{"id":100291,"date":"2016-11-23T06:27:38","date_gmt":"2016-11-23T08:27:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=100291"},"modified":"2016-11-22T15:28:59","modified_gmt":"2016-11-22T17:28:59","slug":"ibge-taxa-de-subutilizacao-da-forca-de-trabalho-no-pais-sobe-para-212","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/ibge-taxa-de-subutilizacao-da-forca-de-trabalho-no-pais-sobe-para-212\/100291","title":{"rendered":"IBGE: taxa de subutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho no pa\u00eds sobe para 21,2%"},"content":{"rendered":"<p> A taxa composta de <strong><em>subutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho<\/em><\/strong> fechou o terceiro trimestre do ano em 21,2%, atingindo 22,9 milh\u00f5es de pessoas em todo o pa\u00eds. O indicador, que agrega a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o, a de desocupa\u00e7\u00e3o por insufici\u00eancia de horas e da for\u00e7a de trabalho potencial, foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>No segundo trimestre de 2016, para a totalidade do Brasil, essa taxa foi de 20,9%, o que significa que houve uma alta entre um trimestre e outro de 0,3 ponto percentual e de 3,2 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a igual trimestre de 2015, quando o indicador era de 18%.<\/p>\n<p>Os dados divulgados pelo IBGE constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) Cont\u00ednua \u2013 Trimestral para Brasil, Grandes Regi\u00f5es e Unidades da Federa\u00e7\u00e3o, referentes ao trimestre encerrado em setembro.<\/p>\n<p>Os principais resultados da Pnad Cont\u00ednua para o Brasil  j\u00e1 foram divulgados no dia 27 de outubro e indicavam uma taxa de desemprego de 11,8%, resultado 0,5 ponto percentual superior aos 11,3% do trimestre encerrado em junho, que apontava 12 milh\u00f5es de trabalhadores desocupados para uma popula\u00e7\u00e3o ocupada de 89,8 milh\u00f5es de trabalhadores.<\/p>\n<p>Taxa no Nordeste \u00e9 de 31,4%<\/p>\n<p>Os dados do IBGE indicam que a maior taxa composta da subutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho foi observada no Nordeste, que, no terceiro trimestre do ano, chegou a 31,4%, enquanto a menor foi registrada na regi\u00e3o Sul (13,2%). Bahia (34,1%), Piau\u00ed (32,6%) e Maranh\u00e3o e Sergipe (ambos com 31,9%), foram os estados com as maiores taxas. J\u00e1 as menores foram anotadas em Santa Catarina (9,7%), Mato Grosso (13,2%) e Paran\u00e1 (14,2%).<\/p>\n<p>A taxa combinada de subocupa\u00e7\u00e3o por insufici\u00eancia de horas trabalhadas e desocupa\u00e7\u00e3o (pessoas ocupadas com uma jornada de menos de 40 horas semanais, mas que gostariam de trabalhar em um per\u00edodo maior somadas \u00e0s pessoas desocupadas) foi de 16,5%, sendo 4,8 milh\u00f5es de trabalhadores subocupados por insufici\u00eancia de horas trabalhadas e 12 milh\u00f5es de desocupados. No segundo trimestre de 2016, para Brasil, essa taxa foi de 16% e, no terceiro trimestre de 2015, de 14,4%.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o Nordeste (22,9%) apresentou a maior taxa combinada de subocupa\u00e7\u00e3o por insufici\u00eancia de horas trabalhadas e desocupa\u00e7\u00e3o e a regi\u00e3o Sul, a menor (10,7%). Bahia (26,2%), Sergipe (23,7%) e Piau\u00ed e Para\u00edba (ambos com 22,9%) foram os estados com as maiores taxas. As menores foram observadas em Santa Catarina (8%), Mato Grosso (10,6%) e Paran\u00e1 (11,4%).<\/p>\n<p>J\u00e1 a taxa combinada da desocupa\u00e7\u00e3o e da for\u00e7a de trabalho potencial, que abrange as pessoas que gostariam de trabalhar, mas n\u00e3o procuraram trabalho, ou que procuraram, mas n\u00e3o estavam dispon\u00edveis para trabalhar (for\u00e7a de trabalho potencial), foi de 16,8%, atingindo 6,1 milh\u00f5es de pessoas. No segundo trimestre de 2016, para Brasil, essa taxa foi de 16,4% e, no terceiro trimestre de 2015, de 12,8%.<\/p>\n<p>No Nordeste, a taxa combinada de desocupa\u00e7\u00e3o e for\u00e7a de trabalho potencial foi de 23,6% e no Sul, ficou em 10,5%. Alagoas (25,4%), Bahia (24,9%) e Maranh\u00e3o (24,5%) foram os estados com os maiores n\u00fameros. Os menores foram observadas em Santa Catarina (8,1%), Rio Grande do Sul (11,0%) e Paran\u00e1 (11,4%).