupados a menos (-8%).<\/p>\n<p>\u201cAs principais perdas ocorreram em ocupa\u00e7\u00f5es em que havia melhor remunera\u00e7\u00e3o, [onde houve] um impacto no rendimento que caiu pela primeira vez em 11 anos\u201d, explicou ela.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o dos empregados entre os ocupados passou de 61,3% para 60,6% e a dos que trabalham por conta pr\u00f3pria cresceu de 21,4% para 23%.<\/p>\n<p>O mercado de trabalho teve aumento de 38,1% da popula\u00e7\u00e3o desocupada (mais 2,8 milh\u00f5es de pessoas), que chegou a 10 milh\u00f5es de pessoas de 15 anos ou mais de idade em 2015. A maior parte da popula\u00e7\u00e3o desocupada era composta por pretos ou pardos (60%), mulheres (53%) e jovens (33,4%) e pessoas com o ensino m\u00e9dio incompleto (48,2%).<\/p>\n<p>Trabalho infantil<\/p>\n<p>O n\u00famero de crian\u00e7as trabalhando no Brasil caiu cerca de 20% no ano passado em compara\u00e7\u00e3o com 2014. A pesquisa aponta, ainda, que 2,7 milh\u00f5es de pessoas de 5 a 17 anos de idade trabalhavam no pa\u00eds no ano passado. A queda representa 659 mil crian\u00e7as e adolescentes a menos nessa condi\u00e7\u00e3o do que no ano anterior. Desse total, 15,4% correspondiam a pessoas na situa\u00e7\u00e3o de trabalho infantil (explora\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as com idade inferior a 16 anos).<\/p>\n<p>O n\u00famero, no entanto, \u00e9 um sintoma da crise econ\u00f4mica e do aumento do desemprego no pa\u00eds, segundo a pesquisadora do IBGE. \u201c\u00c9 mais um reflexo da conjuntura do mercado de trabalho do que de pol\u00edticas p\u00fablicas, e afetou especialmente os adolescentes de 14 a 17 anos\u201d, explicou ela. \u201cOs mais novos s\u00e3o os primeiros a sofrerem quando h\u00e1 recess\u00e3o, geralmente [eles] n\u00e3o t\u00eam carteira assinada, [s\u00e3o] menos escolarizados e mais f\u00e1ceis de substitui\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>No Norte e Nordeste, esse percentual foi maior (21,6%) e 21,2% respectivamente). Das crian\u00e7as entre 5 e 13 anos de idade que trabalhavam (412 mil), 79 mil tinham menos de nove anos e 333 mil tinham de 10 a 13 anos de idade. A maioria (2,3 milh\u00f5es) tinha de 14 a 17 anos de idade.<\/p>\n<p>Quase 65% dessas crian\u00e7as trabalhavam no campo, assim como em 2014. O rendimento m\u00e9dio mensal domiciliar per capita real das pessoas de 5 a 17 anos ocupadas nesse per\u00edodo foi estimado em R$ 630. Para as pessoas n\u00e3o ocupadas nessa faixa de idade, o rendimento foi estimado em R$ 687. O n\u00famero m\u00e9dio de horas habitualmente trabalhadas por semana em todos os trabalhos caiu de 25,9 em 2014, para 24,6 em 2015.<\/p>\n<p>Percentualmente, o grupo de 10 a 13 anos de idade registrou a maior queda (31,1% ou 150 mil pessoas). Em termos absolutos, a maior redu\u00e7\u00e3o ocorreu no grupo de 14 a 17 anos de idade, com 518 mil pessoas ocupadas a menos, sendo que as maiores diminui\u00e7\u00f5es foram observadas no Nordeste (180 mil pessoas) e Sudeste (163 mil pessoas).<\/p>\n<p>De acordo com a procuradora do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho, Danielle Cramer, a explora\u00e7\u00e3o ilegal de m\u00e3o obra infantil aumentou no ano passado. \u201cO que vemos na pr\u00e1tica \u00e9 o aumento das den\u00fancias de trabalho infantil no pa\u00eds. Em situa\u00e7\u00f5es de crise, empresas utilizam mais m\u00e3o de obra infantil por ser mais barata. E as fam\u00edlias colocam seus filhos para trabalhar para complementar a renda familiar, que j\u00e1 anda escassa\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>\u201cNo setor formal, sim, houve demiss\u00f5es dos trabalhadores menores de 18 anos, o que se reflete no n\u00famero como um todo. No setor informal, infelizmente, estamos retrocedendo e jogando por terra todas as conquistas sociais obtidas nos \u00faltimos anos\u201d, completou.<\/p>\n<p>Ainda segundo o IBGE, em 2015, o n\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o das pessoas de 5 a 17 anos de idade foi estimado em 6,6%, tendo sido 8,1% em 2014. As regi\u00f5es Norte, Nordeste e Sul apresentaram as maiores redu\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a 2014. A regi\u00e3o Sul permanece com o maior n\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o para esse grupo et\u00e1rio, 8,3%, enquanto a Sudeste registra o menor, 5,6%.<\/p>\n<p>Analfabetismo<\/p>\n<p>A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade continuou caindo em 2015, ao passar de 8,3% em 2014 para 8% (12,9 milh\u00f5es de analfabetos) no ano passado. Em 2004, havia 11,5% (15,3 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>\u201cNa faixa de 6 a 14 anos a taxa praticamente zera, \u00e9 de 1%\u201d, ressaltou a pesquisadora do IBGE. \u201cPor outro lado, metade da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem o ensino m\u00e9dio completo. H\u00e1 ainda um baixo n\u00edvel de escolaridade e talvez esta seja a nova meta a seguir, uma vez que o analfabetismo est\u00e1 erradicado\u201d, comentou.<\/p>\n<p>O Nordeste apresentou taxa de analfabetismo superior na compara\u00e7\u00e3o com as demais regi\u00f5es em todos os anos analisados, mas tamb\u00e9m foi a que mostrou a maior redu\u00e7\u00e3o, passando de 22,4% em 2004 para 16,2%, em 2015. Em 2014 era de 16,6%. O Centro-Oeste, nesse mesmo per\u00edodo, registrou redu\u00e7\u00e3o de 3,5 pontos percentuais, indo de 9,2% para 5,7%. As menores taxas tamb\u00e9m continuaram sendo nas regi\u00f5es Sul (4,1%) e Sudeste (4,3%).<\/p>\n<p>A taxa de analfabetismo funcional &#8211; pessoas de 15 anos ou mais de idade com menos de quatro anos de estudo em rela\u00e7\u00e3o ao total de pessoas do mesmo recorte et\u00e1rio &#8211; caiu de 17,6% em 2014 para 17,1%, em 2015. A taxa mais alta no pa\u00eds foi a do Nordeste (26,6%), enquanto as regi\u00f5es Sudeste e Sul apresentaram os indicadores mais baixos (12,4% e 13,4%, respectivamente).<\/p>\n<p>Fl\u00e1via Villela &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\n Colaborou Ligia Souto, rep\u00f3rter do Radiojornalismo.<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n29\/11\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela primeira vez desde 2004, houve queda no n\u00famero de brasileiros ocupados em 2015, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) 2015, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). A redu\u00e7\u00e3o de 3,9% representou menos 3,8 milh\u00f5es de pessoas ocupadas. 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