Uma noite mal dormida já é suficiente para a pessoa acordar com quilos a mais no outro dia. Pessoas que dormem uma hora a menos durante longos períodos podem engordar em até 20% do seu peso. Estima-se que é possível perder até 1-2% das medidas em uma noite. Pesquisa revela que a perda de peso pode ser duas vezes maior em uma pessoa dormindo do que uma pessoa acordada e parada

Pesquisas recentes comprovam que, para emagrecer, não basta apenas ter uma dieta equilibrada e fazer exercícios. O sono é comprovadamente um dos grandes aliados da dieta, sendo que uma noite mal dormida já é suficiente para a pessoa acordar acima do peso no outro dia. Este tema será discutido no 3º Congresso Mundial de Medicina do Sono, que acontece de 9 a 11 de novembro, no WTC Sheraton, em São Paulo, e reúne os maiores especialistas do Brasil e do exterior no assunto.

“A relação entre emagrecimento e sono já é conhecida, mas, ao contrário do que muitos pesquisadores acreditavam, a perda de peso não acontece apenas em longo prazo. Quando a pessoa dorme bem uma noite, ela já acorda mais magra no outro dia”, afirma Walter André dos Santos Moraes, neurologista e pesquisador do Instituto do Sono/UNIFESP. De acordo com o especialista, estudos comprovam que uma pessoa pode perder peso duas vezes mais rápido dormindo do que acordada e parada. “Em algumas pessoas, a perda de medidas chega a 2% durante a noite voltando a recuperar parte disso ao longo do dia”, explica Walter. O motivo deste emagrecimento, segundo o pesquisador, são os processos que o organismo realiza durante o sono, como metabolismo basal, perda hídrica, recuperação de tecidos, entre outros.

Alterações na ciclo diário de peso podem levar à obesidade a longo prazo.
Durante a noite também são produzidos hormônios que facilitam o emagrecimento, como a leptina, responsável pela sensação de saciedade, o GH, que aumenta a massa magra, e a insulina, hormônio que processa a glicose. Estudos internacionais mostram ainda que uma hora a menos de sono por dia pode aumentar em até 20% o peso corporal da pessoa. “Estimativas demonstram que as pessoas em todo o mundo têm dormido duas horas a menos por dia. Na mesma proporção, os índices de obesidade crescem de forma alarmante. Com certeza, não é uma coincidência”, explica Walter.

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