<\/p>\n<p>Taxa de desocupa\u00e7\u00e3o sobe em todo o pa\u00eds<\/p>\n<p>O detalhamento do IBGE sobre os dados da Pnad Cont\u00ednua indica que a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o de 11,8% para a totalidade do pa\u00eds, no trimestre encerrado em setembro, subiu em todas as grandes regi\u00f5es pesquisadas no terceiro trimestre do ano em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2015.<\/p>\n<p>Ela \u00e9 maior na regi\u00e3o Nordeste, onde o desemprego cresceu de 10,8% para 14,1% do segundo para o terceiro trimestre do ano; seguido do Sudeste (de 9% para 12,3%); do Norte (de 8,8% para 11,4%); Centro-Oeste (de 7,5% para 10%); e do Sul (de 6% para 7,9%).<\/p>\n<p>Os estados que apresentaram a maior taxa de desocupa\u00e7\u00e3o foram Bahia (15,9%), Pernambuco (15,3%) e Amap\u00e1 (14,9%), enquanto as menores foram registradas em Santa Catarina (6,4%), Mato Grosso do Sul (7,7%) e Rio Grande do Sul (8,2%), todas abaixo da m\u00e9dia nacional de 11,8%.<\/p>\n<p>Carteira assinada: Sul do pa\u00eds lidera<\/p>\n<p>Quando analisada pelo \u00e2ngulo do emprego formal, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) Cont\u00ednua \u2013 Trimestral para Brasil, Grandes Regi\u00f5es e Unidades da Federa\u00e7\u00e3o, referentes ao trimestre encerrado em setembro, indica que o percentual de trabalhadores com carteira assinada \u00e9 maior na regi\u00e3o Sul do pa\u00eds, onde, no terceiro trimestre do ano, 84,4% dos trabalhadores do setor privado tinham carteira assinada.<\/p>\n<p>Em seguida, vem o Sudeste (82,7%) e o Centro-Oeste (76,8%) que apresentaram formalidade maior que a m\u00e9dia nacional de trabalhadores com carteira assinada que fechou setembro em 76,9%. O Nordeste (61,2%) e o Norte (60,8%) registram um percentual de trabalhadores com carteira assinada abaixo da m\u00e9dia do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mulheres fora da for\u00e7a de trabalho<\/p>\n<p>Os dados aprofundados da Pnad Cont\u00ednua sinalizam que as mulheres representavam no terceiro trimestre do ano 65,5% da popula\u00e7\u00e3o fora da for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<p>Outras 35,6% das pessoas em idade de trabalhar que estavam fora do mercado eram idosas (com 60 ou mais anos de idade). A regi\u00e3o Nordeste foi a que apresentou a maior parcela de pessoas fora da for\u00e7a de trabalho, 45%. As regi\u00f5es Sul (36,1%) e Centro-Oeste (35,1%) tiveram os menores percentuais.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o, mais da metade desta popula\u00e7\u00e3o (54%) n\u00e3o tinha conclu\u00eddo o ensino fundamental e pouco mais de um quarto tinha conclu\u00eddo pelo menos o ensino m\u00e9dio (25,8%).<\/p>\n<p>Os adultos entre 25 a 39 anos respondiam por 35,2% da popula\u00e7\u00e3o desocupada, com o percentual de mulheres sendo bem superior ao dos homens. No terceiro trimestre, elas representavam 50,1% dos desocupados no Brasil. Apenas na regi\u00e3o Nordeste o percentual de mulheres na popula\u00e7\u00e3o desocupada (47,7%) foi inferior ao de homens. J\u00e1 a maior participa\u00e7\u00e3o das mulheres dentre os desocupados foi observada na regi\u00e3o Centro-Oeste (52,1%).<\/p>\n<p>Rendimento m\u00e9dio dos trabalhadores<\/p>\n<p>O rendimento m\u00e9dio real habitual dos trabalhadores ficou acima da m\u00e9dia do Brasil (R$ 2.015) apenas nas regi\u00f5es Sudeste (R$ 2.325), Centro-Oeste (R$ 2.288) e Sul (R$ 2.207), enquanto Norte (R$ 1.539) e Nordeste (R$ 1.348) ficaram abaixo da m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Frente ao segundo trimestre de 2016, houve aumento do rendimento m\u00e9dio real no Sudeste (0,6%) e no Sul (2,8%); enquanto nas demais houve estabilidade. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao terceiro trimestre de 2015, com exce\u00e7\u00e3o do Centro-Oeste, que se manteve est\u00e1vel, todas as demais grandes regi\u00f5es acusaram queda, com destaque para o Nordeste (-3,9%).<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n23\/11\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa composta de subutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho fechou o terceiro trimestre do ano em 21,2%, atingindo 22,9 milh\u00f5es de pessoas em todo o pa\u00eds. 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